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publicado por wellcorp às 13:42 | link do post
























Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque










As mulheres querem ser amadas
Como as abelhas amam o mel.
elas querem se sentir apaixonadas pela vida,


Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque
Elas querem ser tão cheias de vida
Que até seus os olhos
Sorriam sozinhos


Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque
Elas querem o abraço dos pais
e sua presença
para todo o sempre,

Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque

Elas querem ser tratadas como meninas
Mesmo quando a velhice as tornar
Bisavós ou avó de avós.

Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque

Elas querem ter uma mão que lhe afague o rosto
no dia das dores


Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque

Uma que lhe aperte as mãos
quando sentirem medo
E elas sentirão medo

Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque
Elas querem filhos que resplandeçam como o sol
Que sejam exaltados como as estrelas
E que mesmo tendo apanhado que nem ladrão
pego com as galinhas de nhô Lau,
Amem-nas como se fossem
crianças de colo

Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque

Elas querem maridos que se importem
E que se importem em se importar
Querem amigos que as amem
Como somente amigos podem amar

Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque

Querem amiga fiéis que possam compartilhar
Suas dore e seus erros,
Anseiam um ombro amigo e carinhoso nas noites de solidão

Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque
E um ombro amigo e carinhoso
nas noites de algazarra
Elas anseiam pular fogueiras
E gritar bem alto
que vale a pena viver

Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque
E correr como se o vento as dominasse
E correr sobre as poças de água que brilham
iluminadas pela lua
após a chuva
E elas querem se sentir tão lindas
como quando amadas
e conquistadas
pelo homem de sua vida

Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque
E elas querem
ter na boca o gosto do vinho
com que festejam o amanhecer que há de vir
E elas querem viver sem medo

Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque

Sem medo do amanhã
Crendo que há um Pai
Que é pai de todos
E que delas cuidará
Amando-as como se fossem
Filhas recém nascidas
Criadas em seu colo divino
E elas almejam tocar os céus
E sentir os anjos
E dançar com eles

Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque
Elas almejam o beijo apaixonado
Todos os dias de sua vida
E querem ter voz que ressoe como trovão
Ainda que dita entre sussurros
E elas almejam não ter que lutar todos os dias

Carne Griffiths pinturas mulheres e flores com chás vodca e uisque

Por coisas que já deviam ser delas
Almejam descansar em meio a tempestade
E caminhar sobre as águas
E se sentirem tão vivas
Que a própria alegria
Diga que delas
sente ciumes

Texto de Welington escrito para a Barbara Monteiro

 Pinturas de Carne Griffiths
publicado por wellcorp às 11:45 | link do post

Certa história secreta em Roraima




Setembro 12, 2008 by roriz

A foto é só uma ilustração... Como a invasão era secreta não temos nehuma foto do evento...

No momento em que tanto se fala da cobiça internacional sobre a Amazônia, da ação de ONGs de todos os tipos agindo livremente na região Norte, de estrangeiros vendendo pedaços da nossa floresta, da encrenca que está sendo a homologação da Raposa/Serra do Sol, de índios contra índios, de índios contra não-índios, das ações ou omissões da Funai, do descontentamento das Forças Armadas com referência os rumos políticos que estão sendo dados para esta quase despovoada mas importantíssima parte das fronteiras da nação, é mais do que preciso falar quem sabe, quem conhece, quem vivencia ou quem tenha alguma informação de importância.
Assim sendo, para ficar registrado e muito bem entendido, vou contar um acontecimento de magna importância, especialmente para Roraima, e do qual sou testemunha ocular da História.
Corria o ano de 1993 – portanto, já fazem 15 anos. Era governo de Itamar Franco e as pressões de alguns setores nacionais e vários internacionais, para a homologação da Raposa/Serra do Sol, eram fortes e estavam no auge. Tinha-se como certíssimo de que Itamar assinaria a homologação.
Nessa época, eu era piloto da empresa BOLSA DE DIAMANTES, que quinzenalmente enviava compradores de pedras preciosas para Uiramutã, Água Fria, Mutum e vizinhanças.
No dia 8 de setembro de 1993, aí pelas 17:00, chegamos em Uiramutã, e encontramos a população numa agitação incomum, literalmente aterrorizada. Dizia-se por toda parte, que Uiramutã ia ser invadida, que havia muitos soldados “americanos”, já vindo em direção à localidade.
A comoção das pessoas, a agitação, o sufoco eram tão grandes que me contaminou, e fui imediatamente falar com o sargento PM que comandava o pequeníssimo destacamento de apenas quatro militares, para saber se ele tinha conhecimento dos boatos que circulavam, e respondeu-me que sabia do falatório. Contou-me então que o piloto DONÉ (apelido de Dionízio Coelho de Araújo), tinha passado por Uiramutã com seu avião Cessna PT-BMR, vindo da cachoeira de ORINDUIKE, no lado brasileiro, (que os brasileiros erradamente chamam de Orinduque), contando para várias pessoas, que havia um acampamento enorme, com muitos soldados na esplanada no lado da Guiana, na margem do rio Maú, nossa fronteira com aquele país.
Aventei a necessidade de que o sargento, autoridade policial local, fosse ver o que havia de fato e falei com o dono da empresa, que aceitou, relutante e receioso, emprestar o avião para o sargento. Como, entretanto, o sol já declinava no horizonte, combinamos o vôo para a manhã seguinte.
Muito cedo, o piloto Doné e seus passageiros, que tinha ido pernoitar na maloca do SOCÓ, pousaram em Uiramutã. Eu o conheci nessa ocasião, e pude ouvir dele um relato. Resumindo bastante, contou que na Guiana havia um grande acampamento militar e que um avião de tropas estava trazendo mais soldados para ali.


Estávamos na porta da Delegacia, quando chegou uma Toyota do Exército, com um capitão, um sargento e praças.,vindos do BV 8. Ele ia escolher e demarcar um local para a construção do quartel de destacamento militar ali naquela quase deserta fronteira com a Guiana. BV 8 é antigo marco de fronteira do Brasil com a Venezuela, onde há um destacamento do Exército, na cidade de Pacaraima. Muito interessado e intrigado com o fato, resolveu ir conosco nesse vôo.
O capitão trazia uma boa máquina fotográfica e emprestei a minha para o sargento. O vôo foi curto, apenas seis minutos. Demos tanta sorte, que encontramos um avião para transporte de tropas, despejando umanova leva de soldados, no lado guianense. Voando prá lá e prá cá, só no lado brasileiro, os militares fotografavam tudo, e o capitão calculou pelo número de barracas, uns 600 homens, até aquele momento.
Fiz diversas idas e vindas e, numa delas vi o transporte de tropas decolando e virando para a esquerda. Exclamei para o capitão: eles vem pra cima de nós! Como é que você sabe? Perguntou. Viraram para a esquerda, que é o lado do Brasil e, não da Guiana, respondi. Girei imediatamente a proa para Uiramutã e, ao nivelar o avião, o capitão me disse muito sério: estamos na linha de tiro deles! Foi então que olhando para a direita, vi à curta distância e, na porta lateral do transporte, um soldado branco, com um fuzil na mão.
Confesso que foi um grande susto! O coração parecia-me bater duas e falhar uma. Quem conhece a região, sabe que ali naquela parte, o Maú é um rio muito sinuoso. Enfiei o avião fazendo zig-zag nesses meandros, esperando conseguir chegar em Uiramutã. Se atiraram, não ficamos sabendo, mas após o pouso, havia muita gente na pista, que fica juntinho das casas. Agitadas, contaram que aquele avião tinha girado duas vezes sobre nós e a cidade, tomando rumo de Lethen, na Guiana, onde há uma pista asfaltada, defronte de Bomfim, cidade brasileira na fronteira.
Com esse fato, angustiou-se mais ainda a população, na certeza de que a invasão era iminente. O capitão determinou ao sargento e a mim, que fizéssemos imediatamente um relatório minucioso, para ser envido ao comando da PM, em Boa Vista e partiu acelerado de volta ao pelotão de fronteira no BV 8.
Na delegacia, o sargento retirou o filme da minha máquina fotográfica, para enviar ao seu comando e eu datilografei um completo relatório que ele colocou em código e transmitiu via rádio para Boa Vista. Naquela época, o chefe da S2 da PM (Seção de Inteligência), era o major Bornéo.
Uns quatro dias depois que cheguei desse giro das compras de diamantes, tocou a campainha da minha casa, um major do Exército.
Apresentou-se e pediu-me para ler um papel, que não era outro, senão aquele mesmo que eu datilografara em Uiramutã , e do qual o comando da PM enviara cópia para o comando do Exército em Boa Vista. Após ler e confirmar que era aquilo mesmo, pediu-me para assinar, o que fiz. Compreendi que tinha sido testemunha de algo grande, maior do que eu poderia imaginar, e pedi então ao major, para dizer o que estava acontecendo, uma vez que parte daquilo eu já sabia. Concordou em contar, desde que eu entendesse bem que aquilo era absolutamente confidencial e informação de segurança nacional. Concordei.
Disse o major, que a embaixada brasileira em Georgetown tinha informado ao Itamarati, que dois vasos de guerra, um inglês e outro, americano, haviam fundeado longe do porto, e que grandes helicópteros de transporte de tropas, estavam voando continuamente para o continente, sem que tivesse sido possível determinar o local para onde iam e o motivo.
Caboclos guianenses (índios aculturados) tinham contado para caboclos brasileiros em Bomfim, cidade de Roraima na fronteira, terem os americanos montado uma base militar logo atrás da grande serra Cuano-Cuano, que por ser muito alta e próxima, vê-se perfeitamente da cidade. O Exército brasileiro agiu com presteza, e infiltrou dois majores através da fronteira, e do alto daquela serra, durante dois dias, filmaram e fotografaram tudo. Agora, com os fatos ocorridos em Orinduike, próximo de Uiramutã, nossa fronteira Norte, fechava-se o entendimento do que estava acontecendo.
E o que estava acontecendo? As pressões internacionais para a demarcação da Raposa / Serra do Sol apertavam, na certeza de que o Presidente Itamar Franco assinaria o decreto. Em seguida, a ONU, atendendo aos “insistentes pedidos dos povos indígenas de Roraima”, determinaria a criação de um enclave indígena sob a sua tutela, e aí nasceria a primeira nação indígena do mundo. Aquelas tropas americanas e as inglesas, eram para garantir militarmente a tomada de posse da área e a “nova nação”.
Até a capital já estava escolhida: seria a maloca da Raposa, estrategicamente localizada na margem da rodovia que corta toda a região de Este para Oeste, e divide geográfica e perfeitamente a região das serras daquela dos lavrados roraimenses – que são os campos naturais e cerrados.
Itamar Franco – suponho – deve ter sido alertado para o tamanho da encrenca militar que viria, e o fato é que, nunca assinou a demarcação.
Nessa mesma ocasião (para relembrar: era começo de setembro de 1993), estava em final de preparativos, o exercício periódico e conjunto das Forças Armadas nacionais, na cidade de Ourinhos, margem do rio Paranapanema, próxima de Sta. Cruz do Rio Pardo e Assis, em São Paulo, e Cambará e Jacarezinho, no Paraná.
Com as alarmantes notícias vindas de Roraima, o Alto Comando das Forças Armadas mudou o planejamento, que passou a chamar-se “OPERAÇÃO SURUMU” e, como já estava tudo engrenado, enviou as tropas para Roraima. Foi assim que à partir da madrugada de 27 de setembro de 1993, dois aviões da VARIG, durante vários dias, Búfalos, Hércules e Bandeirantes despejaram tropas em Roraima. Não cabendo todas as aeronaves militares dentro da Base Aérea, o pátio civil do aeroporto ficou coalhado de aviões militares. Chegaram também os caças e muitos Tucano. Veio artilharia anti-aérea, localizada nas cercanias de Surumu, e foi inclusive expedido um aviso para todos os piloto civis, sobre áreas nas quais estava proibido o sobrevôo, sob risco de abate.
Tendo como Chefe do Comando Militar da Amazônia (CMA), o general de Exército José Sampaio Maia – ex-comandante do CIGS em Manaus, e como árbitro da Operação Surumu, o general de Brigada Luíz Alberto Fragoso Peret Antunes (general Peret), os rios Maú, Uailã e Urariquera enxamearam de “voadeiras” cheias de soldados. Aviões de caça fizeram dezenas de vôos razantes nas fronteiras do Norte. O Exército também participou com a sua aviação de helicópteros, que contou com 350 homens do 1º, 2º e 3º esquadrões, trazendo 15 Pantera (HM-1) e 4 Esquilos, que fizeram um total de 750 horas de vôo. Vieram também cerca de 150 páraquedistas militares e gente treinada em guerra na selva. A Marinha e a Força Aérea contribuíram com um número não declarado de homens, navios e aeronaves.
Dessa maneira, não tendo Itamar Franco assinado o decreto de demarcação da Raposa / Serra do Sol e, vindo essas forças militares para demonstrar que a entrada de soldados americanos e ingleses em Roraima, não seria feita sem grande baixas, “melou” e arrefeceu a intenção internacional de apossar-se desta parte da Amazônia, mas não desistiram.
Decepcionando muito, embora sendo outro o contexto político internacional, Lula fez a homologação dessa área indígena, contestada documentalmente no Supremo Tribunal e, ainda tentou à revelia de uma decisão judicial, retirar “na marra”, os fazendeiros e rizicultores (”arrozeiros”) dessa área, que como muita gente sabe – inclusive os contrários – tem dentro dela propriedades regularmente documentadas com mais de 100 anos de escritura pública e registro, no tempo em que Roraima nem existia, e as terras eram do Amazonas.
Agora, entretanto, os interesses difusos e estranhos de muitas ONGs, dizem na internet, que esses proprietários são “invasores”, quando até o antigo órgão anterior ao INCRA, demarcou e titulou áreas nessa região, e que a FUNAI, chamada a manifestar-se, disse por escrito, que não tinha interesse nas terras e que nelas, até aquela ocasião, não havia índios.
As ONGs continuam a fazer pressão, e convém não descuidar, porque nada indica que vão desistir de conseguir essas terras “para os índios”, e de graça, levarem além de 1 milhão e 700 mil hectares – quase o tamanho de Sergipe – tudo o mais que elas tem: ouro, imensas jazidas de diamantes, coríndon, safira de azul intenso, turmalina preta, topázio, rutilo, nióbio, urânio, manganês, calcáreo, petróleo, afora a vastidão das terras planas, propícias à lavoura, área quase do mesmo tamanho onde Mato Grosso planta soja que fez a sua riqueza.
Isso, é o que já sabemos, porque uma parte disso foi divulgada numa pesquisa da CPRM – Cia. de Pesquisa de Recursos Minerais, em agosto de 1988 (iniciada em 1983), chamada de Projeto Maú, que qualifica essa parte da Raposa/Serra do Sol, como uma das mais ricas em diamantes no Brasil, sendo o mais extenso depósito aluvional de Roraima, muito superior ao Quinô, Suapi, Cotingo, Uailã e Cabo Sobral.
Essa pesquisa foi inicialmente conduzida pelo geólogo João Orestes Schneider Santos e, posteriormente, pelo também geólogo, Raimundo de Jesus Gato D´Antona, que foi até o final do projeto, constatando a possibilidade da existência de até mais de 3 milhões de quilates de diamantes e 600 Kg de ouro. Basta conferir a cotação do ouro e diamantes, para saber o que valem aquelas barrancas do rio Mau, só num pequeno trecho.
A “desgraça” de Roraima é ser conhecida internacionalmente na geologia, como a maior Província Mineral já descoberta no planeta. Nada menos que isso!
E o que ainda não sabemos? Essa pesquisa, feita em pouco mais de 100 quilômetros de barranca do rio, cubou e atestou a imensa riqueza diamantífera da área. Entretanto, o Estado de Roraima ainda tem coríndon, manganês, calcáreo e urânio, afora mais de 2 milhões e 100 mil hectares de terras planas agricultáveis, melhores que aquelas onde plantam soja no Mato Grosso.
Izidro Simões é Piloto.


Raposa/Serra do Sol é a denominação dada à terra ancestral dos povos macuxi, ingarikó, patamona, wapichana e taurepang. Localiza-se a nordeste do estado de Roraima totalizando 1.743.089 hectares, sendo portanto a segunda maior área indígena homologada, sendo a primeira a reserva Yanomai com 9.419.108 hectares de floresta tropical. Segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, conforme o censo de 2008 aquela região abriga aproximadamente 19 mil índios e não-indios.
A extensa área homologada no dia 15 de abril de 2005 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de forma contínua é delimitada pelos Rios Tacutu, Maú, Miang e Surumu, tendo ainda como base a fronteira com a Venezuela. A sua identificação como tal aconteceu em 1993 pela Fundação Nacional do Índio – Funai e demarcada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso
A área de conflito judicial é dividida entre imensas planícies, semelhantes às das regiões de cerrado, são os campos naturais ou lavrados. Há também cadeias de montanhas, na fronteira do Brasil/Venezuela/Guiana. A maioria dos índios ali residentes são da etnia macuxi e nos grupos menores estão os povos wuapixana, ingaricó, taurepangue e patamona.
Desde a sua homologação agravaram-se os conflitos que antes existiam, mas não com tanta intensidade e resultou atualmente em disputa judicial polêmica. De um lado, produtores rurais, não-índios e parte da população indígena querem uma demarcação em ilhas para garantir os benefícios patrocinados pelo estado e também querem a convivência harmônica com todos que lá residem, afinal muitos índios e não-índios casaram entre si e constituíram famílias até numerosas. 


Uiramutã





A população estimada em 2003 era de 6111 habitantes e a área é de 8.066 km², o que resulta numa densidade demográfica de 0,76 hab/km².
O município inclui em seu território o Monte Caburaí, de 1.456 m de altitude, na fronteira com a Guiana. A +05,2° de latitude, o monte é o ponto mais setentrional do País. O Monte Roraima, também no município, é o ponto tríplice com a Guiana e a Venezuela e o décimo pico mais alto do Brasil, com 2.739 m.
Os povos indígenas são a maioria no município, com uma participação em relação ao total do município de 97,96%.
Único município do Estado que faz fronteira com dois países (Venezuela e República Cooperativista da Guiana), é rico em belezas naturais e lá está localizado o Parque Nacional do Monte Roraima, com o majestoso Monte Roraima. Foi elevado à condição de município em 17 de outubro de 1995.
Município roraimense de maior potencial turístico, Uiramutã está no alto da Cordilheira de Paracaima e possui paisagens de rara beleza. A maior parte da população é indígena. Nele, se encontra o ponto extremo no norte do Brasil, as nascentes do rio Uilã no monte Caburaí. Abriga também o Monte Roraima, ponto culminante do estado com 2.875m de altura, um dos picos mais altos do Brasil. Uiramutã é o único município roraimense que faz fronteira com a Guiana e a Venezuela.
Reserva Ecológica
A região tem lindas cachoeiras como Rebenque, Paiuá, Sete Quedas, que podem ser facilmente acessadas a partir da Sede do município. Para o Monte Roraima, o acesso é feito através da cidade venezuelana de Santa Elena de Uairén.
Cachoeira :
A cachoeira do Urucá é uma das mais visitadas em razão da proximidade a Sede e do fácil acesso, no entanto a visitação exige acompanhamento de condutor locai.
Turismo
Monte Caburaí
– Formação rochosa com 1.465m de altitude, é o verdadeiro ponto extremo norte do Brasil. Fica no Parque Nacional do Monte Roraima e abriga a nascente do rio Uailã. Estende-se ao longo da fronteira da Guiana.
Monte Roraima – Formação rochosa com 2.875m de altitude, é uma das mais antigas montanhas da terra. Em seu cume localiza-se a fronteira de três países: Venezuela, Brasil e Guiana, porém, somente 10% está em território brasileiro e a maior parte em solo venezuelano. Em 1991 três alpinistas brasileiros subiram pela primeira vez a face leste, no lado brasileiro, considerado o mais difícil e perigoso. A melhor maneira para se chegar ao topo é pelo lado venezuelano e leva-se em média seis dias para subir e descer. 
publicado por wellcorp às 05:27 | link do post







PODER - Dunamis ou Dynamis (grego δυναμις) é uma antiga palavra grega que significa "poder" ou "força".
É a raiz das palavras "dinâmico", "dinamite", e "dínamo" com sentido de energia constante. A palavra "dunamis" às vezes é vista em textos filosóficos, devido à sua importância.
Na mitologia grega, o Oráculo de Dunamis (cerca de 1400 a.C.), que se supõe ter sido situado ao sul da ilha de Rodes, continha uma estátua de um homem que conduzia a humanidade para uma época de prosperidade espiritual. Os sacerdotes gregos esperavam alguém que teria o poder de mudar o mundo.
A importância dos oráculos na Grécia Antiga
O futuro sempre inquietou a humanidade. A vontade de conhecer o próprio destino levava os gregos a consultar sacerdotes que viviam encerrados nos templos, purificando-se constantemente para receberem as respostas divinas – ou oráculos, vocábulo que significa resposta.


Os gregos eram um povo cuja fé pela divinação era ilimitada, e a cada dia e cada hora se preocupavam com o futuro dos assuntos importantes e corriqueiros do destino, tanto dos indivíduos como do Estado. Poderíamos estar surpresos em descobrir esta tendência em um povo que pensava tão livremente, que era dotado de tanta perspicácia e em que o  conhecimento intelectual era uma verdadeira paixão se os pusermos no ponto de vista do pensamento moderno. Sobre este assunto, Scheffer segue uma linha lógica de pensamento: “Esquecemo-nos muito facilmente ou não podemos mais compreender plenamente que naquela época e particularmente na Grécia, tudo repousava sobre a religião”. (SCHEFFER, 1943, p.119).

Não existia um lugar específico para os oráculos, de onde uma divindade intervinha para ditar regras ou conselhos, exercendo uma autoridade sobre uma região, ou, num sentido pan-helênico, sobre toda a Grécia. Os locais onde ficavam os santuários eram considerados sagrados. Normalmente situavam-se em cavernas, florestas ou em encostas montanhosas de difícil acesso, inspirando medo e respeito. As origens das cavernas, por exemplo, ainda eram um mistério na Grécia Antiga, por isso, acreditava-se que haviam sido criadas por mãos divinas e que eram habitadas por deuses. No interior dessas cavernas, havia muitas vezes nascentes ou fontes termais que emanavam vapores estranhos. Para o peregrino que ali penetrasse jamais conseguiria ver todo o interior da caverna, e levado pelo medo e respeito as suas divindades, interpretava o ruído das águas sobre as pedras como sendo a voz sussurrante dos deuses. Os oráculos eram considerados fontes de verdade, e os que não seguissem sua voz profética eram considerados culpados diante das divindades por eles representadas. Como os oráculos não eram transmitidos em linguagem que o homem comum pudesse compreender, existiam nos santuários, sacerdotes e sacerdotisas para interpretá-los e traduzir ao consulente de maneira que eles pudessem entender as predições que os deuses lhes enviaram. 


A palavra Profeta: no hebraico possui duas palavras principais  roeh-vidente e nabi-jorro. Nabi é relacionada com a palavra para um ribeiro borbulhante e  com o verbo jorrar, com o sentido de proferir abundantes sons e palavras.

AUTORIDADE -Exousia – possui diversos significados conforme o contexto
Significa:

Poder de escolha, liberdade de fazer o que se deseja
A concessão de licença ou permissão
A habilidade ou força com que alguém é dotado, que ele tanto possua ou demonstre através de exercícios
O poder da Autoridade (influência) e do direito (privilégio)
O poder do Estado ou do governo (o poder cuja vontade e ordens devem ser representados por pessoas comissionadas e obedecido)
 O poder das decisões judiciais
 Autoridade para gerir os negócios domésticos
 Aquele que possui autoridade em sua jurisdição
 Representa as ordens de  um magistrado humano
 Uma ordem dada por um Potentado espiritual
 A  autoridade do marido exercido sobre sua esposa
 O Sinal da autoridade real, simboliza uma coroa


SINAL - Semeion

Significa:

Um sinal,  uma marca,  um simbolo, uma logogomarca,
Aquilo pelo qual uma pessoa ou uma coisa se
​​distingue de outros e é conhecida publicamente
Um prodígio, ou portento, ou seja, uma ocorrência incomum, transcendendo o curso comum da natureza
Representa sinais e eventos marcantes que estão em breve para acontecer
Autentica os homens enviados por ele, ou são dados para  que os homens provem que a causa que eles estão pleiteando é de Deus



MARAVILHAR – EXISTEMI

Significa:
    Surpreender,  impressionar
    Espantar, assustar
    Estar fora de si,  além de si mesmo, atônito.

Jesus é aquele que possui Dunamys e Exousia, que cumprirá as profecias dadas aos videntes e profetas da antiguidade, e que deixará isso bem claro através de Semeions que são a sua marca para levar o ser humano a um estado de Existemi.
 Jesus é o nabi dos nabis, profetas dos profetas, e seu ministério será como um ribeiro borbulhante, uma cascata que se movimenta e gera muito alarde.
Os sinais de Jesus são a marca de seu ministério, a confissão de sua vocação, a manifestação ao mundo do invisível de seu coração. Seus sinais e prodígios são dados para revelar quem ele é e a que veio.  E que algo está acontecendo, que as leis que regem os cosmos estão sendo abaladas. Que o mundo está para passar por tremenda transformação. E que tal transformação já se iniciou. Os milagres de Jesus declaram, chegou a hora do cumprimento de planos estabelecidos a muito tempo atrás. Eles anunciam um reino, uma potestade, um principado, um estado de coisas que teve inicio a partir de seu ministério  e que não terá retorno. Algo acontecia dentro da dimensão da eternidade e  os céus se rompiam e se abriam e se manifestavam. Jesus é o Prometido, o Desejado, o Aguardado, o Anunciado. Ele é o cara..

E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade…E ele permanecerá, e apascentará ao povo na força do SENHOR, na excelência do nome do SENHOR seu Deus; e eles permanecerão, porque agora será engrandecido até aos fins da terra. (Miquéias 5:2 e 4)
Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que cumprirei a boa palavra que falei à casa de Israel e à casa de Judá; Naqueles dias e naquele tempo farei brotar a David um Renovo de justiça, e ele fará juízo e justiça na terra. Naqueles dias Judá será salvo e Jerusalém habitará seguramente; e este é o nome que lhe chamarão: O SENHOR é a nossa justiça. (Jer 33:14-16)
Canta alegremente, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te, e exulta de todo o coração, ó filha de Jerusalém. O SENHOR afastou os teus juízos, exterminou o teu inimigo; o SENHOR, o rei de Israel, está no meio de ti; tu não verás mais mal algum. Naquele dia se dirá a Jerusalém: Não temas, ó Sião, não se enfraqueçam as tuas mãos. O SENHOR teu Deus, o poderoso, está no meio de ti, ele salvará; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo. (Sofonias 3:14-17)
O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz…Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. (Is 9:2 e 6)
O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do SENHOR. (Is 61:1-2)
Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos. (Ml 3:1)
Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem; e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído. (Dn 7:13-14)
Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a David um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra. (Jr 23:5)
Eis que reinará um rei com justiça, e dominarão os príncipes segundo o juízo. E será aquele homem como um esconderijo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta. E os olhos dos que vêem não olharão para trás; e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos. (Is 32:1-3)
Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se apraz a minha alma; pus o meu Espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios. Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na praça. A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; com verdade trará justiça. Não faltará, nem será quebrantado, até que ponha na terra a justiça; e as ilhas aguardarão a sua doutrina. (Is 42:1-4)
Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião. Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. (Salmo 2:6-8)
A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina. (Sl 118:22)
Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e até para os rebeldes, para que o SENHOR Deus habitasse entre eles. (Sl 68:18)

Um homem ungido, que fará do impossível um gatinho de estimação.

A Dunamys e a Exousia de Cristo são o Poder e a Autoridade com as quais o Espírito Santo lhe revestiu para declarar em alto e bom som,  a quem pertence todas as coisas.  E o mar vai ter que lhe obedecer. E a multidão será alimentada com cinco pães e dois peixes. E o enterro será parado e o filho morto devolvido a sua mãe. E a pedra terá que ser retirada da frente da caverna e o cadáver em pufetração irá se levantar debaixo do som de sua ORDENAÇÃO. Porque a Autoridade que está sobre ele não conhece os limites que nós nos acostumamos a viver.  
Ele possui Autoridade porque ele é Rei, um Governador celestial da humanidade eleito pelo Pai antes da fundação do mundo. Ele é dono, o universo sua propriedade. E quando poderes difusos ou quaisquer forças rebeladas que operam neste universo diziam NÃO a sua voz, o PODER sobre ele falava alto como um trovão. E assim veio o endemoninhado gardareno com seus trocentos demônios após quebrar correntes de ferro se ajoelhar diante de Jesus. E assim convinha que uma ordem fosse dada para que a distancia um servo do Centurião fosse curado com uma palavra. E assim convinha que ao terceiro dia um homem torturado, abatido, rejeitado, traído pelos amigos e por fim assassinado fizesse o mundo se abalar e rochas partirem quando após um terremoto contraria o lugar comum e simplesmente ressuscita dos mortos, para viver e continuar vivendo para TODO O SEMPRE.  Centenas de gerações foram enterradas e o RESSURRECTO continua RESPIRANDO assentado a direita de Deus habitando um corpo humano, legado de uma menina da tribo de Judá.
É por isso que ainda hoje o impossível é uma abstração para o homem que nele crê.
Porque Jesus possui tamanha Autoridade que a concede imediatamente ao homem que nele confia.
Porque ao seu Nome foi concedida a lembrança e a essência de seus atos. A simples e genuína evocação de seu nome com fé, anjos se fazem presentes.
Alguns dos quais, certamente,  estiveram presentes em Jerusalém, quando o Senhor da Exousia, o dono da Autoridade, caminhou entre nós e montou na jumentinha.
E que certamente aguardam, todos os dias,  para realizar poderosas obras, fruto das intercessões de um povo que reconhece a Cristo como Senhor da Autoridade e dono do Poder.
De todo Poder.
Para que por seu Dunamys exerça sua Exousia para manifestação de seus Semeions, levando-nos ao maravilhamento.

Faz parte.
Já diziam os oráculos gregos.



http://marceloberti.wordpress.com/2009/03/30/lista-dos-milagres-de-cristo-nos-evangelhos/

Lista de Milagres no Evangelho de Mateus

Milagres em Mateus
Aspectos Envolvidos
PODER-AUTORIDADE SOBRE O NATURALHomem Cura de um Leproso (Mt.8.1-4)
Cura do Criado de um Centurião (Mt.8.5-13)
Cura da Sogra de Pedro (Mt.8.14-17)
Curou um paralítico (Mt.9.1-8)
Cura de uma mulher com hemorragia (Mt.9.20-22)
Cura da filha do Chefe (Jairo) (Mt.9.23-26)
Cura dos Cegos (Mt.9.27-31)
Cura do homem de mão ressequida (Mt.12.10-13)
Cura do filho lunático (Mt.17.14-18)
Cura de dois cegos (Mt.20.29-34)
Natureza
Acalmou a Tempestade (Mt.8.23-27)
Multiplicação dos pães (Mt.14.14-21)
Andou sobre o mar (Mt.14.22-32)
Multiplicação dos Pães (Mt.15.32-39)
Dinheiro do Imposto (Mt.17.24-27)
Maldição da Figueira (Mt.21.18-22)
PODER-AUTORIDADE SOBRE O SOBRENATURAL
Expulsou demônios (Mt.8.28-34)
Libertação de um Endemoninhado (Mt.9.32-33)
Libertação da Filha da Cananéia (Mt.15.21-28)
PRINCIPAIS PALAVRAS ENVOLVIDAS Exousia -  Poder-autoridade Dunamis – Poder, Milagre
Thaumázo/ Exístemi – Admiração; Maravilhamento.
REAÇÕES ANTERIORES
Adoração (Mt.8.1; 9.18)
Implorar (Mt.8.5; 9.27; 15.22-27)
Medo (Mt.8.24)
Riam-se dele (Mt.9.24)
Reconhecimento da Messianidade (Mt.9.27; 15.22; 20.30)
Reconhecimento da Divindade (Mt.8.1; 9.18; 15.22, 25; 20.30)
REAÇÕES POSTERIORES POSITIVAS
Maravilharam-se (Mt.8.27; 15.31; 21.15)
Temor (Mt.9.8)
Glorificaram a Deus (Mt.9.8; 15.31)
Fama espalhada (Mt.9.26; 31)
Admiração (Mt.9.33, 12.23; 21.20)
Adoração (Mt.14.22)
Reconhecimento da Divindade (Mt.14.22)
REAÇÕES POSTERIORES NEGATICAS
Expulsão da Cidade (Mt.8.34)
Acusado de Blasfêmia (Mt.9.3)
Murmuração (Mt.9.34; 12.24)
Conspiraram contra ele (Mt.12.14)
Indignação (Mt.21.16)


Lista de Milagres no Evangelho de Marcos

Milagres em Marcos
Aspectos Envolvidos
PODER-AUTORIDADE SOBRE O NATURALHomem Cura da Sogra de Pedro (1.29-31)
Cura de um Leproso (1.40-45)
Cura de um paralítico (2.3-12)
Cura de um homem de mão ressequida (3.1-5)
Cura da mulher com hemorragia (5.25-34)
Ressurreição da Filha de Jairo (5.22-24; 35-43)
Cura da mulher siro-fenícia (7.24.30)
Cura do surdo-gago (7.31-37)
Cura de um cego (8.22-26)
Cura do cego Bartimeu (Mc.10.46-52)

Natureza
Acalmou a tempestade (Mc.4.35-41)
Multiplicação dos Pães (6.34-44)
Caminhou sobre as Águas (6.45-52)
Multiplicação dos Pães (8.1-9)
Figueira Amaldiçoada (11.12-14)
PODER-AUTORIDADE SOBRE O SOBRENATURAL
Libertação de um endemoninhado na Sinagoga (1.23-28)
Libertação dos demônios gadarenos (5.1-20)
Libertação de um endemoninhado (9.14-29)
PRINCIPAIS PALAVRAS ENVOLVIDASExousia -  Poder-autoridade Dunamis – Poder, Milagre
Exístemi/ Thaubémai/ Thaumázo/Ekpléssomai – Admiração Maravilhamento

REAÇÕES ANTERIORES
Reconhecimento da Divindade (1.24; 5.7)
Reconhecimento da Messianidade (10.47, 48)
Rogar/Suplicar (1.40; 5.23; 7.26; 8.22)
Adoração (1.40; 5.6, 22; 7.25)
Fé (2.5; 5.23, 28, 36; 9.24)
Emboscada (3.2)
Medo (4.38; 6.49, 50)
Riam-se (5.40)
Incredulidade (6.37; 8.4; 9.22)
REAÇÕES POSTERIORES POSITIVAS
Admiração (1.27; 2.12; 5.20; 5.42; 6.51; 7.37)
Reconhecimento da Autoridade (1.27)
Fama espalhada (1.28; 1.45; 5.20; 7.36)
Passou a servi-los (1.31)
Glória a Deus (2.12)
Temor (4.41; 5.15, 33)
Adoração (5.33)
REAÇÕES POSTERIORES NEGATICAS
Acusação de Blasfêmia  (2.6-7)
Conspiração de Assassinato (3.5)
Expulso de Cafarnaum (5.17)


Lista de Milagres no Evangelho de Lucas

Milagres em Lucas
Aspectos Envolvidos
PODER-AUTORIDADE SOBRE O NATURALHomem Cura da Sogra de Pedro (4.38-39)
Cura de um leproso (5.12-16)
Cura de um paralítico (5.18-26)
Cura do homem de mão ressequida (6.6-10)
Cura do servo do Centurião (7.1-10)
Ressurreição do filho da viúva (7.11-15)
Cura da mulher com fluxo de Sangue (8.43-48)
Ressurreição da filha de Lázaro (8.41-42; 49-56)
Cura de uma paralítica (13.10-17)
Cura de homem hidrópico (14.1-6)
Cura de 10 leprosos (17.11-19)
Cura de um cego (18.35-43)
Restauração da Orelha de Malco (22.49-51)
Natureza
Primeira pesca maravilhosa (5.1-11)
Acalmou a Tempestade (8.22-25)
Multiplicação dos Pães (9.12-17)

PODER-AUTORIDADE SOBRE O SOBRENATURAL
Libertação de um endemoninhado na sinagoga (4.31-36)
Libertação dos demônios gadarenos (8.26-27)
Libertação de um endemoninhado (9.38-42)
Cura de um endemoninhado cego e mudo (11.14)
PRINCIPAIS PALAVRAS ENVOLVIDASExousia -  Poder-autoridade Dunamis – Poder, Milagre

REAÇÕES ANTERIORES
Reconhecimento de Divindade (4.34; 7.6-7; 8.28)
Reconhecimento de Messianidade (18.38-39)
Adoração (5.12)
Certeza (5.12)
Fé (5.20; 8.48; 8.50; 17.19; 18.42)
Emboscada (6.7)
Medo (8.24)
Súplica (8.41; 9.38)
Risos (8.53)
REAÇÕES POSTERIORES POSITIVAS
Admiração (4.36; 5.9; 8.25; 9.43; 11.14)
Alegria (13.17)
Fama espalhada (4.37; 5.15; 7.17; 8.39)
Servir (4.39; 5.11)
Reconhecimento de Divindade (5.8)
Glória a Deus (5.25-26; 7.16; 13.13; 17.15; 18.43)
Temor (5.26; 7.16; 8.25; 8.35, 37; 8.47)
REAÇÕES POSTERIORES NEGATICAS
Acusação de Blasfêmia (5.21)
Raiva (6.11; 13.14)
Expulsão da Cidade (8.37)
Incomodo (11.15; 13.14)

Lista de Milagres no Evangelho de João

Milagres em João
Aspectos Envolvidos
Água em Vinho (2.1-11)Cura do filho de um Oficial (4.46-54) Cura do Paralítico no Tanque de Betesda (5.1-9)
Multiplicação dos Pães (6.5-13)
Caminhar sobre as águas (6.16-21)
Cura de um cego de nascença (9.1-7)
Ressurreição de Lázaro (11.17-44)
Restauração da orelha de Malco (18.10)
Segunda pesca maravilhosa (21.1-11)
PRINCIPAIS PALAVRAS ENVOLVIDASSemeion – Sinais, sinais miraculosos; Faneróö – Manifestar;
Pisteö – Ter fé; crer; acreditar;

REAÇÕES ANTERIORES
Rogar (4.49)
Dúvida (5.7; 9.2)
Temor (6.19)
Fé (11.22; 27)
Desconfiança (11.37)

REAÇÕES POSTERIORES POSITIVAS
Crer Nele (2.11; 4.50; 9.38; 11.45)
Reconhecimento da Messianidade (6.14-15; 9.38)
Reconhecimento de Divindade (9.38)
REAÇÕES POSTERIORES NEGATIVAS
Perseguição (5.16)
Procuravam matá-lo (5.18; 11.53)
Dúvida (9.8-9)
Inquisição (9.13-34)
Incredulidade (9.18)
Rejeição (9.24)
Fofoca (11.46)
Medo (11.48)
publicado por wellcorp às 07:36 | link do post
Manifesto nacional para um novo cinema brasileiro

Já possui alguns anos o exposto abaixo, todavia FINALMENTE alguns cineastas estão aprendendo a ouvir. 
Vivemos num tempo de surdos, irracionalmente surdos. ou ideológicamente surdos.
Filosoficamente falando, eu acredito que há uma conspiração nacional na temática do cinema brasileiro.
Não sei se os cineastas romperam o vínculo que os deveria unir aos adolescentes, ou se  forama contaminados por algum elemento radioativo que transtornou sua visão para criação dramatúrgica do cinema.
Talvez o excesso de rudeza da existência e de suas inumeráveis noites de  revolta religiosa -  corações que se consideram autônomos dessa idéia retrograda, essa da tal, qualquer que seja, religiosidade -  os tenha tornado obsessivamente melancólicos.
Psicologicamente, uma das questões que cerca o quadro de depressão é  justamente a exploração da sexualidade.
Porque certos estados depressivos parecem  só poder ser suavizados pela paixão. A paixão tem caráter de interação irremediável com a sexualidade humana.
Quando as telas brasileiras repetem tortura e sacanagem,  deve ser, psicologicamente  falando,  na verdade, uma desculpa pra tentarem curar transitoriamente a depressão  que os toma com cenas que possam, caso consigam, interferir com a libido desse pobre-coitado que tratamos com desdém, o tal no cinéfilo.
COM TROCADILHO, UMA PROJEÇÃO. 
Isso, isso, isso,  usa-se o cinema como um manicômio em que perversões divertidas são derramadas e manifestas pra outra geração-brasileira-cult.
Como se a intelectualidade absurdada amasse ser constrangida com essa tal visão esdrúxula da realidade a qual os cineastas adquiriram o hábito de denominarem de arte.
Transgressão é a palavra motivacional da moda,  e o que se gera é um cinema tosco,  para alguns, só para alguns, que certamente não estão passando pelo melhor momento de suas longas vidas.
Cinema deveria antes de desinstruir, encantar.
Antes de transgredir, divertir.
Antes de perpetuar a mesmice, inovar.
O cineasta brasileiro tem certamente uma emocionada vocação pra pobreza dramaturgica.  No contexto pobreza significa LIMITAÇÃO. Sua  pobre (limitada) visão sobre a vida, sobre o mundo, sobre as artes, sobre os relacionamento, sobre a cultura nacional, sobre o que é que é essa tal de arte e sobre o que  não é essa tal de arte, sobre conceitos de construção e desconstrução, são ou é um monumento erguido a insesatez humana.
Um cinema torpe não edifica, destrói. Se você vai fazer um filme pra que pessoas se sintam mais miseráveis do que ratos no porão de um navio pirata que afunda, não o faça.
Se é do inferno astral das tragédias existenciais que você bebe, e só disso, beba sozinho, por favor.
Como falei, a pobreza intelectual possui muitos caminhos e hoje em dia todos convergem para o coração do cineasta que não ouve.
Porque se fez surdo.
Há uns três anos um manifesto  de cinema foi enviado.
E continuará sendo enviado, até que o cinema nacional aprenda a realizar obras que possam ser vistas por famílias, com avô e menina indo ao cinema, com adolescente e criança rindo ao lado do pai, tio, mãe e padrinho. Está na hora de um tipo de cinemapoteca ser configurada nas salas de cinema brasileiro. Está na hora de pararem de “Cisnes Negros” e aprenderem a criar “Noviças rebeldes”. Embora eu creia que tal feito não possa ser repetido. Inclusive quando  Julie Andrews  falecer o arco-iris perderá pelo menos a cor verde.
Está na hora de “Lisbela e o prisioneiro” dar as mãos para “O homem que veio do futuro” e inpirarem a vós, homens de pequena fé, a finalmente realizarem longa metragens de desenho animado que possam encantar as crianças sem ter que ficar pulando o muro que nem imigrante ilegal pra ficar com os olhos iluminados pelas obras de Walt Disney, oriundas de uma nação que duvido muito supere o Brasil em termos de poesia e de potencial para criação infantil ou adolescente.
Não entendo como em 100 anos de cinema nacional não tenhamos desenhos animados que as crianças possam cantar. Não entendo com 500 anos de tradições culturais não possuamos folclore sendo divulgado, apregoado, traduzido, versado ao imaginário brasileiro.
Ou pior, talvez, infelizmente eu entenda. Melhor seria não entender.

Então, segue de novo o mais odiado manifesto sobre cinema que um dia os cineastas brasileiros tiveram um dia a oportunidade de ler. .


Cinema nacional tem sido há anos sinônimo de pornochanchada. Quando minhas filhas perguntam qual o filme que vai passar no cinema, a primeira questão é “é brasileiro? Porque se for, já se antecipa-se uma punjante decepção., ou não vai ter nada que presta.”. O “não vai ter nada que presta” das minhas adolescentes é uma declaração fática do conteúdo inexplicavelmente voltado a temáticas de sexo urbano, violência demasiada, drogas, prostituição, tortura, degradação social, loucura, desajustamento, alienação, corrupção, desesperança. Mesmo os filmes infantis carecem do mínimo de coerência, as mensagens mais profundas são imagens voltadas a não extinção das baleias, e as imagens que poderiam refletir algo mais profundo, diluídos em uma trama desprovida de poesia, desconectada com a musica, idiotizada por uma mistura de arte circense desprovida de poesia, com artificialismo temático.
A cada ano se repetem e se aprofundam discussões repletas de temática constrangedora, como se a vida se refletisse numa constante tentativa de causar constrangimento. O cinema brasileiro continuamente e exaustivamente reflete uma amargura que desafia a capacidade da imaginação do mais deprimido dos cineastas. Uma multidão de gente amargurada bate palmas e agracia de bom-grado cada nova produção que exalte o sofrimento, a diferença, evoque o passado de ditadura, componhas odes a qualquer trato desumano e injustiça com requintes de crueldade. A meia-noite tomarei tua alma, clássico do horror trash brasileiro, se reproduz nas consciências e forma a mítica de uma tradição que configura uma sucessão filmográfica de um intransigente “cinema de manifesto social”. Essa escuridão parece ser refletida em cada novo cineasta que nasce no Brasil. Como se o cinema nacional estivesse debaixo de uma maldição. Até quando, então, se fará “cinema maldito” das produções nacionais? Nós não fazemos musicais. Se os fazemos o corrompemos com alguma cena de sexo desnecessária, mesmo quando toda a trama é feita para adolescentes. NÃO POSSUÍMOS UM CINEMA ADOLESCENTE OU INFANTIL NO BRASIL. Por outro lado, quem é que rotulou o ADULTO como possuidores de apetites mórbidos? Quem rotulou de cinema adulto, uma continua lamentação, um eterno revival de Nelson Rodrigues, quem é que escravizou os cinéfilos brasileiros a eterna visualização de uma agressão visual denominada manifesto social? Quem foi que resumiu a nossa cultura, nossas artes, nossa poesia, nossos ideiais, nosso lirismo, nossa inocência, nossa capacidade de amar, quem REDUZIU toda a manifestação de vida, e interação social a uma sucessão de prostíbulos, adultérios, corrupção moral, falsidade e violência, pobreza ou disparidades sociais? Até os ricos somente são mostrados em nosso cinema como estereótipos de superficialidade, amantes do nada, como se uma piscina lhes bastasse e possuindo em uma das mãos uma garrafa de algum vinho caro qualquer. O cinema brasileiro ama mostrar o PODER e o seu mal uso. Mas pouco parece saber sobre idoneidade ou honestidade. Retrata a perversão, mas não retrata as pequenas histórias. As pequenas grandes histórias.Os gestos do cinema brasileiro culminam no obsceno. Não sabem transcrever em poesia movimentos femininos. Quando uma mão é oferecida, na outra há uma faca. Escravizou-se ao clichê da infelicidade. Na perda. Na destruição. Na desestruturação. No intenso sofrimento e na absoluta solidão de seus protagonistas. Nosso cinema está doente, extremamente doente. Ele é repulsivamente tomado de sintomas de tristeza, opressão, medo e angustia, desesperança na humanidade, desconfiança e intolerância. Os sintomas de suas extremas enfermidades são notórios, constatáveis em qualquer locadora em qualquer esquina. Como se os cineastas de nosso ontem tivessem crescido a luz das novelas da rede globo. As feridas crescentes da exposição contínua a uma visão deturpada da vida, a perpetuação da pornochanchada no novelesco, a ênfase demasiada em coisas que acrescentam muito pouco, mortificaram a poesia, o lirismo, e, sobretudo, a inocência do cinema nacional. Tão grave é essa doença, que lanço um desafio que nada mais é que um exame que define o grau de contaminação do cinema nacional, da incapacidade de contar histórias que falem ao coração, desprovidas de sacanagem ou de linguagem chula. Nossos filmes primam pelo palavrão, como se as palavras tivessem feito neles, do ódio sua profissão.

Desafio os cineastas brasileiros a tentarem repetir algo que se assemelhe:

Happy Feet.
Duas Vidas
Stardust
A espera de um milagre
Celular
Orgulho e Preconceito
Casamento Grego
O diário da Princesa
A viagem de Chirriro
O castelo encantado
Moulin Rouge
Alta freqüência
Perfume de mulher
Memórias de uma Gueixa
O clã das Adagas voadoras
O tigre e o Dragão
Herói
A noiva cadáver
Eduard mãos de tesoura
Piratas do caribe
Enquanto você dormia
De volta para o futuro

Não conseguiriam. O pingüim teria morrido enquanto viajava no mar. O garoto de duas vidas teria crescido e morrido de cirrose em algum hospital público.
A estrela teria seu coração arrancado e comido pelas bruxas.
Tudo isso devidamente preludiado por alguma traição estúpida, de nudez e sexo de adolescentes, precedida de uma linguagem tão suave como a diarréia de uma elefanta moribunda. E tão pervertida como as atitudes dos freqüentadores dos bórdeis indianos.

O cinema nacional entende que as mãos foram feitas para mandar alguém enfiar o dedo no lugar onde o sol nunca brilha. Que a maioria das sessões serão assistidas por urologistas, protologistas, ginecologistas ou por alguém que duvide de sua própria origem. O cineasta brasileiro crê sinceramente que roupas são para serem despidas, que todo ser humano tem o seu preço, dando preferência para os que custarem menos. As grandes produções nacionais são exibidas em guetos. Mas não possuem poesia e inocência suficientes para constarem como acervos da humanidade. O cineasta brasileiro não sabe contar uma história sem prostituição. Sem drogas. Sem tortura. Desconhece o valor da parábola. Do tipo, da ilustração. Não conhece o simbolismo da dança, ou as imagens do musicais. Sempre apresenta uma imagem pobre, porque até visualmente é incapaz de transmitir inocência. E mesmo que assim o faça, haverá alguma cena de pedofilia instantes depois do abraço entre dois irmãos. Esse manifesto é grave, é uma acusação e um movimento que busca restaurar ou produzir um cinema nacional inocente. Que não tenha uma mensagem subliminar de sacanagem por detrás dos créditos, que não traduza uma filosofia de desesperança, que não propague a vanguarda como a infelicidade e o infortúnio como ancoradouro. Falta alegria de viver, faltam imagens no imaginário nacional, pelo qual crianças possam exercer sua imaginação e fortalecer seus ideiais. Uma mensagem de tremenda desesperança e hediondo desânimo tem sido passada em cada sala de cinema, a cada produção, a cada festival, em cada escolha de financiamento de novas produções, feitas por órgãos e instituições que deveriam repensar os critérios de aceitação das obras audiovisuais que intentam financiar. Porque empresas e até o governo estão financiando uma mensagem de desesperança, as vezes manifesta, as vezes dissimulada em nossas produções nacionais.
Esse manifesto é mais que um manifesto moral. Porque se fosse só moral, não bastaria para amenizar a liturgia da depressão instituída em nossas produções. Não bastaria para incentivar o idílico em nossos autores. Nem mudar a essência de sua mensagem. O cinema deveria ser levado para as ruas. Mas se for o nacional, as crianças devem ser escondidas nas casas. A denúncia de atrocidades passadas, é tratada a luz dos holofotes e atenuação do sadismo despretensioso é feito aos gemidos de prazer com culpa. A filmografia brasileira é sempre um monte de retalhos sujos de sangue em ambos os casos. Cinema não é teatro do absurdo. Cinema de entretenimento é deixar que imagens resgatem o absurdo que é a vida manifesta, em meio a insanidade do cotidiano. Nossos filhos e filhas não deveriam ir ao cinema para lembrarem das suas ruas manchadas de violência, mas para contemplá-las como estas um dia poderiam ser. Mas nossos cineastas desaprenderam a sonhar, e se tornaram mestres em pesadelos. Não que Holliwood seja escola sagrada digna de aceitação ou crédito, não que a cada dia os cinemas e locadoras não sejam invadidos de filmes sobre tortura e dor, sobre corpos que se despedaçam e sobre milhares de litros de sangue derramado. Mas não é isso cinema visceral. Porque vísceras espalhadas não possuem poesia senão para feiticeiros de tempos da antiguidade. Mas ainda é tempo de que uma nova geração de cineastas descubra que vale a pena anunciar a vida, e não a morte, como necessidade premente de nossa sociedade. A depressão é o mal do século, o suicídio cada vez mais tornado uma opção,

Os pais de sua namorada exigiram o fim daquela relação
Que já durava cinco meses de muito carinho e reprovação
Sempre que se chateava cortava os braços com gilete pra chamar à atenção
Tinha carência afetiva, achava que seus pais gostavam mais do irmão
Um dia olhou pela janela, imaginou como seria o seu vôo até o chão
Mas quando pensou na sujeira que ela causaria, desistiu, foi ver televisão
Tinha que engravidar, criar, envelhecer
Morrer como todos esperavam
Tinha que renunciar, agradar, obedecer
Vencer como todos desejavam

Até que ela partiu
Ela partiu pra bem longe
Pra distante o bastante pra suportar
Ela partiu
Ela partiu pra bem longe
Tão distante parada no mesmo lugar
(Onde nunca deixou de estar)
Ela partiu
Ela partiu ao meio

Ensaiou o que diria se um dia fosse "artista
homenageada no Faustão"
Enxugaria as lágrimas, abraçaria amigos
e a mãe teria o seu perdão
Voltando a realidade, ela encontrava um quadro que não tinha muita solução
Se achava velha, muito nova, gorda ou muito feia, sempre inadeqüada pra situação

Até que ela partiu
Ela partiu pra bem longe
Pra distante o bastante pra suportar
Ela partiu
Ela partiu pra bem longe
Tão distante parada no mesmo lugar
(Onde nunca deixou de estar)
Ela partiu
Ela partiu ao meio.

Jay Vaquer

E essa é a síntese do cinema brasileiro, sua vocação, seu enredo, seu evangelho. Sua noção. Há uma mentira crônica nas verdades manifestas no cinema nacional. Há uma leviandade extrema no despir-se de preconceitos, na liberdade de expressão que inexoravelmente sempre toca a mesma monótona melodia. Há um lamento pregresso, um incomodo sentimento com relação a realização. Jay Vaquer de modo infeliz, consciente ou não, desdenha em sua musica, motivos magistrais, como se quisesse substituir a sinfonia da vida pelo desejo de quem não nasceu e nem pertence a si.

Tinha que engravidar, criar, envelhecer
Morrer como todos esperavam
Tinha que renunciar, agradar, obedecer
Vencer como todos desejavam
Como se a menina não quisesse vencer. Como se a vida fosse um mal a ser suportado. Como se fosse EXTERNO (como todos esperavam) a vontade de superar obstáculos e o desejo de respirar. A vontade de viver desdenha da dor. A loucura abraça a morte como solução, quando a vida já não consegue se expressar. Não o contrário.
Há um conteúdo ético que devia ser respeitado, que é consciência da capacidade didática que as imagens possuem. Na velha China, poucos cineastas, décadas sem assistir a filmes estrangeiros, as crianças cresciam assistindo aos velhos filmes de artes marciais, as arriscadas danças e coreografias marcadas pelo ritmo de tambores. Nas histórias de lutas, que na verdade EVOCAM parábolas à platéia chinesa (recurso aparentemente desconhecido de nossos aspirantes a diretores e roteiristas) certa feita, resolveram contar a história de um samurai que lutava com um braço só. E era invencível. Essa pequena historieta inverossímil, absurda aos olhos ocidentais ficou marcada numa geração de chineses. Quando vinham as adversidades, alguns se lembravam do samurai aleijado e diziam para si mesmo que se ele venceu com um só braço, porque eles que tinham dois, iriam desistir?

Fica aqui o início de um movimento, para a purificação do cinema nacional, para que haja filmes com melhores motivos, para a adequação da linguagem, pelo resgate da poesia, para que os que hoje contam histórias através de imagens em movimento parem de fazer figuras obscenas com as sombras de suas mãos projetadas no fundo branco. Para que sua criatividade supere sua incredulidade, para que a imaginação seja engrandecida e que os feitos sejam contados sem a banalização dos personagens por absoluta grosseria dos seus idealizadores. Pela qualidade do cinema nacional, com liberdade para a fantasia, para que a violência seja sugerida e não manifesta em braços arrancados, para que o corpo humano e cada relacionamento sejam retratados com a dignidade com que as gerações passadas tiveram a desgraçada sina de menosprezar.
Por um cinema melhor, onde haja um clamor por justiça, que não seja subjugado pela perversão sexual, que não seja sublevado por conteúdos impróprios para a finalidade que se destinam. Para que parem de chamar de estragar idéias, de jogar no chão enredos, de cuspir em roteiros que tinham tudo para poderem ser exibidos em qualquer lugar a qualquer hora, mas não o são pela babaquice de cineastas que não se contém em mostrar uma cena que não tem nada, absolutamente nada a ver. Para que nossos cineastas e roteiristas sejam cuidadosos. Sejam coerentes, saibam exercer a arte
da dramaturgia sem desmerecê-la.

Por um cinema brasileiro mais honroso. Ou pelo menos mais honrado.
publicado por wellcorp às 16:47 | link do post
publicado por wellcorp às 20:07 | link do post

Um interessante POST do Deposito do Calvin, onde o autor do Calvin e Haroldo dá  sua original opinião sobre Licenciamento

http://depositodocalvin.blogspot.com/

 

Licenciamento

Muita gente me pergunta por que não existem produtos oficiais de Calvin & Haroldo, sendo que tantos como Snoopy, Garfield Recruta Zero, Turma da Mônica, etc, existem aos montes. Para responder essa questão nada melhor que ler o que o próprio autor, o Bill Watterson pensa sobre o assunto.

***



Os quadrinhos foram licenciados desde o começo, mas hoje a comercialização de personagens populares de “cartoons” é mais lucrativa do que nunca. Produtos derivados – bonecos, camisetas, especiais de TV e assim por diante – podem transformar a tira certa numa mina de ouro. Todo mundo está procurando o próximo Snoopy ou Garfield, e imaginou-se que Calvin e Haroldo eram os candidatos perfeitos. Quanto mais eu pensava em licenciamento, porém, menos eu gostava. Eu passei quase cinco anos enfrentando a pressão do sindicato para comercializar a minha criação.
Numa era de comercialismo desavergonhado, minhas objeções ao licenciamento não são largamente partilhadas. Muitos cartunistas vêem a própria tira de jornal como um produto comercial, portanto consideram o licenciamento como uma extensão natural do seu trabalho. Como a maioria das pessoas pergunta, o que há de errado em personagens de tira aparecerem em calendário e canecas de café? Se as pessoas querem comprar o material, por que não dá-los a elas?

Eu tenho vários problemas com licenciamento. Primeiro de tudo, eu acredito que o licenciamento normalmente desvaloriza a criação original. Quando os personagens de quadrinhos aparecem em produtos incontáveis, o público inevitavelmente fica cheio e irritado com eles, e o apelo e valor do trabalho original são diminuídos. Nada tira o gume de um cartum novo e inteligente como saturar o mercado com ele.
Segundo, os produtos comerciais raramente respeitam como uma tira de quadrinhos funciona. Um tira verborrágica, de vários quadros, com conversa extensa e personalidade desenvolvidas não se condensa em uma ilustração para canecas de café sem uma grande violação do espírito da tira. As sutilezas de uma tira multidimensional são sacrificadas pelas necessidades unidimensionais do produto. O mundo de um tira de jornal deveria ser um local especial com a sua própria lógica e vida. Eu não quero que um estúdio de animação dê a voz de um ator a Haroldo e não quero alguma companhia de cartões usando Calvin para desejar um feliz aniversário às pessoas, e eiu não quero que a questão da realidade de Haroldo seja decidida por um fabricante de bonecos. Quando tudo que é divertido e mágico é transformado e algo à venda, o mundo da tira é diminuído. Calvin e Haroldo foi projetada para er uma tira e isso é tudo que eu quero que ela seja. È o único lugar onde tudo acontece do jeito que eu pretendo.

Terceiro, como uma questão prática, o licenciamento requer uma equipe de assistentes para fazer o trabalho. O cartunista deve se tornar um capataz de fábrica, delegando responsabilidades e supervisionando a produção de coisas que ele não cria. Alguns cartunistas não se importam com isso, mas eu entrei no mundo dos cartoons para desenhar cartoons, não para comandar um império corporativo. Eu me orgulho muito do fato de que escrevo cada palavra, desenho cada linha, colorizo cada tira de domingo e pinto cada ilustração dos livros pessoalmente. Minha tira é uma operação de baixa tecnologia, de um homem só, e eu gosto dela desse jeito. Eu acredito que é a única maneira de preservar o artesanato e manter a tira pessoal. Apesar do que alguns cartunistas dizem, aprovar o trabalho de outra pessoa não é a mesma coisa que você mesmo fazer.

Além de tudo isso, porém, repousa um assunto mais profundo: a corrupção da integridade da tira. Todas as tiras devem entreter, mas algumas tiras têm um ponto de vista e um objetivo sério por trás das palavras. Quando o cartunista está tentando falar honestamente e seriamente sobre a vida, então eu acredito que ele tem uma responsabilidade de pensar além de satisfazer cada capricho e desejo do mercado. Cartunistas que pensam que eles podem ser levados a sério como artistas enquanto usam protagonistas para venderem cuecas estão se iludindo.
O mundo de uma tira é muito mais frágil do que a maioria das pessoas percebe ou quer admitir. Personagens verossímeis são difíceis de desenvolver e fáceis de destruir. Quando um cartunista licencia seus personagens, sua voz é cooptada pelas preocupações financeiras de fabricantes de brinquedos, produtores de televisão e anunciantes. O trabalho do cartunista não é mais ser um pensador original; seu trabalho é manter seus personagens lucrativos. Os personagens se tornam ”celebridades”, endossando companhia e produtos, evitando controvérsia, e dizendo o que quer que alguém pague para dizer. Nesse ponto, a tira não tem alma. Com a sua integridade desaparecida, uma tira perde seu significado mais profundo.

Minha tira é sobre realidades particulares, a magia da imaginação, e a característica especial de certas amizades. Quem iria acreditar na inocência de um garotinho e seu tigre se eles se aproveitassem da sua popularidade para venderem badaluques de que ninguém precisa a preço exagerado? Quem iria confiar na honestidade das observações da tira quando os personagens são contratados como anunciantes? Se eu fosse minar meus próprios personagens assim, eu teria tomado o raro privilégio de ser pago para exprimir minhas próprias ideias e desistido dele para ser um vendedor comum e um ilustrador contratado. Eu teria traído minha própria criação. EU não me presto para esse tipo de cartunismo.

Infelizmente, quanto mais Calvin e Haroldo se tornava popular, menos controle eu tinha sobre o seu destino. Apresentaram-me possibilidades de licenciamento antes mesmo da tira completar um ano, e a pressão para capitalizar o seu sucesso aumentou desde então. Alcançar sucesso acima das expectativas mais loucas de qualquer um, apenas inspirou expectativas mais loucas.

Para por o problema simplesmente, eu havia assinado um contrato dando ao meu sindicato todos os direitos de exploração da Calvin e Haroldo até o próximo século. Porque é praticamente impossível entrar nos jornais diários sem um sindicato, é prática padrão dos sindicatos usarem sua posição de barganha superior para exigirem direitos que eles não precisam nem merecem quando fazem contratos com cartunistas desconhecidos. O cartunista tem poucas alternativas nos termos do sindicato: ele pode levar seu trabalho para outro lugar na chance improvável de que um sindicato diferente esteja mais inclinado a oferecer concessões, ele pode se auto distribuir e tentar atrair o interesse de jornais sem o benefício de reputação ou contatos, ou ele pode voltar pra casa e achar algum outro trabalho. A Universal não iria vender minha tira aos jornais a não ser que eu desse ao sindicato direito de comercializar a tira em outros meios. Na ocasião, eu não havia pensado muito em licenciamento e a questão não esta entre as minhas preocupações principais. Dois sindicatos já tinham rejeitado Calvin e Haroldo, e eu me preocupava mais sobre as consequências contratuais se a tira fracassasse do que se a tira tivesse sucesso. Ansioso pela oportunidade de publicar meu trabalho, eu assinei o contrato, e não foi até depois, quando a pressão de comercializar focalizou minhas opiniões sobre a questão, que eu entendi a encrenca em que eu tinha me colocado.

Eu não tinha recurso legal para impedir que o sindicato licenciasse. O sindicato preferia ter a minha cooperação, mas a minha aprovação não era de maneira alguma necessária. As nossas discussões um contra o outro ficaram mais amargas à medida que o cacife ficava mais alto, e nós tivemos um mau relacionamento por vários anos.

O debate tinha seus aspectos ridículos. Eu sou provavelmente o único cartunista que se ressentia da popularidade da própria tira. A maioria dos cartunistas está mais do que ansiosa pela exposição, riqueza e prestígio que o licenciamento oferece. Quando cartunistas brigam com seus sindicatos, normalmente é para ganhar mais dinheiro, não menos. E para deixar a questão toda ainda mais absurda, quando eu não licenciei, mercadorias clandestinas de Calvin e Haroldo apareceram para alimentar a demanda. Lojas de shopping vendiam abertamente camisetas com desenhos copiados ilegalmente dos meus livros, e camisetas obscenas ou relacionadas com drogas eram abundantes em campus de faculdades. Só ladrões e vândalos ganharam dinheiro com mercadorias de Calvin e Haroldo.

Durante anos, a Universal me pressionou para transigir num programa “limitado” de licenciamento. O sindicato concordaria em deixar de fora os produtos mais ofensivos se eu concordasse com o resto. Esta seria, em essência, a minha única chance de controlar o que aconteceria com o meu trabalho. A ideia de negociar princípios era ofensiva para mim e eu me recusei a transigir. De qualquer forma, eu e o sindicato não tínhamos nada para trocar de alguma forma: eu não me importava com as minhas noções de integridade artística. Com nenhum de nós valorizando o que o outro tinha a oferecer, um acordo era impossível. Um de nós iria pisotear os interesses do outro.

No quinto ano da tira, o debate tinha ido tão longe quanto era possível ir, e eu me preparei para parar. Se eu não pudesse controlar o que Calvin e Haroldo representavam, a tira não valia nada para mim. Meu contrato era tão unilateral que me demitir teria permitido à Universal me substituir com argumentistas e artistas contratados e licenciar minha criação de qualquer forma, mas a esta altura, o sindicato concordou em renegociar o meu contrato. Os direitos de exploração foram devolvidos a mim, e eu não irei licenciar Calvin e Haroldo.
publicado por wellcorp às 08:53 | link do post

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