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Welington Corporation

Um Blog de poesia, imagens estudos das Escrituras, mensagens e textos engraçados

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23
Out07

As dez tribos de Israel

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ENCONTRADAS AS DEZ TRIBOS PERDIDAS

Por Asher Intrater O reino de Israel atingiu seu auge na época de Davi e Salomão, aproximadamente 1000 anos antes do tempo de Yeshua. Durante o reino do filho de Salomão, Roboão, as dez tribos do norte de Israel se separaram de Judá e Benjamim. Desse modo, o reino foi dividido em tribos do norte em Israel e tribos do sul em Judá. Esta divisão tornou-se o objeto da esperança messiânica de serem reunificadas pelo futuro Messias (Ezequiel 37:12). Há também um sentido simbólico de que as tribos do norte representem a igreja internacional, enquanto as tribos de Judá representem o povo judeu e a nação de Israel. Todavia, esses dois pontos de vista são proféticos e simbólicos, não históricos ou genealógicos. As tribos de Israel ao norte foram levadas ao exílio pelos assírios no século oitavo AC, e as tribos de Judá ao sul foram levados ao exílio durante o século sexto. A Bíblia registra que, após o exílio, Judá voltou para a terra de Israel durante o século quinto AC. Uma vez que não há uma descrição maior da restauração das tribos do norte, muita especulação e curiosidade têm surgido no decorrer dos anos com relação à pergunta: “Onde estão as dez tribos perdidas?” Uma tendência interessante, contudo perigosa, é que muitos grupos de seitas cristãs alegam ser descendentes das dez tribos do norte. Isso abrange desde grupos do Japão aos nativos americanos. Existem alguns elementos no Mormonismo e nas Testemunhas de Jeová que fazem reivindicação semelhante. Isso já chegou a afetar até mesmo partes do movimento Sionista Cristão. A verdade é que não existem dez tribos perdidas. Na ocasião da divisão do reino e dos exílios, uma determinada porcentagem de cada uma das tribos do norte desceu e fixou residência na área de Judá. Depois desse tempo, o nome Judá ou Judeus referia-se não apenas à tribo específica de Judá, mas também à tribo de Benjamim, os Levitas e o remanescente de todas as tribos do norte. Não existem dez tribos perdidas. Todas as tribos de Israel estão incluídas no que hoje chamamos o povo judeu. Existem sete evidências bíblicas básicas que provam essa posição. O RESTO DE ISRAEL EM JUDÁ (II CRÔNICAS) O livro de II Crônicas registra diversas vezes que os membros das tribos do norte imigraram para Judá depois da divisão do reino. Isso ocorreu logo depois do momento da divisão. II Crônicas 10:16-17 diz: “Então, Israel se foi às suas tendas. QUANTO AOS FILHOS DE ISRAEL, PORÉM, QUE HABITAVAM NAS CIDADES DE JUDÁ, sobre eles reinou Roboão.” Não poderia ser explicado mais claramente que existiam membros das tribos israelenses vivendo no território de Judá. II Crônicas 11:3 declara que Roboão era o rei não apenas de Judá, mas de TODO o Israel em Judá e Benjamim. II Crônicas 11:16-17 afirma que os membros de TODAS as tribos de Israel que eram leais a D-us desceram a Jerusalém e fortaleceram o reino de Judá. II Crônicas 15:9 nos conta que durante o reavivamento do Rei Asa existiam “muitos de Israel” que vieram para Judá. II Crônicas 24:5 fala dos membros reunidos de todas as tribos de Israel. II Crônicas 30:21 e 25 fala dos filhos das tribos israelenses que vieram para Judá durante o tempo do Rei Ezequias. II Crônicas 31:6 fala novamente dos filhos de Israel que habitavam nas cidades de Judá. II Crônicas 30:10 faia dos membros das tribos de Efraim, Manassés, Zehulom e Aser vindo para Jerusalém. II Crônicas 30:18 também menciona a tribo de Isacar. II Crônicas 34:6 acrescenta a isso membros de uma lista dc tribos de Simeão e Naftali. II Crônicas 34:9 afirma claramente que existiam membros de ‘TODO O RESTO DE ISRAEL”, que estavam vivendo em Jerusalém depois do período de exílio assírio. II Crônicas 35:3 menciona novamente que existiam membros de “todo o Israel” que faziam parte de Judá. EXÍLIO RESTAURADO (ESDRAS E NEEMIAS) Depois do exílio babilônico, a nação de Israel foi restaurada sob a liderança de Esdras e Neemias. Nesses livros encontram-se vastos registros. O fato de que existiam cuidadosos registros genealógicos prova que não apenas eram os israelitas do norte parte da restauração, mas também que mantinham registros de suas famílias e sabiam a que tribo pertenciam. Esdras 2:2 começa com os registros do “numero dos homens do povo de ISRAEL”. Esse mesmo capítulo 2 de Esdras declara que o povo tinha registros genealógicos específicos não apenas com relação à qual das tribos do norte eles pertenciam, mas também a que família pertenciam: “provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel.” Aqueles que possuíam registros, mas não estavam perfeitamente documentados, eram desqualificados e tinham de esperar por uma verificação sobrenatural por Urim e Tumim (se eles aparecessem). Isso prova o quanto meticulosos e bem documentados eram os registros de famílias em sua maioria (Esdras 2:62-63). Esdras 2:70 fala novamente de “todo” Israel que habitava em Judá depois da restauração de Esdras e Neemias. Esdras 6:16 e 21 fala especificamente dos “filhos de Israel que tinham voltado do exílio”. Esdras 7:7, 9:1, 10:1 e 10:25 fala do problema que os israelitas tiveram com os casamentos com povos de outras terras. Neemias 7:7-73 repete a genealogia das tribos israelitas que foi registrada em Esdras 2. Neemias 9:2, 11:3 e 11:20 fala do “restante de Israel em todas as cidades de Judá”. Neemias 13:3 fala de separação dos gentios, de forma a não haver confusão nos registros genealógicos de Israel. O TESTEMUNHO DE ANA (LUCAS 2) Em Lucas 2:36 a profetisa Ana é relacionada como proveniente da tribo de Aser, uma das tribos mais ao norte e menos povoada de Israel. Em outras palavras, temos uma declaração clara no Novo Testamento de que as pessoas que eram consideradas judias no tempo de Yeshua incluíam pessoas das dez tribos do norte de Israel, e que elas possuíam documentação genealógica com respeito a quais tribos pertenciam. Como poderia a tribo de Aser, por exemplo, estar perdida” 700 anos antes de Yeshua, se Ana conhecia sua descendência de Aser durante a época do Novo Testamento? YESHUA E OS APÓSTOLOS (EVANGELHOS E ATOS) Yeshua ministrou por toda a terra de Israel. Levou em conta o povo judeu desse lugar. Em todos os seus discursos, pressupõe-se que Ele estava falando a todos os descendentes de Israel. Yeshua nunca mencionou a possibilidade de haver algum outro grupo ou alguma tribo perdida de Israel circulando em alguma parte. Na pregação aos judeus do primeiro século, Yeshua disse que Ele foi chamado para “procurar as ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mateus 10:6). Da mesma forma, os apóstolos se dirigiram às multidões de judeus no primeiro século, presumindo que eram todos descendentes de Israel. Em Atos 2:22 Pedro se volta para os “judeus” que viviam em Jerusalém e se refere a eles como “varões israelitas”. Pedro conclui seu sermão dirigindo-se à multidão como “toda a casa de Israel” (Atos 2:36). Em outras palavras, aos olhos de Pedro, o povo judeu no primeiro século incluía todas as tribos de Israel. Pedro manteve essa forma de abordar as pessoas, como “toda a casa de Israel”, em seus outros discursos (Atos 3:12, 4:8,4:10,4:27,5:21,5:31,5:35, 10:36). Paulo também se dirigiu aos judeus do primeiro século como “varões israelitas”. Continuou a se referir aos judeus como israelitas em todas suas mensagens (Atos 13:23-24, Atos 21:28, Atos 28:20). Os doze discípulos eram vistos como futuros líderes para “se assentarem nas doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Mateus 19:28). AS DOZE TRIBOS DE TIAGO A carta de Tiago é endereçada às “doze tribos que se encontram na Dispersão” Tiago 1:1. Ele não está se referindo a algumas tribos perdidas, mas ao público de judeus dispersos que acreditavam em Yeshua no primeiro século. O mesmo argumento é verdadeiro, conforme observamos a carta aos Hebreus. o grupo aqui chamado “Hebreus” não era alguma tribo de japoneses ou nativos americanos, pelo contrário, tratava-se do povo judeu do primeiro século. O REMANESCENTE DE ISRAEL (ROMANOS 9-11) Este argumento possui importância específica quando observamos as promessas de restauração do remanescente de Israel, referido no livro de Romanos, Capítulo 9 a 11. Aqui Paulo expressa sua oração para que os filhos de Israel sejam salvos (Romanos 9:14, 10:1-4). Esse remanescente a ser restaurado é o remanescente bíblico de Israel que cumpre as profecias. Eles são as mesmas pessoas que rejeitaram Yeshua no primeiro século. Não foi alguma tribo perdida que O rejeitou, porém os judeus que viviam em Israel naquela ocasião. Paulo declara que D-us não rejeitou o povo de Israel (Romanos 11:1). Há um remanescente de Israel pela graça (Romanos 11:5). “O que Israel não conseguiu, a eleição o alcançou.” (Romanos 11:7). A transgressão de Israel significou a salvação das nações dos gentios (Romanos 11:11). Seu restabelecimento será a ressurreição dentre os mortos (Romanos 11:12, 15). O texto inteiro de Romanos 9-11 apenas faz sentido se estiver falando a respeito do povo que conhecemos hoje como o povo judeu. Se alguém pensar que está se referindo aos Mórmons, ou Testemunhas de Jeová, ou aos Sionistas Cristãos, ou a algum outro grupo de povo nativo, o significado todo da passagem estará perdido. Esse ponto de vista irá destruir as promessas de D-us para Israel, o propósito do evangelismo em Israel, e o significado da reconciliação entre Israel e a igreja no final dos tempos. VISÃO DOS CULTOS Não é uma coincidência que tantos cultos chegaram à conclusão de que eles sejam de uma das dez tribos “perdidas” de Israel. Esse ponto de vista está confundindo seus membros e está incorreto de acordo com as Escrituras. Essa teologia é perigosa e enganosa à medida que tentamos compreender as profecias da restauração de Israel, que levam à segunda vinda do Messias Yeshua.
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Out07

As dez tribos de Israel

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ENCONTRADAS AS DEZ TRIBOS PERDIDAS

Por Asher Intrater O reino de Israel atingiu seu auge na época de Davi e Salomão, aproximadamente 1000 anos antes do tempo de Yeshua. Durante o reino do filho de Salomão, Roboão, as dez tribos do norte de Israel se separaram de Judá e Benjamim. Desse modo, o reino foi dividido em tribos do norte em Israel e tribos do sul em Judá. Esta divisão tornou-se o objeto da esperança messiânica de serem reunificadas pelo futuro Messias (Ezequiel 37:12). Há também um sentido simbólico de que as tribos do norte representem a igreja internacional, enquanto as tribos de Judá representem o povo judeu e a nação de Israel. Todavia, esses dois pontos de vista são proféticos e simbólicos, não históricos ou genealógicos. As tribos de Israel ao norte foram levadas ao exílio pelos assírios no século oitavo AC, e as tribos de Judá ao sul foram levados ao exílio durante o século sexto. A Bíblia registra que, após o exílio, Judá voltou para a terra de Israel durante o século quinto AC. Uma vez que não há uma descrição maior da restauração das tribos do norte, muita especulação e curiosidade têm surgido no decorrer dos anos com relação à pergunta: “Onde estão as dez tribos perdidas?” Uma tendência interessante, contudo perigosa, é que muitos grupos de seitas cristãs alegam ser descendentes das dez tribos do norte. Isso abrange desde grupos do Japão aos nativos americanos. Existem alguns elementos no Mormonismo e nas Testemunhas de Jeová que fazem reivindicação semelhante. Isso já chegou a afetar até mesmo partes do movimento Sionista Cristão. A verdade é que não existem dez tribos perdidas. Na ocasião da divisão do reino e dos exílios, uma determinada porcentagem de cada uma das tribos do norte desceu e fixou residência na área de Judá. Depois desse tempo, o nome Judá ou Judeus referia-se não apenas à tribo específica de Judá, mas também à tribo de Benjamim, os Levitas e o remanescente de todas as tribos do norte. Não existem dez tribos perdidas. Todas as tribos de Israel estão incluídas no que hoje chamamos o povo judeu. Existem sete evidências bíblicas básicas que provam essa posição. O RESTO DE ISRAEL EM JUDÁ (II CRÔNICAS) O livro de II Crônicas registra diversas vezes que os membros das tribos do norte imigraram para Judá depois da divisão do reino. Isso ocorreu logo depois do momento da divisão. II Crônicas 10:16-17 diz: “Então, Israel se foi às suas tendas. QUANTO AOS FILHOS DE ISRAEL, PORÉM, QUE HABITAVAM NAS CIDADES DE JUDÁ, sobre eles reinou Roboão.” Não poderia ser explicado mais claramente que existiam membros das tribos israelenses vivendo no território de Judá. II Crônicas 11:3 declara que Roboão era o rei não apenas de Judá, mas de TODO o Israel em Judá e Benjamim. II Crônicas 11:16-17 afirma que os membros de TODAS as tribos de Israel que eram leais a D-us desceram a Jerusalém e fortaleceram o reino de Judá. II Crônicas 15:9 nos conta que durante o reavivamento do Rei Asa existiam “muitos de Israel” que vieram para Judá. II Crônicas 24:5 fala dos membros reunidos de todas as tribos de Israel. II Crônicas 30:21 e 25 fala dos filhos das tribos israelenses que vieram para Judá durante o tempo do Rei Ezequias. II Crônicas 31:6 fala novamente dos filhos de Israel que habitavam nas cidades de Judá. II Crônicas 30:10 faia dos membros das tribos de Efraim, Manassés, Zehulom e Aser vindo para Jerusalém. II Crônicas 30:18 também menciona a tribo de Isacar. II Crônicas 34:6 acrescenta a isso membros de uma lista dc tribos de Simeão e Naftali. II Crônicas 34:9 afirma claramente que existiam membros de ‘TODO O RESTO DE ISRAEL”, que estavam vivendo em Jerusalém depois do período de exílio assírio. II Crônicas 35:3 menciona novamente que existiam membros de “todo o Israel” que faziam parte de Judá. EXÍLIO RESTAURADO (ESDRAS E NEEMIAS) Depois do exílio babilônico, a nação de Israel foi restaurada sob a liderança de Esdras e Neemias. Nesses livros encontram-se vastos registros. O fato de que existiam cuidadosos registros genealógicos prova que não apenas eram os israelitas do norte parte da restauração, mas também que mantinham registros de suas famílias e sabiam a que tribo pertenciam. Esdras 2:2 começa com os registros do “numero dos homens do povo de ISRAEL”. Esse mesmo capítulo 2 de Esdras declara que o povo tinha registros genealógicos específicos não apenas com relação à qual das tribos do norte eles pertenciam, mas também a que família pertenciam: “provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel.” Aqueles que possuíam registros, mas não estavam perfeitamente documentados, eram desqualificados e tinham de esperar por uma verificação sobrenatural por Urim e Tumim (se eles aparecessem). Isso prova o quanto meticulosos e bem documentados eram os registros de famílias em sua maioria (Esdras 2:62-63). Esdras 2:70 fala novamente de “todo” Israel que habitava em Judá depois da restauração de Esdras e Neemias. Esdras 6:16 e 21 fala especificamente dos “filhos de Israel que tinham voltado do exílio”. Esdras 7:7, 9:1, 10:1 e 10:25 fala do problema que os israelitas tiveram com os casamentos com povos de outras terras. Neemias 7:7-73 repete a genealogia das tribos israelitas que foi registrada em Esdras 2. Neemias 9:2, 11:3 e 11:20 fala do “restante de Israel em todas as cidades de Judá”. Neemias 13:3 fala de separação dos gentios, de forma a não haver confusão nos registros genealógicos de Israel. O TESTEMUNHO DE ANA (LUCAS 2) Em Lucas 2:36 a profetisa Ana é relacionada como proveniente da tribo de Aser, uma das tribos mais ao norte e menos povoada de Israel. Em outras palavras, temos uma declaração clara no Novo Testamento de que as pessoas que eram consideradas judias no tempo de Yeshua incluíam pessoas das dez tribos do norte de Israel, e que elas possuíam documentação genealógica com respeito a quais tribos pertenciam. Como poderia a tribo de Aser, por exemplo, estar perdida” 700 anos antes de Yeshua, se Ana conhecia sua descendência de Aser durante a época do Novo Testamento? YESHUA E OS APÓSTOLOS (EVANGELHOS E ATOS) Yeshua ministrou por toda a terra de Israel. Levou em conta o povo judeu desse lugar. Em todos os seus discursos, pressupõe-se que Ele estava falando a todos os descendentes de Israel. Yeshua nunca mencionou a possibilidade de haver algum outro grupo ou alguma tribo perdida de Israel circulando em alguma parte. Na pregação aos judeus do primeiro século, Yeshua disse que Ele foi chamado para “procurar as ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mateus 10:6). Da mesma forma, os apóstolos se dirigiram às multidões de judeus no primeiro século, presumindo que eram todos descendentes de Israel. Em Atos 2:22 Pedro se volta para os “judeus” que viviam em Jerusalém e se refere a eles como “varões israelitas”. Pedro conclui seu sermão dirigindo-se à multidão como “toda a casa de Israel” (Atos 2:36). Em outras palavras, aos olhos de Pedro, o povo judeu no primeiro século incluía todas as tribos de Israel. Pedro manteve essa forma de abordar as pessoas, como “toda a casa de Israel”, em seus outros discursos (Atos 3:12, 4:8,4:10,4:27,5:21,5:31,5:35, 10:36). Paulo também se dirigiu aos judeus do primeiro século como “varões israelitas”. Continuou a se referir aos judeus como israelitas em todas suas mensagens (Atos 13:23-24, Atos 21:28, Atos 28:20). Os doze discípulos eram vistos como futuros líderes para “se assentarem nas doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.” (Mateus 19:28). AS DOZE TRIBOS DE TIAGO A carta de Tiago é endereçada às “doze tribos que se encontram na Dispersão” Tiago 1:1. Ele não está se referindo a algumas tribos perdidas, mas ao público de judeus dispersos que acreditavam em Yeshua no primeiro século. O mesmo argumento é verdadeiro, conforme observamos a carta aos Hebreus. o grupo aqui chamado “Hebreus” não era alguma tribo de japoneses ou nativos americanos, pelo contrário, tratava-se do povo judeu do primeiro século. O REMANESCENTE DE ISRAEL (ROMANOS 9-11) Este argumento possui importância específica quando observamos as promessas de restauração do remanescente de Israel, referido no livro de Romanos, Capítulo 9 a 11. Aqui Paulo expressa sua oração para que os filhos de Israel sejam salvos (Romanos 9:14, 10:1-4). Esse remanescente a ser restaurado é o remanescente bíblico de Israel que cumpre as profecias. Eles são as mesmas pessoas que rejeitaram Yeshua no primeiro século. Não foi alguma tribo perdida que O rejeitou, porém os judeus que viviam em Israel naquela ocasião. Paulo declara que D-us não rejeitou o povo de Israel (Romanos 11:1). Há um remanescente de Israel pela graça (Romanos 11:5). “O que Israel não conseguiu, a eleição o alcançou.” (Romanos 11:7). A transgressão de Israel significou a salvação das nações dos gentios (Romanos 11:11). Seu restabelecimento será a ressurreição dentre os mortos (Romanos 11:12, 15). O texto inteiro de Romanos 9-11 apenas faz sentido se estiver falando a respeito do povo que conhecemos hoje como o povo judeu. Se alguém pensar que está se referindo aos Mórmons, ou Testemunhas de Jeová, ou aos Sionistas Cristãos, ou a algum outro grupo de povo nativo, o significado todo da passagem estará perdido. Esse ponto de vista irá destruir as promessas de D-us para Israel, o propósito do evangelismo em Israel, e o significado da reconciliação entre Israel e a igreja no final dos tempos. VISÃO DOS CULTOS Não é uma coincidência que tantos cultos chegaram à conclusão de que eles sejam de uma das dez tribos “perdidas” de Israel. Esse ponto de vista está confundindo seus membros e está incorreto de acordo com as Escrituras. Essa teologia é perigosa e enganosa à medida que tentamos compreender as profecias da restauração de Israel, que levam à segunda vinda do Messias Yeshua.
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Out07

A visão do Messias - O que anseiam os judeus - O que verdadeiramente Ele é.

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Israel ainda... não consegue reconhecer a Jesus como sendo o Messias.
Cumpre-se neles as Escrituras:
" Veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam"
Muitos motivos levaram ao clero e aristocracia judaica à rejeição de Jesus em sua época.
Porém, a visão moderna nos situa com pistas claras sobre os motivos.
Conforme o estudo "Tudo sobre o Messias" do Rabino Aryeh Kaplan
Descendente do Rei David, ele profetizará uma era de paz mundial.
O Messias será um ser humano normal, nascido de pais humanos. Conseqüentemente, é possível que até já tenha nascido.
Semelhantemente, o Messias será mortal. Finalmente, morrerá e deixará seu reino como herança para seu filho ou sucessor.
A tradição menciona que este será um descendente direto do Rei David, filho de Jesse, como está escrito, "Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes um renovo." (Isaías 11:1). Da mesma forma, em nossas orações, pedimos, "que o filho de David floresça," e "que a memória de Mashiach Ben David surja... perante você." Existem inúmeras famílias judias hoje que podem traçar sua descendência diretamente ao Rei David.
O Messias será o maior líder e gênio político que o mundo já viu. E, igualmente será o homem mais sábio que já existiu. Usará seus talentos extraordinários para precipitar uma revolução mundial que trará a justiça social perfeita para a humanidade, e influenciará todas as pessoas a servirem a D’us com coração puro.
O Messias também alcançara a profecia e se tornará o maior profeta da história, segundo somente para Moisés.
Qualidades especiaisO profeta Isaías descreveu seis qualidades com as quais o Messias será santificado: "o espírito do D’us descansará nele, (1) o espírito de sabedoria e (2) compreensão, (3) o espírito do aconselhamento e (4) grandeza, (5) o espírito do conhecimento e (6) o temor a D’us" (Isaías 11:2). Em todas estas qualidades, o Messias superará qualquer outro ser humano.
O Messias não se deixará iludir pela falsidade e hipocrisia deste mundo. Terá o poder para entender o espírito da pessoa, conhecendo assim, seu registro espiritual completo podendo então julgar se é culpado ou não. Com relação a este poder, está escrito, "Deleitará-se pelo temor a D’us; não julgará pelo que seus olhos vêem, ou repreenderá pelo que seus ouvidos ouvem" (Isaías 11:3). Este é um sinal pelo qual o Messias será reconhecido. Porém, similarmente como o presente da profecia, este poder se desenvolverá gradualmente.
O Messias usará este poder para determinar em qual tribo cada judeu pertence. Então, dividirá a Terra de Israel em heranças terrestres onde cada tribo receberá sua parte. Começará com a tribo de Levi, determinando a legitimidade de cada Cohen e Levi. Com relação a isso o profeta escreve, "Ele purificará as crianças de Levi, e refinará-las como ouro e prata, para se tornarem portadoras de uma oferenda para D’us com honradez" (Malachi 3:3).
Metas e MissãoA missão do Messias tem seis partes. Sua tarefa principal é fazer com que todo o mundo retorne para D’us e Seus ensinamentos.
Ele também restabelecerá a dinastia real para os descendentes de David.
Ele supervisionará a reconstrução de Jerusalém, inclusive o Terceiro Templo.
Ele juntará o povo judeu na Terra de Israel.
Ele restabelecerá o Sanhedrin, o supremo tribunal religioso e as leis do povo judeu. Esta é uma condição necessária para a reconstrução do Terceiro Templo, como está escrito, "restituirei os teus juízes, como eram antigamente, os teus conselheiros, como no princípio; depois te chamarão cidade de justiça, cidade fiel. Sião será redimida pelo direito, e os que se arrependem, pela justiça “(Isaías 1:26-27). Este Sanhedrin também poderá reconhecer formalmente o Messias como rei de Israel.
Ele restabelecerá o sistema sacrifícios, como também as práticas do Ano Sabático (Shmitá) e o Ano Jubileu (Iovel).
Portanto, como Maimonides declara, "Se surgir um governador da família de David, submerso em Torá e em seus Mandamentos como David e seu antepassado, que siga tanto a Torá Escrita como a Oral, que conduza Israel de volta a Torá, fortalecendo a observância de suas leis e lutando em batalhas por D’us, então podemos assumir que ele é o Messias. E se for bem sucedido na reconstrução do Templo em seu local original e juntar o povo dispersado de Israel, sua identidade como Messias passa a ser uma certeza."
Influência mundialAssim como os poderes do Messias se desenvolverão, sua fama também o fará. O mundo começará a reconhecer sua profunda sabedoria e virá buscar seu conselho. Portanto, ensinará toda a humanidade a viver em paz e seguir os ensinamentos de D’us. Os profetas, deste modo, prenunciam, "Nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do Eterno será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. Irão muitas nações, e dirão: Vinde e subamos ao monte do Eterno, e à casa de D’us de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e as palavras do Eterno de Jerusalém. Ele (o Messias) julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estes converterão as suas espadas em relhas de arados, e suas lanças em podadeiras: uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra." (Isaías 2:2-4, Miquéias 4:1-3)
Na Era Messiânica muitas pessoas não-judias se sentirão compelidas a se converter ao Judaísmo como o profeta prenuncia, “Darei a todas as pessoas uma língua pura, para que possam chamar o nome de D’us, e todos possam servi-Lo de uma só forma” (Zacarias 3:9). Uma vez que o Messias se revele, todavia, convertidos não serão aceitos.
Ainda, Jerusalém se tornará o centro de adoração e instrução para toda humanidade. Deste modo D’us disse a Seu profeta, "Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; Jerusalém se chamará cidade fiel; e o monte do Eterno, monte santo " (Zacarias 8:3).
Então começará o período em que os ensinamentos de D’us serão supremos sobre toda humanidade, como está escrito, "O Eterno reinará no monte Sião e em Jerusalém; perante os seus anciãos (ele revelará sua) glória " (Isaías 24:23). Todas as pessoas virão para Jerusalém buscando D’us. O profeta Zacarias descreve este fato graficamente quando diz, "Virão muitos povos, e poderosas nações buscar em Jerusalém o Eterno e suplicar a Seu favor...naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu, e lhe dirão: Iremos convosco, porque temos ouvido que D’us está convosco." (Zacarias 8:22-23).
Em Jerusalém, o povo judeu será estabelecido como professores espirituais e morais de toda humanidade. Naquele tempo, Jerusalém se tornará a capital espiritual do mundo.
Na Era Messiânica, todas as pessoas acreditarão em D’us e proclamarão Sua Unidade. Desta forma, diz o profeta, "O Eterno será rei sobre toda terra; naquele dia um só será o Eterno, e um só será seu nome.”(Zacarias 14:9).
Paz e HarmoniaNa Era Messiânica, inveja e competições pararão de existir, e no lugar delas haverá abundância de coisas boas e todos os tipos de gentilezas serão tão normais quanto a poeira. Os homens não travarão ou se prepararão para guerra, como o profeta prenuncia, ". Uma Nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Isaías 2:4).
Na Era Messiânica, todas as nações viverão pacificamente juntas. Semelhantemente, pessoas de todas os níveis viverão juntas em harmonia. O profeta comenta este fato alegoricamente quando diz, "O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi.” (Isaías 11:6-7).
Embora o Messias influencie e ensine toda humanidade, sua missão principal será trazer o povo judeu a D’us. Deste modo, o profeta diz, "Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos do lar. Depois tornarão os filhos de Israel e buscarão ao Eterno seu D’us, e a Davi, seu rei; e nos últimos dias, tremendo se aproximarão do Eterno e de sua bondade" (Oséias 3:4-5). Igualmente lemos, "O meu servo Davi reinará sobre eles; todos eles terão um só pastor, andarão nos meus juízos, guardarão os meus estatutos e os observarão.” (Ezequiel 37:24).
Ao passo que a sociedade avança em direção a perfeição e o mundo se torna cada vez mais religioso, a principal ocupação da humanidade será conhecer a D’us. A verdade será revelada e o mundo inteiro reconhecerá que a Torá é o verdadeiro ensinamento de D’us. É o que o profeta quer dizer quando escreve, "...a terra se encherá de conhecimento do Eterno, como as águas cobrem o mar” (Isaías 11:9). Da mesma forma, toda a humanidade atingirá os níveis mais altos de Inspiração Divina sem qualquer dificuldade.
Embora o homem ainda tenha o livre arbítrio na Idade Messiânica, ele terá todo o incentivo para fazer o bem e seguir os ensinamentos de D’us. Será como se o poder do mal estivesse totalmente aniquilado. É o que o profeta prenuncia, "porque está é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Eterno. Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei...não ensinará jamais cada um ao seu irmão dizendo: conheça D’us, porque todos Me conhecerão, desde o menor até o maior deles” (Jeremias 31:33-34).
O profeta também diz em nome de D’us, "Darei vos um coração novo, e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ezequiel 36:26), ou seja, a inclinação em direção ao bem estará tão fortalecida no homem que este não seguirá suas tentações físicas. Pelo contrário, irá constantemente se fortalecer espiritualmente e andará em direção a servir a D’us e seguir Sua Torá. Este é o significado da promessa da Torá: "E abrirá o Eterno, teu D’us, teu coração e o coração de tua descendência, para amares ao Eterno, teu D’us, com todo o coração e com toda tua alma, para que vivas” (Deuteronômio. 30:6).
Prática religiosa. O Messias não mudará nossa religião de forma alguma. Todos os mandamentos vão estar ligados à Era Messiânica. Nada será adicionado ou extraído da Torá.
Há uma opinião que diz que os únicos livros da Bíblia que serão regularmente estudados na Era Messiânica são os Cinco Livros de Moisés (o Pentateuco) e o Livro de Ester (Meguilat Ester). A razão para isto é que todos os outros ensinamentos dos profetas são derivados da Torá, e já que o Messias revelará todos os significados da Torá à perfeição, a escrita profética não será mais necessária.
O sistema de sacrifícios será restabelecido na Era Messiânica. Porém, só será aceito o sacrifício de ação de graças, pois já que o coração do homem será circuncidado o desejo de pecar não mais existirá e os sacrifícios que serviam para se reconciliar e reparar o erro não serão necessários. Conseqüentemente as únicas rezas que existirão serão as de ação de graças.
Nossos profetas e sábios não anseiam pela Era Messiânica para que possam mandar no mundo e dominar a humanidade. Também não desejam que as nações os honre, ou que possam ser capazes de comer, beber e serem felizes. Só desejam uma coisa: estarem livres para poderem se envolver com a Torá e sua sabedoria. Não querem que nada os atrapalhe ou distraia, pois, desta forma podem se empenhar para serem merecedores da vida no Mundo Vindouro.
Do livro: “The Handbook of Jewish Thought” (Vol. 2). Publicado pela Maznaim.
Contudo, lendo atentamente as profecias das Escrituras, como não enxergar EXATAMENTE de
quem os profetas estão falando?


John Ankerberg & John Weldon
"E sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; olharão para mim, a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito, e chorarão por ele, como se chora amargamente pelo primogênito"
(Zc 12.10, 500 a. C.).
O Contexto Dessa Passagem
Esse texto diz que em algum dia futuro Deus irá derramar o Seu Espírito sobre Israel e levar a nação a compreender e lamentar um evento crucial ocorrido no passado. O que irão compreender? Esta é uma das declarações mais surpreendentes feitas por Deus nas Escrituras. Ele diz: "Olharão para mim, a quem traspassaram, e chorarão por ele, como se chora amargamente pelo primogênito..." A pergunta é: quem é este a quem Israel vai olhar e, por causa do que virem, começarão a chorar?
A explicação desse texto
Zacarias é um livro-chave messiânico, oferecendo evidências adicionais de que o Messias judeu não era apenas um homem, mas a encarnação do próprio Deus. "Talvez em nenhum outro livro das Escrituras do Antigo Testamento a divindade do Messias seja tão claramente ensinada como em Zacarias."
[1] Em Zacarias 2.10, o profeta já enfatizou a surpreendente revelação de que Deus iria viver entre o povo judeu: "Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho, e habitarei no meio de ti, diz o Senhor".
Zacarias relata aqui as palavras de Deus Jeová, que diz: "Olharão para mim, a quem traspassaram". O próprio Jeová afirma ser aquele a quem Israel traspassou. Mas, quando Israel traspassou Jeová?
Note que no meio da declaração: "Olharão para mim, a quem traspassaram, e chorarão por Ele", os pronomes são significativamente mudados. Eles se referem a pessoas diferentes. O que era a princípio uma referência a Jeová torna-se agora uma referência a um "Ele" não identificado, por quem toda a nação de Israel irá chorar. Novamente, duas pessoas específicas são mencionadas: (1) o Senhor que é traspassado e
(2) um Ele desconhecido que será pranteado como Filho unigênito.
Delitzsch e Gloag comentam:
Alguns tentam escapar da aplicação messiânica da predição, supondo que a palavra "traspassado" deva ser considerada em um sentido metafórico... Mas é duvidoso que possa ser tomada nesse... sentido; ela significa "atravessar", "perfurar como com uma lança". Além disso, o pranto aqui é aquele expresso pelos mortos: "como quem pranteia por um unigênito, e chorarão por ele, como se chora amargamente pelo primogênito."
[2] Essa passagem faz certamente surgir perguntas importantes. Se o termo hebraico para "traspassar" é "atravessar, matar",
[3] então quando Israel matou Jeová? E como o Criador do céu e da terra poderia ser morto por homens? Ao que parece, essa passagem, como Isaías 9.6, Miquéias 5.2, e outras, só pode ser explicada mediante a encarnação do próprio Deus: o Messias seria tanto Deus como homem.
Zacarias diz então que Israel irá compreender algum dia que na verdade mataram o seu Deus Jeová, e a nação começará a chorar amargamente por Ele, assim como uma família iria chorar a morte de seu único filho muito amado.
Essa profecia só se ajusta a Jesus Cristo. Por quê? Jesus Cristo é o único em toda a história israelita que
(1) afirmou ser Deus,
(2) afirmou ser o Messias, e
(3) foi realmente crucificado e morto pelos habitantes de Jerusalém.
Assim sendo, os judeus do Novo Testamento reconheceram que só Jesus cumpre as palavras dessa profecia. O apóstolo João escreveu: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai" (Jo 1.1,14). Jesus Cristo era a própria encarnação de Deus.
O apóstolo Paulo cria que Jesus era Deus e que Ele se propôs a morrer pelos nossos pecados. Paulo ensinou que Jesus era aquele que "subsistindo em forma de Deus... a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens... a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz" (Fp 2.6-8).
Finalmente, a profecia diz que toda a nação irá prantear e chorar amargamente pela morte deste que foi traspassado, "como se chora amargamente pelo primogênito". O povo judeu iria chorar por Ele como pela morte de um filho único se Ele não fosse realmente um de seus filhos judeus – como Jesus Cristo era?
E se o povo judeu viesse a reconhecer algum dia que Jesus era na verdade o seu Messias? E se eles compreendessem quem Ele realmente é? E se olhassem algum dia para Ele como Deus, "aquele a quem traspassaram"? Então a profecia de Zacarias não seria cumprida? Não haveria terrível choro em Jerusalém?
Lembre-se, Deus derrama o Seu Espírito sobre o Seu povo, a fim de que as pessoas venham a conhecer o Seu verdadeiro Messias, que as amou tanto que deu a Sua vida (traspassada) por elas. Nas palavras de Isaías: "o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Is 53.6).
Zacarias 12.10 foi reconhecido como messiânico pelos judeus?
O fato dessa profecia se referir ao Messias foi admitido pelos rabinos.
[4] Por exemplo, essa profecia, "...como também o versículo 12, foi aplicada ao Messias Filho de José, no Talmude (Sukk. 52a)..."
[5] Vemos aqui que alguns intérpretes, procurando evitar a clara implicação das palavras, tentaram aplicar essa passagem ao "outro" Messias que iria sofrer, o Messias Ben Joseph.
...os intérpretes posteriores aplicaram-na ao Messias Ben Joseph, ou ao Messias sofredor, a quem inventaram para satisfazer as passagens da Escritura que falam tão claramente dessa característica do Redentor prometido. Mas, como criam que esse Messias, filho de José, era um simples homem, viram-se frente à dificuldade de Jeová ter declarado "olharão para MIM, a quem traspassaram"; portanto, se ela se refere ao Messias, ele não pode ser um simples homem, mas deve ser divino.
[6] Enfatizamos novamente que, quando Jeová diz: "olharão para mim, a quem traspassaram", essa profecia se ajusta singularmente apenas a Jesus Cristo em toda a História humana.
A evidência nas Escrituras hebraicas prova que Jesus é o Messias. Deus deu essa evidência com centenas de anos de antecipação, a fim de podermos identificar o Seu Messias. As Escrituras ensinam que o Messias deu a Sua vida pagando o preço que a justiça divina exigia pelos nossos pecados. Jesus, o Messias, disse: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Para receber Jesus como seu Messias, seu Senhor e Salvador neste momento, você pode orar a Ele, entregando-Lhe sua vida. (John Ankerberg & John Weldon - http://www.ajesus.com.br/)
Notas:
1. Baron, Rays, 77.2. Delitzsch e Gloag, The Messiahship, Livro 2, 121.3. Keil e Delitzsch, The Minor Prophets, 388.4. T. V. Moore, (Zechariah, Haggai and Malachi (Carlisle, PA: Banner of Truth Trust, 1974), 199.5. Edersheim, The Life and Times of Jesus the Messiah (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1972), 737.6. Moore, Zechariah, 199-200.
23
Out07

A visão do Messias - O que anseiam os judeus - O que verdadeiramente Ele é.

wellcorp
Israel ainda... não consegue reconhecer a Jesus como sendo o Messias.
Cumpre-se neles as Escrituras:
" Veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam"
Muitos motivos levaram ao clero e aristocracia judaica à rejeição de Jesus em sua época.
Porém, a visão moderna nos situa com pistas claras sobre os motivos.
Conforme o estudo "Tudo sobre o Messias" do Rabino Aryeh Kaplan
Descendente do Rei David, ele profetizará uma era de paz mundial.
O Messias será um ser humano normal, nascido de pais humanos. Conseqüentemente, é possível que até já tenha nascido.
Semelhantemente, o Messias será mortal. Finalmente, morrerá e deixará seu reino como herança para seu filho ou sucessor.
A tradição menciona que este será um descendente direto do Rei David, filho de Jesse, como está escrito, "Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes um renovo." (Isaías 11:1). Da mesma forma, em nossas orações, pedimos, "que o filho de David floresça," e "que a memória de Mashiach Ben David surja... perante você." Existem inúmeras famílias judias hoje que podem traçar sua descendência diretamente ao Rei David.
O Messias será o maior líder e gênio político que o mundo já viu. E, igualmente será o homem mais sábio que já existiu. Usará seus talentos extraordinários para precipitar uma revolução mundial que trará a justiça social perfeita para a humanidade, e influenciará todas as pessoas a servirem a D’us com coração puro.
O Messias também alcançara a profecia e se tornará o maior profeta da história, segundo somente para Moisés.
Qualidades especiaisO profeta Isaías descreveu seis qualidades com as quais o Messias será santificado: "o espírito do D’us descansará nele, (1) o espírito de sabedoria e (2) compreensão, (3) o espírito do aconselhamento e (4) grandeza, (5) o espírito do conhecimento e (6) o temor a D’us" (Isaías 11:2). Em todas estas qualidades, o Messias superará qualquer outro ser humano.
O Messias não se deixará iludir pela falsidade e hipocrisia deste mundo. Terá o poder para entender o espírito da pessoa, conhecendo assim, seu registro espiritual completo podendo então julgar se é culpado ou não. Com relação a este poder, está escrito, "Deleitará-se pelo temor a D’us; não julgará pelo que seus olhos vêem, ou repreenderá pelo que seus ouvidos ouvem" (Isaías 11:3). Este é um sinal pelo qual o Messias será reconhecido. Porém, similarmente como o presente da profecia, este poder se desenvolverá gradualmente.
O Messias usará este poder para determinar em qual tribo cada judeu pertence. Então, dividirá a Terra de Israel em heranças terrestres onde cada tribo receberá sua parte. Começará com a tribo de Levi, determinando a legitimidade de cada Cohen e Levi. Com relação a isso o profeta escreve, "Ele purificará as crianças de Levi, e refinará-las como ouro e prata, para se tornarem portadoras de uma oferenda para D’us com honradez" (Malachi 3:3).
Metas e MissãoA missão do Messias tem seis partes. Sua tarefa principal é fazer com que todo o mundo retorne para D’us e Seus ensinamentos.
Ele também restabelecerá a dinastia real para os descendentes de David.
Ele supervisionará a reconstrução de Jerusalém, inclusive o Terceiro Templo.
Ele juntará o povo judeu na Terra de Israel.
Ele restabelecerá o Sanhedrin, o supremo tribunal religioso e as leis do povo judeu. Esta é uma condição necessária para a reconstrução do Terceiro Templo, como está escrito, "restituirei os teus juízes, como eram antigamente, os teus conselheiros, como no princípio; depois te chamarão cidade de justiça, cidade fiel. Sião será redimida pelo direito, e os que se arrependem, pela justiça “(Isaías 1:26-27). Este Sanhedrin também poderá reconhecer formalmente o Messias como rei de Israel.
Ele restabelecerá o sistema sacrifícios, como também as práticas do Ano Sabático (Shmitá) e o Ano Jubileu (Iovel).
Portanto, como Maimonides declara, "Se surgir um governador da família de David, submerso em Torá e em seus Mandamentos como David e seu antepassado, que siga tanto a Torá Escrita como a Oral, que conduza Israel de volta a Torá, fortalecendo a observância de suas leis e lutando em batalhas por D’us, então podemos assumir que ele é o Messias. E se for bem sucedido na reconstrução do Templo em seu local original e juntar o povo dispersado de Israel, sua identidade como Messias passa a ser uma certeza."
Influência mundialAssim como os poderes do Messias se desenvolverão, sua fama também o fará. O mundo começará a reconhecer sua profunda sabedoria e virá buscar seu conselho. Portanto, ensinará toda a humanidade a viver em paz e seguir os ensinamentos de D’us. Os profetas, deste modo, prenunciam, "Nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do Eterno será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. Irão muitas nações, e dirão: Vinde e subamos ao monte do Eterno, e à casa de D’us de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e as palavras do Eterno de Jerusalém. Ele (o Messias) julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estes converterão as suas espadas em relhas de arados, e suas lanças em podadeiras: uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra." (Isaías 2:2-4, Miquéias 4:1-3)
Na Era Messiânica muitas pessoas não-judias se sentirão compelidas a se converter ao Judaísmo como o profeta prenuncia, “Darei a todas as pessoas uma língua pura, para que possam chamar o nome de D’us, e todos possam servi-Lo de uma só forma” (Zacarias 3:9). Uma vez que o Messias se revele, todavia, convertidos não serão aceitos.
Ainda, Jerusalém se tornará o centro de adoração e instrução para toda humanidade. Deste modo D’us disse a Seu profeta, "Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; Jerusalém se chamará cidade fiel; e o monte do Eterno, monte santo " (Zacarias 8:3).
Então começará o período em que os ensinamentos de D’us serão supremos sobre toda humanidade, como está escrito, "O Eterno reinará no monte Sião e em Jerusalém; perante os seus anciãos (ele revelará sua) glória " (Isaías 24:23). Todas as pessoas virão para Jerusalém buscando D’us. O profeta Zacarias descreve este fato graficamente quando diz, "Virão muitos povos, e poderosas nações buscar em Jerusalém o Eterno e suplicar a Seu favor...naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu, e lhe dirão: Iremos convosco, porque temos ouvido que D’us está convosco." (Zacarias 8:22-23).
Em Jerusalém, o povo judeu será estabelecido como professores espirituais e morais de toda humanidade. Naquele tempo, Jerusalém se tornará a capital espiritual do mundo.
Na Era Messiânica, todas as pessoas acreditarão em D’us e proclamarão Sua Unidade. Desta forma, diz o profeta, "O Eterno será rei sobre toda terra; naquele dia um só será o Eterno, e um só será seu nome.”(Zacarias 14:9).
Paz e HarmoniaNa Era Messiânica, inveja e competições pararão de existir, e no lugar delas haverá abundância de coisas boas e todos os tipos de gentilezas serão tão normais quanto a poeira. Os homens não travarão ou se prepararão para guerra, como o profeta prenuncia, ". Uma Nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Isaías 2:4).
Na Era Messiânica, todas as nações viverão pacificamente juntas. Semelhantemente, pessoas de todas os níveis viverão juntas em harmonia. O profeta comenta este fato alegoricamente quando diz, "O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi.” (Isaías 11:6-7).
Embora o Messias influencie e ensine toda humanidade, sua missão principal será trazer o povo judeu a D’us. Deste modo, o profeta diz, "Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos do lar. Depois tornarão os filhos de Israel e buscarão ao Eterno seu D’us, e a Davi, seu rei; e nos últimos dias, tremendo se aproximarão do Eterno e de sua bondade" (Oséias 3:4-5). Igualmente lemos, "O meu servo Davi reinará sobre eles; todos eles terão um só pastor, andarão nos meus juízos, guardarão os meus estatutos e os observarão.” (Ezequiel 37:24).
Ao passo que a sociedade avança em direção a perfeição e o mundo se torna cada vez mais religioso, a principal ocupação da humanidade será conhecer a D’us. A verdade será revelada e o mundo inteiro reconhecerá que a Torá é o verdadeiro ensinamento de D’us. É o que o profeta quer dizer quando escreve, "...a terra se encherá de conhecimento do Eterno, como as águas cobrem o mar” (Isaías 11:9). Da mesma forma, toda a humanidade atingirá os níveis mais altos de Inspiração Divina sem qualquer dificuldade.
Embora o homem ainda tenha o livre arbítrio na Idade Messiânica, ele terá todo o incentivo para fazer o bem e seguir os ensinamentos de D’us. Será como se o poder do mal estivesse totalmente aniquilado. É o que o profeta prenuncia, "porque está é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Eterno. Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei...não ensinará jamais cada um ao seu irmão dizendo: conheça D’us, porque todos Me conhecerão, desde o menor até o maior deles” (Jeremias 31:33-34).
O profeta também diz em nome de D’us, "Darei vos um coração novo, e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ezequiel 36:26), ou seja, a inclinação em direção ao bem estará tão fortalecida no homem que este não seguirá suas tentações físicas. Pelo contrário, irá constantemente se fortalecer espiritualmente e andará em direção a servir a D’us e seguir Sua Torá. Este é o significado da promessa da Torá: "E abrirá o Eterno, teu D’us, teu coração e o coração de tua descendência, para amares ao Eterno, teu D’us, com todo o coração e com toda tua alma, para que vivas” (Deuteronômio. 30:6).
Prática religiosa. O Messias não mudará nossa religião de forma alguma. Todos os mandamentos vão estar ligados à Era Messiânica. Nada será adicionado ou extraído da Torá.
Há uma opinião que diz que os únicos livros da Bíblia que serão regularmente estudados na Era Messiânica são os Cinco Livros de Moisés (o Pentateuco) e o Livro de Ester (Meguilat Ester). A razão para isto é que todos os outros ensinamentos dos profetas são derivados da Torá, e já que o Messias revelará todos os significados da Torá à perfeição, a escrita profética não será mais necessária.
O sistema de sacrifícios será restabelecido na Era Messiânica. Porém, só será aceito o sacrifício de ação de graças, pois já que o coração do homem será circuncidado o desejo de pecar não mais existirá e os sacrifícios que serviam para se reconciliar e reparar o erro não serão necessários. Conseqüentemente as únicas rezas que existirão serão as de ação de graças.
Nossos profetas e sábios não anseiam pela Era Messiânica para que possam mandar no mundo e dominar a humanidade. Também não desejam que as nações os honre, ou que possam ser capazes de comer, beber e serem felizes. Só desejam uma coisa: estarem livres para poderem se envolver com a Torá e sua sabedoria. Não querem que nada os atrapalhe ou distraia, pois, desta forma podem se empenhar para serem merecedores da vida no Mundo Vindouro.
Do livro: “The Handbook of Jewish Thought” (Vol. 2). Publicado pela Maznaim.
Contudo, lendo atentamente as profecias das Escrituras, como não enxergar EXATAMENTE de
quem os profetas estão falando?


John Ankerberg & John Weldon
"E sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; olharão para mim, a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito, e chorarão por ele, como se chora amargamente pelo primogênito"
(Zc 12.10, 500 a. C.).
O Contexto Dessa Passagem
Esse texto diz que em algum dia futuro Deus irá derramar o Seu Espírito sobre Israel e levar a nação a compreender e lamentar um evento crucial ocorrido no passado. O que irão compreender? Esta é uma das declarações mais surpreendentes feitas por Deus nas Escrituras. Ele diz: "Olharão para mim, a quem traspassaram, e chorarão por ele, como se chora amargamente pelo primogênito..." A pergunta é: quem é este a quem Israel vai olhar e, por causa do que virem, começarão a chorar?
A explicação desse texto
Zacarias é um livro-chave messiânico, oferecendo evidências adicionais de que o Messias judeu não era apenas um homem, mas a encarnação do próprio Deus. "Talvez em nenhum outro livro das Escrituras do Antigo Testamento a divindade do Messias seja tão claramente ensinada como em Zacarias."
[1] Em Zacarias 2.10, o profeta já enfatizou a surpreendente revelação de que Deus iria viver entre o povo judeu: "Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho, e habitarei no meio de ti, diz o Senhor".
Zacarias relata aqui as palavras de Deus Jeová, que diz: "Olharão para mim, a quem traspassaram". O próprio Jeová afirma ser aquele a quem Israel traspassou. Mas, quando Israel traspassou Jeová?
Note que no meio da declaração: "Olharão para mim, a quem traspassaram, e chorarão por Ele", os pronomes são significativamente mudados. Eles se referem a pessoas diferentes. O que era a princípio uma referência a Jeová torna-se agora uma referência a um "Ele" não identificado, por quem toda a nação de Israel irá chorar. Novamente, duas pessoas específicas são mencionadas: (1) o Senhor que é traspassado e
(2) um Ele desconhecido que será pranteado como Filho unigênito.
Delitzsch e Gloag comentam:
Alguns tentam escapar da aplicação messiânica da predição, supondo que a palavra "traspassado" deva ser considerada em um sentido metafórico... Mas é duvidoso que possa ser tomada nesse... sentido; ela significa "atravessar", "perfurar como com uma lança". Além disso, o pranto aqui é aquele expresso pelos mortos: "como quem pranteia por um unigênito, e chorarão por ele, como se chora amargamente pelo primogênito."
[2] Essa passagem faz certamente surgir perguntas importantes. Se o termo hebraico para "traspassar" é "atravessar, matar",
[3] então quando Israel matou Jeová? E como o Criador do céu e da terra poderia ser morto por homens? Ao que parece, essa passagem, como Isaías 9.6, Miquéias 5.2, e outras, só pode ser explicada mediante a encarnação do próprio Deus: o Messias seria tanto Deus como homem.
Zacarias diz então que Israel irá compreender algum dia que na verdade mataram o seu Deus Jeová, e a nação começará a chorar amargamente por Ele, assim como uma família iria chorar a morte de seu único filho muito amado.
Essa profecia só se ajusta a Jesus Cristo. Por quê? Jesus Cristo é o único em toda a história israelita que
(1) afirmou ser Deus,
(2) afirmou ser o Messias, e
(3) foi realmente crucificado e morto pelos habitantes de Jerusalém.
Assim sendo, os judeus do Novo Testamento reconheceram que só Jesus cumpre as palavras dessa profecia. O apóstolo João escreveu: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai" (Jo 1.1,14). Jesus Cristo era a própria encarnação de Deus.
O apóstolo Paulo cria que Jesus era Deus e que Ele se propôs a morrer pelos nossos pecados. Paulo ensinou que Jesus era aquele que "subsistindo em forma de Deus... a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens... a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz" (Fp 2.6-8).
Finalmente, a profecia diz que toda a nação irá prantear e chorar amargamente pela morte deste que foi traspassado, "como se chora amargamente pelo primogênito". O povo judeu iria chorar por Ele como pela morte de um filho único se Ele não fosse realmente um de seus filhos judeus – como Jesus Cristo era?
E se o povo judeu viesse a reconhecer algum dia que Jesus era na verdade o seu Messias? E se eles compreendessem quem Ele realmente é? E se olhassem algum dia para Ele como Deus, "aquele a quem traspassaram"? Então a profecia de Zacarias não seria cumprida? Não haveria terrível choro em Jerusalém?
Lembre-se, Deus derrama o Seu Espírito sobre o Seu povo, a fim de que as pessoas venham a conhecer o Seu verdadeiro Messias, que as amou tanto que deu a Sua vida (traspassada) por elas. Nas palavras de Isaías: "o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Is 53.6).
Zacarias 12.10 foi reconhecido como messiânico pelos judeus?
O fato dessa profecia se referir ao Messias foi admitido pelos rabinos.
[4] Por exemplo, essa profecia, "...como também o versículo 12, foi aplicada ao Messias Filho de José, no Talmude (Sukk. 52a)..."
[5] Vemos aqui que alguns intérpretes, procurando evitar a clara implicação das palavras, tentaram aplicar essa passagem ao "outro" Messias que iria sofrer, o Messias Ben Joseph.
...os intérpretes posteriores aplicaram-na ao Messias Ben Joseph, ou ao Messias sofredor, a quem inventaram para satisfazer as passagens da Escritura que falam tão claramente dessa característica do Redentor prometido. Mas, como criam que esse Messias, filho de José, era um simples homem, viram-se frente à dificuldade de Jeová ter declarado "olharão para MIM, a quem traspassaram"; portanto, se ela se refere ao Messias, ele não pode ser um simples homem, mas deve ser divino.
[6] Enfatizamos novamente que, quando Jeová diz: "olharão para mim, a quem traspassaram", essa profecia se ajusta singularmente apenas a Jesus Cristo em toda a História humana.
A evidência nas Escrituras hebraicas prova que Jesus é o Messias. Deus deu essa evidência com centenas de anos de antecipação, a fim de podermos identificar o Seu Messias. As Escrituras ensinam que o Messias deu a Sua vida pagando o preço que a justiça divina exigia pelos nossos pecados. Jesus, o Messias, disse: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Para receber Jesus como seu Messias, seu Senhor e Salvador neste momento, você pode orar a Ele, entregando-Lhe sua vida. (John Ankerberg & John Weldon - http://www.ajesus.com.br/)
Notas:
1. Baron, Rays, 77.2. Delitzsch e Gloag, The Messiahship, Livro 2, 121.3. Keil e Delitzsch, The Minor Prophets, 388.4. T. V. Moore, (Zechariah, Haggai and Malachi (Carlisle, PA: Banner of Truth Trust, 1974), 199.5. Edersheim, The Life and Times of Jesus the Messiah (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1972), 737.6. Moore, Zechariah, 199-200.
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Out07

Pentecostes - Como é festejado atualmente

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O ABC de Shavout
Rabino Shraga Simmons
Um dos dias mais sagrados do ano judaico é também um dos menos conhecidos. Do que realmente se trata Shavuot?
É irônico saber que Shavuot seja um feriado tão pouco conhecido. Porque de fato, Shavuot celebra o único evento importante da história Judaica: a entrega da Torá no Monte Sinai.
Shavuot é a culminação das sete longas semanas da "contagem do Omer" que acontece depois de Pessach. O simples nome "Shavuot" quer dizer "semanas," em reconhecimento às semanas anteriores que prepararam o caminho para a experiência no Sinai. (Já que Shavuot ocorre 50 dias depois do primeiro dia de Páscoa, é às vezes conhecida como "Pentecostes," uma palavra grega que significa "o feriado de 50 dias”).
3,300 anos atrás, depois de deixar o Egito na noite de Pessach, os judeus viajaram no deserto de Sinai. Lá, toda a nação judaica, ou seja, 3 milhões de homens, mulheres e crianças, experimentaram diretamente a revelação divina:
E vos falou o Eterno no meio do fogo; som de palavras vós ouvistes, porém imagem alguma não vistes, tão somente uma voz. E vos anunciou a Sua aliança, que vos ordenou que a guardásseis, os dez pronunciamentos; e escreveu-os sobre duas tábuas de pedras. (Deuteronômio 4:12-13)
A entrega da Torá foi um evento de incríveis proporções que indelevelmente estamparam a nação judaica com um caráter, fé e destino singular. E nos 3,300 anos desde este evento, ideais da Torá como: monoteísmo, justiça, responsabilidade, se tornaram a base moral para a civilização Ocidental.
COMO COMEMORARTalvez a razão para a obscuridade de Shavuot seja porque este feriado não tem nenhum símbolo “óbvio" do dia, isto é, não tem Shofar, Sucá, Chanuká ou Menorá.
Em Shavuot, não há nenhum símbolo para nos distrair do foco central de vida judaica: a Torá. Então como comemoramos Shavuot? É um costume comum ficar acordado a noite inteira estudando Torá. E como a Torá é o caminho para a auto-perfeição,ou seja, para que melhoremos ainda mais, a noite de estudo de Shavuot é chamada Tikun Leil Shavuot, que significa "um ato de auto-aperfeiçoamento na noite de Shavuot."
Na sinagoga, na manhã de Shavuot, lemos o livro Bíblico de Ruth. Ruth era uma moça não-judia cujo amor por D’us e pela Torá a levou a se converter para o Judaísmo. A Torá insinua que as almas dos convertidos também estavam presentes no Sinai, como diz neste trecho: "E não somente convosco eu faço esta aliança e este juramento, mas com aquele que hoje está aqui presente diante do Eterno, nosso D’us, e com aquele que hoje não está aqui conosco”. (Deuteronômio. 29:13-14)
Ruth tem uma grande conexão com Shavuot, pois se tornou o antepassado do Rei David, que nasceu e morreu em Shavuot.
Em Shavuot é costume decorar a sinagoga com galhos e flores. Isto é porque no dia do recebimento da Torá, nasceram flores. A Bíblia também associa Shavuot com a colheita de trigo e frutas, e marca o oferecimento das primeiras frutas ao Templo Sagrado como uma expressão de ação de graças. (veja Êxodo 23:16, 34:22, Números 28:26)
COMIDAS DERIVADAS DE LEITEHá uma tradição judaica universal de que devemos comer comidas de leite em Shavuot. Há várias razões oferecidas por muitos estudiosos, umas mais convincentes do que as outras. Apresentamos aqui uma seleção:
1. O livro Bíblico Cântico dos Cânticos (4:11) se refere ao doce valor nutritivo da Torá dizendo: "Ela goteja de seus lábios, como mel e leite sob sua língua."
2. O verso em Êxodo 23:19 aproxima o feriado de Shavuot com a proibição de misturar carne e leite. Conseqüentemente em Shavuot, comemos refeições separadas, uma de leite e uma de carne.
Ao receber a Torá no Monte Sinai, os judeus ficaram, imediatamente, obrigados a cumprir as leis de Sh 'chitá, o abatimento de animais. Já que não tinham tempo para preparar a carne casher, comeram comidas de leite ao invés da carne.
PEREGRINAÇÃO AO MURO DAS LAMENTAÇÕESEm 1967, a Guerra dos Seis Dias terminou poucos dias antes de Shavuot. Israel recuperou o Muro das Lamentações, e pela primeira vez em 20 anos, os judeus puderam ter acesso ao seu local mais santo. Em Shavuot, o Muro das Lamentações foi aberto para visitas, e naquele memorável dia, mais de 200,000 judeus fizeram a pé, o trajeto até o Muro das lamentações. (Em Jerusalém, nos feriados judaicos, os carros e ônibus não funcionam).
Nos anos seguintes, esta "peregrinação pedestre" se tornou uma tradição que ocorre periodicamente. Logo cedo, na manhã de Shavuot, depois de uma noite cheia de estudos de Torá, as ruas de Jerusalém ficam repletas com dezenas de milhares de judeus que caminham para o Muro das Lamentações.
Esta tradição tem precedência Bíblica. Shavuot é um de três mais importantes festivais de peregrinação do Judaísmo, onde a nação inteira se junta em Jerusalém para celebrar e estudar.
23
Out07

Pentecostes - Como é festejado atualmente

wellcorp
O ABC de Shavout
Rabino Shraga Simmons
Um dos dias mais sagrados do ano judaico é também um dos menos conhecidos. Do que realmente se trata Shavuot?
É irônico saber que Shavuot seja um feriado tão pouco conhecido. Porque de fato, Shavuot celebra o único evento importante da história Judaica: a entrega da Torá no Monte Sinai.
Shavuot é a culminação das sete longas semanas da "contagem do Omer" que acontece depois de Pessach. O simples nome "Shavuot" quer dizer "semanas," em reconhecimento às semanas anteriores que prepararam o caminho para a experiência no Sinai. (Já que Shavuot ocorre 50 dias depois do primeiro dia de Páscoa, é às vezes conhecida como "Pentecostes," uma palavra grega que significa "o feriado de 50 dias”).
3,300 anos atrás, depois de deixar o Egito na noite de Pessach, os judeus viajaram no deserto de Sinai. Lá, toda a nação judaica, ou seja, 3 milhões de homens, mulheres e crianças, experimentaram diretamente a revelação divina:
E vos falou o Eterno no meio do fogo; som de palavras vós ouvistes, porém imagem alguma não vistes, tão somente uma voz. E vos anunciou a Sua aliança, que vos ordenou que a guardásseis, os dez pronunciamentos; e escreveu-os sobre duas tábuas de pedras. (Deuteronômio 4:12-13)
A entrega da Torá foi um evento de incríveis proporções que indelevelmente estamparam a nação judaica com um caráter, fé e destino singular. E nos 3,300 anos desde este evento, ideais da Torá como: monoteísmo, justiça, responsabilidade, se tornaram a base moral para a civilização Ocidental.
COMO COMEMORARTalvez a razão para a obscuridade de Shavuot seja porque este feriado não tem nenhum símbolo “óbvio" do dia, isto é, não tem Shofar, Sucá, Chanuká ou Menorá.
Em Shavuot, não há nenhum símbolo para nos distrair do foco central de vida judaica: a Torá. Então como comemoramos Shavuot? É um costume comum ficar acordado a noite inteira estudando Torá. E como a Torá é o caminho para a auto-perfeição,ou seja, para que melhoremos ainda mais, a noite de estudo de Shavuot é chamada Tikun Leil Shavuot, que significa "um ato de auto-aperfeiçoamento na noite de Shavuot."
Na sinagoga, na manhã de Shavuot, lemos o livro Bíblico de Ruth. Ruth era uma moça não-judia cujo amor por D’us e pela Torá a levou a se converter para o Judaísmo. A Torá insinua que as almas dos convertidos também estavam presentes no Sinai, como diz neste trecho: "E não somente convosco eu faço esta aliança e este juramento, mas com aquele que hoje está aqui presente diante do Eterno, nosso D’us, e com aquele que hoje não está aqui conosco”. (Deuteronômio. 29:13-14)
Ruth tem uma grande conexão com Shavuot, pois se tornou o antepassado do Rei David, que nasceu e morreu em Shavuot.
Em Shavuot é costume decorar a sinagoga com galhos e flores. Isto é porque no dia do recebimento da Torá, nasceram flores. A Bíblia também associa Shavuot com a colheita de trigo e frutas, e marca o oferecimento das primeiras frutas ao Templo Sagrado como uma expressão de ação de graças. (veja Êxodo 23:16, 34:22, Números 28:26)
COMIDAS DERIVADAS DE LEITEHá uma tradição judaica universal de que devemos comer comidas de leite em Shavuot. Há várias razões oferecidas por muitos estudiosos, umas mais convincentes do que as outras. Apresentamos aqui uma seleção:
1. O livro Bíblico Cântico dos Cânticos (4:11) se refere ao doce valor nutritivo da Torá dizendo: "Ela goteja de seus lábios, como mel e leite sob sua língua."
2. O verso em Êxodo 23:19 aproxima o feriado de Shavuot com a proibição de misturar carne e leite. Conseqüentemente em Shavuot, comemos refeições separadas, uma de leite e uma de carne.
Ao receber a Torá no Monte Sinai, os judeus ficaram, imediatamente, obrigados a cumprir as leis de Sh 'chitá, o abatimento de animais. Já que não tinham tempo para preparar a carne casher, comeram comidas de leite ao invés da carne.
PEREGRINAÇÃO AO MURO DAS LAMENTAÇÕESEm 1967, a Guerra dos Seis Dias terminou poucos dias antes de Shavuot. Israel recuperou o Muro das Lamentações, e pela primeira vez em 20 anos, os judeus puderam ter acesso ao seu local mais santo. Em Shavuot, o Muro das Lamentações foi aberto para visitas, e naquele memorável dia, mais de 200,000 judeus fizeram a pé, o trajeto até o Muro das lamentações. (Em Jerusalém, nos feriados judaicos, os carros e ônibus não funcionam).
Nos anos seguintes, esta "peregrinação pedestre" se tornou uma tradição que ocorre periodicamente. Logo cedo, na manhã de Shavuot, depois de uma noite cheia de estudos de Torá, as ruas de Jerusalém ficam repletas com dezenas de milhares de judeus que caminham para o Muro das Lamentações.
Esta tradição tem precedência Bíblica. Shavuot é um de três mais importantes festivais de peregrinação do Judaísmo, onde a nação inteira se junta em Jerusalém para celebrar e estudar.
23
Out07

Purim

wellcorp
O ABC de Purim
por Rabino Shraga Simons
Purim é o feriado judaico mais dramático e repleto de alegria. Pois, em que outra data podemos nos vestir de coelhinho e comer doces em forma de triângulos recheados com ameixas secas e sementes de papoula?
Purim acontece no dia 14 de Adar. (Nas cidades cercadas como Jerusalém, "Shushan Purim" é comemorado no dia 15 de Adar.)O principal evento é a leitura do Livro de Esther. Localizada na Pérsia, há 2,300 anos atrás, a "Megillá" (como é denominada normalmente) reconta como uma série de acontecimentos aparentemente sem conexão ocorreu para salvar o povo judeu da aniquilação. A versão resumida é a seguinte:Quando o Rei Achashverosh fez uma longa festa de seis meses e a rainha se recusou a obedecer a suas ordens, ela foi substituída por uma nova rainha: Esther, a judia. O tio de Esther, Mordechai, o líder dos judeus, descobre uma conspiração para matar o rei, o que o coloca numa posição favorável com o rei. Tudo isso acontece ao mesmo tempo em Haman, o mais importante conselheiro do rei, consegue um decreto para matar todos os judeus. No final, através de uma complexa mistura de eventos, Esther consegue inverter o decreto de Haman e este é enforcado, tornando Mordechai o Primeiro Ministro.O nome Megillat Esther (pergaminho do de Esther) significa "revelar o que está escondido." E diferentemente dos outros livros da Bíblia, na Megillat Esther o nome de D’us não é mencionado nenhuma vez. A mão escondida de D’us é revelada pelo labirinto de eventos. Não existem coincidências.A Megillat Esther nos ensina que a vida nos desafia para que possamos dar o que há de melhor em nós, e o que parece como obstáculos são realmente oportunidades para nos desenvolvermos para melhor. E tudo isso vem da mão invisível de D’us, que guia nosso destino e cada passo que damos.
A CELEBRAÇÃO DE PURIM HOJE EM DIA
Há quatro mitzvot específicas para o feriado de Purim:
Ouvir a leitura da Megillá (pergaminho de Esther)
“Comer, beber e estar alegre (a refeição festiva de Purim)”.
Enviar comida para os amigos (Mishloach Manot)
Dar presente aos pobres (Matanot La 'evionim)
A leitura do Livro de Esther é feita na noite de Purim e novamente no dia seguinte. Cada palavra deve ser claramente ouvida. A leitura é feita na sinagoga, porque quanto maior for o público, maior é a publicidade que o milagre de nossa salvação recebe. Na manhã de Purim, corremos pela cidade visitando amigos e entregando saborosos presentes: o Mishloach Manot. Purim é o dia em que estendemos a mão e abraçamos nossos companheiros judeus, independente de quaisquer diferenças religiosas ou sociais. Afinal, Haman não nos discriminou... e é por isso que é bom darmos presentes particularmente às pessoas as quais tivemos uma discussão ou para alguém novo na comunidade que precisa de um novo amigo. Também é uma mitzvá especial de Purim darmos presentes normalmente em dinheiro para os pobres. Pois o povo judeu é um só, não podemos desfrutar o feriado se as pessoas mais necessitadas não têm o suficiente para fazê-lo.Aí vem o final do dia, a refeição festiva. Comemos o máximo que podemos, tudo o que for possível, e suprimimos nossos corpos, pois eram os corpos dos judeus que Haman queria destruir. Também deve-se beber em Purim até não se saber a diferença entre “amaldiçoado Haman” e “abençoado Mordechai”. Em outras palavras, somos obrigados a beber até o momento em que não saibamos mais a diferença entre o bem e o mal.
Vestimos fantasias para enfraquecermos nossas defesas e nos abrirmos para a realidade mais profunda de nós mesmos e do mundo. Todos nossos problemas e imperfeições na vida se misturam em bondade até que se tornem uma expressão unificada da infinita perfeição de D’us. Não existe nenhum outro feriado como Purim!

http://www.aishbrasil.com.br/new/artigo_abc.asp
23
Out07

Purim

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O ABC de Purim
por Rabino Shraga Simons
Purim é o feriado judaico mais dramático e repleto de alegria. Pois, em que outra data podemos nos vestir de coelhinho e comer doces em forma de triângulos recheados com ameixas secas e sementes de papoula?
Purim acontece no dia 14 de Adar. (Nas cidades cercadas como Jerusalém, "Shushan Purim" é comemorado no dia 15 de Adar.)O principal evento é a leitura do Livro de Esther. Localizada na Pérsia, há 2,300 anos atrás, a "Megillá" (como é denominada normalmente) reconta como uma série de acontecimentos aparentemente sem conexão ocorreu para salvar o povo judeu da aniquilação. A versão resumida é a seguinte:Quando o Rei Achashverosh fez uma longa festa de seis meses e a rainha se recusou a obedecer a suas ordens, ela foi substituída por uma nova rainha: Esther, a judia. O tio de Esther, Mordechai, o líder dos judeus, descobre uma conspiração para matar o rei, o que o coloca numa posição favorável com o rei. Tudo isso acontece ao mesmo tempo em Haman, o mais importante conselheiro do rei, consegue um decreto para matar todos os judeus. No final, através de uma complexa mistura de eventos, Esther consegue inverter o decreto de Haman e este é enforcado, tornando Mordechai o Primeiro Ministro.O nome Megillat Esther (pergaminho do de Esther) significa "revelar o que está escondido." E diferentemente dos outros livros da Bíblia, na Megillat Esther o nome de D’us não é mencionado nenhuma vez. A mão escondida de D’us é revelada pelo labirinto de eventos. Não existem coincidências.A Megillat Esther nos ensina que a vida nos desafia para que possamos dar o que há de melhor em nós, e o que parece como obstáculos são realmente oportunidades para nos desenvolvermos para melhor. E tudo isso vem da mão invisível de D’us, que guia nosso destino e cada passo que damos.
A CELEBRAÇÃO DE PURIM HOJE EM DIA
Há quatro mitzvot específicas para o feriado de Purim:
Ouvir a leitura da Megillá (pergaminho de Esther)
“Comer, beber e estar alegre (a refeição festiva de Purim)”.
Enviar comida para os amigos (Mishloach Manot)
Dar presente aos pobres (Matanot La 'evionim)
A leitura do Livro de Esther é feita na noite de Purim e novamente no dia seguinte. Cada palavra deve ser claramente ouvida. A leitura é feita na sinagoga, porque quanto maior for o público, maior é a publicidade que o milagre de nossa salvação recebe. Na manhã de Purim, corremos pela cidade visitando amigos e entregando saborosos presentes: o Mishloach Manot. Purim é o dia em que estendemos a mão e abraçamos nossos companheiros judeus, independente de quaisquer diferenças religiosas ou sociais. Afinal, Haman não nos discriminou... e é por isso que é bom darmos presentes particularmente às pessoas as quais tivemos uma discussão ou para alguém novo na comunidade que precisa de um novo amigo. Também é uma mitzvá especial de Purim darmos presentes normalmente em dinheiro para os pobres. Pois o povo judeu é um só, não podemos desfrutar o feriado se as pessoas mais necessitadas não têm o suficiente para fazê-lo.Aí vem o final do dia, a refeição festiva. Comemos o máximo que podemos, tudo o que for possível, e suprimimos nossos corpos, pois eram os corpos dos judeus que Haman queria destruir. Também deve-se beber em Purim até não se saber a diferença entre “amaldiçoado Haman” e “abençoado Mordechai”. Em outras palavras, somos obrigados a beber até o momento em que não saibamos mais a diferença entre o bem e o mal.
Vestimos fantasias para enfraquecermos nossas defesas e nos abrirmos para a realidade mais profunda de nós mesmos e do mundo. Todos nossos problemas e imperfeições na vida se misturam em bondade até que se tornem uma expressão unificada da infinita perfeição de D’us. Não existe nenhum outro feriado como Purim!

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