Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Welington Corporation

Um Blog de poesia, imagens estudos das Escrituras, mensagens e textos engraçados

Um Blog de poesia, imagens estudos das Escrituras, mensagens e textos engraçados

Welington Corporation

06
Nov07

Manifesto nacional para um novo cinema brasileiro

wellcorp
Manifesto nacional para um Novo Cinema Brasileiro.

Cinema nacional tem sido há anos sinônimo de pornochanchada. Quando minhas filhas perguntam qual o filme que vai passar no cinema, a primeira questão é “é brasileiro? Porque se for não vai ter nada que presta.”. O “não vai ter nada que presta” das minhas adolescentes é uma declaração fática do conteúdo inexplicavelmente voltado a temáticas de sexo urbano, violência demasiada, drogas, prostituição, tortura, degradação social, loucura, desajustamento, alienação, corrupção, desesperança. Mesmo os filmes infantis carecem do mínimo de coerência, as mensagens mais profundas são imagens voltadas a não extinção das baleias, e as imagens que poderiam refletir algo mais profundo, diluídos em uma trama desprovida de poesia, desconectada com a musica, idiotizada por uma mistura de arte circense desprovida de poesia, com artificialismo temático.
A cada ano se repetem e se aprofundam discussões repletas de temática constrangedora, como se a vida se refletisse numa constante tentativa de causar constrangimento. O cinema brasileiro continuamente e exaustivamente reflete uma amargura que desafia a capacidade da imaginação do mais deprimido dos cineastas. Uma multidão de gente amargurada bate palmas e agracia de bom-grado cada nova produção que exalte o sofrimento, a diferença, evoque o passado de ditadura, componhas odes a qualquer trato desumano e injustiça com requintes de crueldade. A meia-noite tomarei tua alma, clássico do horror trash brasileiro, se reproduz nas consciências e forma a mítica de uma tradição que configura uma sucessão filmográfica de um intransigente “cinema de manifesto social”. Essa escuridão parece ser refletida em cada novo cineasta que nasce no Brasil. Como se o cinema nacional estivesse debaixo de uma maldição. Até quando, então, se fará “cinema maldito” das produções nacionais? Nós não fazemos musicais. Se os fazemos o corrompemos com alguma cena de sexo desnecessária, mesmo quando toda a trama é feita para adolescentes. NÃO POSSUÍMOS UM CINEMA ADOLESCENTE OU INFANTIL NO BRASIL. Por outro lado, quem é que rotulou o ADULTO como possuidores de apetites mórbidos? Quem rotulou de cinema adulto, uma continua lamentação, um eterno revival de Nelson Rodrigues, quem é que escravizou os cinéfilos brasileiros a eterna visualização de uma agressão visual denominada manifesto social? Quem foi que resumiu a nossa cultura, nossas artes, nossa poesia, nossos ideiais, nosso lirismo, nossa inocência, nossa capacidade de amar, quem REDUZIU toda a manifestação de vida, e interação social a uma sucessão de prostíbulos, adultérios, corrupção moral, falsidade e violência, pobreza ou disparidades sociais? Até os ricos somente são mostrados em nosso cinema como estereótipos de superficialidade, amantes do nada, como se uma piscina lhes bastasse e possuindo em uma das mãos uma garrafa de algum vinho caro qualquer. O cinema brasileiro ama mostrar o PODER e o seu mal uso. Mas pouco parece saber sobre idoneidade ou honestidade. Retrata a perversão, mas não retrata as pequenas histórias. As pequenas grandes histórias.Os gestos do cinema brasileiro culminam no obsceno. Não sabem transcrever em poesia movimentos femininos. Quando uma mão é oferecida, na outra há uma faca. Escravizou-se ao clichê da infelicidade. Na perda. Na destruição. Na desestruturação. No intenso sofrimento e na absoluta solidão de seus protagonistas. Nosso cinema está doente, extremamente doente. Ele é repulsivamente tomado de sintomas de tristeza, opressão, medo e angustia, desesperança na humanidade, desconfiança e intolerância. Os sintomas de suas extremas enfermidades são notórios, constatáveis em qualquer locadora em qualquer esquina. Como se os cineastas de nosso ontem tivessem crescido a luz das novelas da rede globo. As feridas crescentes da exposição contínua a uma visão deturpada da vida, a perpetuação da pornochanchada no novelesco, a ênfase demasiada em coisas que acrescentam muito pouco, mortificaram a poesia, o lirismo, e, sobretudo, a inocência do cinema nacional. Tão grave é essa doença, que lanço um desafio que nada mais é que um exame que define o grau de contaminação do cinema nacional, da incapacidade de contar histórias que falem ao coração, desprovidas de sacanagem ou de linguagem chula. Nossos filmes primam pelo palavrão, como se as palavras tivessem feito neles, do ódio sua profissão.

Desafio os cineastas brasileiros a tentarem repetir algo que se assemelhe:

Happy Feet.
Duas Vidas
Stardust
A espera de um milagre
Celular
Orgulho e Preconceito
Casamento Grego
O diário da Princesa
A viagem de Chirriro
O castelo encantado
Moulin Rouge
Alta freqüência
Perfume de mulher
Memórias de uma Gueixa
O clã das Adagas voadoras
O tigre e o Dragão
Herói
A noiva cadáver
Eduard mãos de tesoura
Piratas do caribe
Enquanto você dormia
De volta para o futuro

Não conseguiriam. O pingüim teria morrido enquanto viajava no mar. O garoto de duas vidas teria crescido e morrido de cirrose em algum hospital público.
A estrela teria seu coração arrancado e comido pelas bruxas.
Tudo isso devidamente preludiado por alguma traição estúpida, de nudez e sexo de adolescentes, precedida de uma linguagem tão suave como a diarréia de uma elefanta moribunda. E tão pervertida como as atitudes dos freqüentadores dos bórdeis indianos.

O cinema nacional entende que as mãos foram feitas para mandar alguém enfiar o dedo no lugar onde o sol nunca brilha. Que a maioria das sessões serão assistidas por urologistas, protologistas, ginecologistas ou por alguém que duvide de sua própria origem. O cineasta brasileiro crê sinceramente que roupas são para serem despidas, que todo ser humano tem o seu preço, dando preferência para os que custarem menos. As grandes produções nacionais são exibidas em guetos. Mas não possuem poesia e inocência suficientes para constarem como acervos da humanidade. O cineasta brasileiro não sabe contar uma história sem prostituição. Sem drogas. Sem tortura. Desconhece o valor da parábola. Do tipo, da ilustração. Não conhece o simbolismo da dança, ou as imagens do musicais. Sempre apresenta uma imagem pobre, porque até visualmente é incapaz de transmitir inocência. E mesmo que assim o faça, haverá alguma cena de pedofilia instantes depois do abraço entre dois irmãos. Esse manifesto é grave, é uma acusação e um movimento que busca restaurar ou produzir um cinema nacional inocente. Que não tenha uma mensagem subliminar de sacanagem por detrás dos créditos, que não traduza uma filosofia de desesperança, que não propague a vanguarda como a infelicidade e o infortúnio como ancoradouro. Falta alegria de viver, faltam imagens no imaginário nacional, pelo qual crianças possam exercer sua imaginação e fortalecer seus ideiais. Uma mensagem de tremenda desesperança e hediondo desânimo tem sido passada em cada sala de cinema, a cada produção, a cada festival, em cada escolha de financiamento de novas produções, feitas por órgãos e instituições que deveriam repensar os critérios de aceitação das obras audiovisuais que intentam financiar. Porque empresas e até o governo estão financiando uma mensagem de desesperança, as vezes manifesta, as vezes dissimulada em nossas produções nacionais.
Esse manifesto é mais que um manifesto moral. Porque se fosse só moral, não bastaria para amenizar a liturgia da depressão instituída em nossas produções. Não bastaria para incentivar o idílico em nossos autores. Nem mudar a essência de sua mensagem. O cinema deveria ser levado para as ruas. Mas se for o nacional, as crianças devem ser escondidas nas casas. A denúncia de atrocidades passadas, é tratada a luz dos holofotes e atenuação do sadismo despretensioso é feito aos gemidos de prazer com culpa. A filmografia brasileira é sempre um monte de retalhos sujos de sangue em ambos os casos. Cinema não é teatro do absurdo. Cinema de entretenimento é deixar que imagens resgatem o absurdo que é a vida manifesta, em meio a insanidade do cotidiano. Nossos filhos e filhas não deveriam ir ao cinema para lembrarem das suas ruas manchadas de violência, mas para contemplá-las como estas um dia poderiam ser. Mas nossos cineastas desaprenderam a sonhar, e se tornaram mestres em pesadelos. Não que Holliwood seja escola sagrada digna de aceitação ou crédito, não que a cada dia os cinemas e locadoras não sejam invadidos de filmes sobre tortura e dor, sobre corpos que se despedaçam e sobre milhares de litros de sangue derramado. Mas não é isso cinema visceral. Porque vísceras espalhadas não possuem poesia senão para feiticeiros de tempos da antiguidade. Mas ainda é tempo de que uma nova geração de cineastas descubra que vale a pena anunciar a vida, e não a morte, como necessidade premente de nossa sociedade. A depressão é o mal do século, o suicídio cada vez mais tornado uma opção,

Os pais de sua namorada exigiram o fim daquela relação
Que já durava cinco meses de muito carinho e reprovação
Sempre que se chateava cortava os braços com gilete pra chamar à atenção
Tinha carência afetiva, achava que seus pais gostavam mais do irmão
Um dia olhou pela janela, imaginou como seria o seu vôo até o chão
Mas quando pensou na sujeira que ela causaria, desistiu, foi ver televisão
Tinha que engravidar, criar, envelhecer
Morrer como todos esperavam
Tinha que renunciar, agradar, obedecer
Vencer como todos desejavam

Até que ela partiu
Ela partiu pra bem longe
Pra distante o bastante pra suportar
Ela partiu
Ela partiu pra bem longe
Tão distante parada no mesmo lugar
(Onde nunca deixou de estar)
Ela partiu
Ela partiu ao meio

Ensaiou o que diria se um dia fosse "artista
homenageada no Faustão"
Enxugaria as lágrimas, abraçaria amigos
e a mãe teria o seu perdão
Voltando a realidade, ela encontrava um quadro que não tinha muita solução
Se achava velha, muito nova, gorda ou muito feia, sempre inadeqüada pra situação

Até que ela partiu
Ela partiu pra bem longe
Pra distante o bastante pra suportar
Ela partiu
Ela partiu pra bem longe
Tão distante parada no mesmo lugar
(Onde nunca deixou de estar)
Ela partiu
Ela partiu ao meio.

Jay Vaquer

E essa é a síntese do cinema brasileiro, sua vocação, seu enredo, seu evangelho. Sua noção. Há uma mentira crônica nas verdades manifestas no cinema nacional. Há uma leviandade extrema no despir-se de preconceitos, na liberdade de expressão que inexoravelmente sempre toca a mesma monótona melodia. Há um lamento pregresso, um incomodo sentimento com relação a realização. Jay Vaquer de modo infeliz, consciente ou não, desdenha em sua musica, motivos magistrais, como se quisesse substituir a sinfonia da vida pelo desejo de quem não nasceu e nem pertence a si.

Tinha que engravidar, criar, envelhecer
Morrer como todos esperavam
Tinha que renunciar, agradar, obedecer
Vencer como todos desejavam
Como se a menina não quisesse vencer. Como se a vida fosse um mal a ser suportado. Como se fosse EXTERNO (como todos esperavam) a vontade de superar obstáculos e o desejo de respirar. A vontade de viver desdenha da dor. A loucura abraça a morte como solução, quando a vida já não consegue se expressar. Não o contrário.
Há um conteúdo ético que devia ser respeitado, que é consciência da capacidade didática que as imagens possuem. Na velha China, poucos cineastas, décadas sem assistir a filmes estrangeiros, as crianças cresciam assistindo aos velhos filmes de artes marciais, as arriscadas danças e coreografias marcadas pelo ritmo de tambores. Nas histórias de lutas, que na verdade EVOCAM parábolas à platéia chinesa (recurso aparentemente desconhecido de nossos aspirantes a diretores e roteiristas) certa feita, resolveram contar a história de um samurai que lutava com um braço só. E era invencível. Essa pequena historieta inverossímil, absurda aos olhos ocidentais ficou marcada numa geração de chineses. Quando vinham as adversidades, alguns se lembravam do samurai aleijado e diziam para si mesmo que se ele venceu com um só braço, porque eles que tinham dois, iriam desistir?

Fica aqui o início de um movimento, para a purificação do cinema nacional, para que haja filmes com melhores motivos, para a adequação da linguagem, pelo resgate da poesia, para que os que hoje contam histórias através de imagens em movimento parem de fazer figuras obscenas com as sombras de suas mãos projetadas no fundo branco. Para que sua criatividade supere sua incredulidade, para que a imaginação seja engrandecida e que os feitos sejam contados sem a banalização dos personagens por absoluta grosseria dos seus idealizadores. Pela qualidade do cinema nacional, com liberdade para a fantasia, para que a violência seja sugerida e não manifesta em braços arrancados, para que o corpo humano e cada relacionamento sejam retratados com a dignidade com que as gerações passadas tiveram a desgraçada sina de menosprezar.
Por um cinema melhor, onde haja um clamor por justiça, que não seja subjugado pela perversão sexual, que não seja sublevado por conteúdos impróprios para a finalidade que se destinam. Para que parem de chamar de estragar idéias, de jogar no chão enredos, de cuspir em roteiros que tinham tudo para poderem ser exibidos em qualquer lugar a qualquer hora, mas não o são pela babaquice de cineastas que não se contém em mostrar uma cena que não tem nada, absolutamente nada a ver. Para que nossos cineastas e roteiristas sejam cuidadosos. Sejam coerentes, saibam exercer a arte
da dramaturgia sem desmerecê-la.

Por um cinema brasileiro mais honroso. Ou pelo menos mais honrado.


Welington Corporation http://www.wellcorp.blogspot.com/
06
Nov07

Manifesto nacional para um novo cinema brasileiro

wellcorp
Manifesto nacional para um Novo Cinema Brasileiro.

Cinema nacional tem sido há anos sinônimo de pornochanchada. Quando minhas filhas perguntam qual o filme que vai passar no cinema, a primeira questão é “é brasileiro? Porque se for não vai ter nada que presta.”. O “não vai ter nada que presta” das minhas adolescentes é uma declaração fática do conteúdo inexplicavelmente voltado a temáticas de sexo urbano, violência demasiada, drogas, prostituição, tortura, degradação social, loucura, desajustamento, alienação, corrupção, desesperança. Mesmo os filmes infantis carecem do mínimo de coerência, as mensagens mais profundas são imagens voltadas a não extinção das baleias, e as imagens que poderiam refletir algo mais profundo, diluídos em uma trama desprovida de poesia, desconectada com a musica, idiotizada por uma mistura de arte circense desprovida de poesia, com artificialismo temático.
A cada ano se repetem e se aprofundam discussões repletas de temática constrangedora, como se a vida se refletisse numa constante tentativa de causar constrangimento. O cinema brasileiro continuamente e exaustivamente reflete uma amargura que desafia a capacidade da imaginação do mais deprimido dos cineastas. Uma multidão de gente amargurada bate palmas e agracia de bom-grado cada nova produção que exalte o sofrimento, a diferença, evoque o passado de ditadura, componhas odes a qualquer trato desumano e injustiça com requintes de crueldade. A meia-noite tomarei tua alma, clássico do horror trash brasileiro, se reproduz nas consciências e forma a mítica de uma tradição que configura uma sucessão filmográfica de um intransigente “cinema de manifesto social”. Essa escuridão parece ser refletida em cada novo cineasta que nasce no Brasil. Como se o cinema nacional estivesse debaixo de uma maldição. Até quando, então, se fará “cinema maldito” das produções nacionais? Nós não fazemos musicais. Se os fazemos o corrompemos com alguma cena de sexo desnecessária, mesmo quando toda a trama é feita para adolescentes. NÃO POSSUÍMOS UM CINEMA ADOLESCENTE OU INFANTIL NO BRASIL. Por outro lado, quem é que rotulou o ADULTO como possuidores de apetites mórbidos? Quem rotulou de cinema adulto, uma continua lamentação, um eterno revival de Nelson Rodrigues, quem é que escravizou os cinéfilos brasileiros a eterna visualização de uma agressão visual denominada manifesto social? Quem foi que resumiu a nossa cultura, nossas artes, nossa poesia, nossos ideiais, nosso lirismo, nossa inocência, nossa capacidade de amar, quem REDUZIU toda a manifestação de vida, e interação social a uma sucessão de prostíbulos, adultérios, corrupção moral, falsidade e violência, pobreza ou disparidades sociais? Até os ricos somente são mostrados em nosso cinema como estereótipos de superficialidade, amantes do nada, como se uma piscina lhes bastasse e possuindo em uma das mãos uma garrafa de algum vinho caro qualquer. O cinema brasileiro ama mostrar o PODER e o seu mal uso. Mas pouco parece saber sobre idoneidade ou honestidade. Retrata a perversão, mas não retrata as pequenas histórias. As pequenas grandes histórias.Os gestos do cinema brasileiro culminam no obsceno. Não sabem transcrever em poesia movimentos femininos. Quando uma mão é oferecida, na outra há uma faca. Escravizou-se ao clichê da infelicidade. Na perda. Na destruição. Na desestruturação. No intenso sofrimento e na absoluta solidão de seus protagonistas. Nosso cinema está doente, extremamente doente. Ele é repulsivamente tomado de sintomas de tristeza, opressão, medo e angustia, desesperança na humanidade, desconfiança e intolerância. Os sintomas de suas extremas enfermidades são notórios, constatáveis em qualquer locadora em qualquer esquina. Como se os cineastas de nosso ontem tivessem crescido a luz das novelas da rede globo. As feridas crescentes da exposição contínua a uma visão deturpada da vida, a perpetuação da pornochanchada no novelesco, a ênfase demasiada em coisas que acrescentam muito pouco, mortificaram a poesia, o lirismo, e, sobretudo, a inocência do cinema nacional. Tão grave é essa doença, que lanço um desafio que nada mais é que um exame que define o grau de contaminação do cinema nacional, da incapacidade de contar histórias que falem ao coração, desprovidas de sacanagem ou de linguagem chula. Nossos filmes primam pelo palavrão, como se as palavras tivessem feito neles, do ódio sua profissão.

Desafio os cineastas brasileiros a tentarem repetir algo que se assemelhe:

Happy Feet.
Duas Vidas
Stardust
A espera de um milagre
Celular
Orgulho e Preconceito
Casamento Grego
O diário da Princesa
A viagem de Chirriro
O castelo encantado
Moulin Rouge
Alta freqüência
Perfume de mulher
Memórias de uma Gueixa
O clã das Adagas voadoras
O tigre e o Dragão
Herói
A noiva cadáver
Eduard mãos de tesoura
Piratas do caribe
Enquanto você dormia
De volta para o futuro

Não conseguiriam. O pingüim teria morrido enquanto viajava no mar. O garoto de duas vidas teria crescido e morrido de cirrose em algum hospital público.
A estrela teria seu coração arrancado e comido pelas bruxas.
Tudo isso devidamente preludiado por alguma traição estúpida, de nudez e sexo de adolescentes, precedida de uma linguagem tão suave como a diarréia de uma elefanta moribunda. E tão pervertida como as atitudes dos freqüentadores dos bórdeis indianos.

O cinema nacional entende que as mãos foram feitas para mandar alguém enfiar o dedo no lugar onde o sol nunca brilha. Que a maioria das sessões serão assistidas por urologistas, protologistas, ginecologistas ou por alguém que duvide de sua própria origem. O cineasta brasileiro crê sinceramente que roupas são para serem despidas, que todo ser humano tem o seu preço, dando preferência para os que custarem menos. As grandes produções nacionais são exibidas em guetos. Mas não possuem poesia e inocência suficientes para constarem como acervos da humanidade. O cineasta brasileiro não sabe contar uma história sem prostituição. Sem drogas. Sem tortura. Desconhece o valor da parábola. Do tipo, da ilustração. Não conhece o simbolismo da dança, ou as imagens do musicais. Sempre apresenta uma imagem pobre, porque até visualmente é incapaz de transmitir inocência. E mesmo que assim o faça, haverá alguma cena de pedofilia instantes depois do abraço entre dois irmãos. Esse manifesto é grave, é uma acusação e um movimento que busca restaurar ou produzir um cinema nacional inocente. Que não tenha uma mensagem subliminar de sacanagem por detrás dos créditos, que não traduza uma filosofia de desesperança, que não propague a vanguarda como a infelicidade e o infortúnio como ancoradouro. Falta alegria de viver, faltam imagens no imaginário nacional, pelo qual crianças possam exercer sua imaginação e fortalecer seus ideiais. Uma mensagem de tremenda desesperança e hediondo desânimo tem sido passada em cada sala de cinema, a cada produção, a cada festival, em cada escolha de financiamento de novas produções, feitas por órgãos e instituições que deveriam repensar os critérios de aceitação das obras audiovisuais que intentam financiar. Porque empresas e até o governo estão financiando uma mensagem de desesperança, as vezes manifesta, as vezes dissimulada em nossas produções nacionais.
Esse manifesto é mais que um manifesto moral. Porque se fosse só moral, não bastaria para amenizar a liturgia da depressão instituída em nossas produções. Não bastaria para incentivar o idílico em nossos autores. Nem mudar a essência de sua mensagem. O cinema deveria ser levado para as ruas. Mas se for o nacional, as crianças devem ser escondidas nas casas. A denúncia de atrocidades passadas, é tratada a luz dos holofotes e atenuação do sadismo despretensioso é feito aos gemidos de prazer com culpa. A filmografia brasileira é sempre um monte de retalhos sujos de sangue em ambos os casos. Cinema não é teatro do absurdo. Cinema de entretenimento é deixar que imagens resgatem o absurdo que é a vida manifesta, em meio a insanidade do cotidiano. Nossos filhos e filhas não deveriam ir ao cinema para lembrarem das suas ruas manchadas de violência, mas para contemplá-las como estas um dia poderiam ser. Mas nossos cineastas desaprenderam a sonhar, e se tornaram mestres em pesadelos. Não que Holliwood seja escola sagrada digna de aceitação ou crédito, não que a cada dia os cinemas e locadoras não sejam invadidos de filmes sobre tortura e dor, sobre corpos que se despedaçam e sobre milhares de litros de sangue derramado. Mas não é isso cinema visceral. Porque vísceras espalhadas não possuem poesia senão para feiticeiros de tempos da antiguidade. Mas ainda é tempo de que uma nova geração de cineastas descubra que vale a pena anunciar a vida, e não a morte, como necessidade premente de nossa sociedade. A depressão é o mal do século, o suicídio cada vez mais tornado uma opção,

Os pais de sua namorada exigiram o fim daquela relação
Que já durava cinco meses de muito carinho e reprovação
Sempre que se chateava cortava os braços com gilete pra chamar à atenção
Tinha carência afetiva, achava que seus pais gostavam mais do irmão
Um dia olhou pela janela, imaginou como seria o seu vôo até o chão
Mas quando pensou na sujeira que ela causaria, desistiu, foi ver televisão
Tinha que engravidar, criar, envelhecer
Morrer como todos esperavam
Tinha que renunciar, agradar, obedecer
Vencer como todos desejavam

Até que ela partiu
Ela partiu pra bem longe
Pra distante o bastante pra suportar
Ela partiu
Ela partiu pra bem longe
Tão distante parada no mesmo lugar
(Onde nunca deixou de estar)
Ela partiu
Ela partiu ao meio

Ensaiou o que diria se um dia fosse "artista
homenageada no Faustão"
Enxugaria as lágrimas, abraçaria amigos
e a mãe teria o seu perdão
Voltando a realidade, ela encontrava um quadro que não tinha muita solução
Se achava velha, muito nova, gorda ou muito feia, sempre inadeqüada pra situação

Até que ela partiu
Ela partiu pra bem longe
Pra distante o bastante pra suportar
Ela partiu
Ela partiu pra bem longe
Tão distante parada no mesmo lugar
(Onde nunca deixou de estar)
Ela partiu
Ela partiu ao meio.

Jay Vaquer

E essa é a síntese do cinema brasileiro, sua vocação, seu enredo, seu evangelho. Sua noção. Há uma mentira crônica nas verdades manifestas no cinema nacional. Há uma leviandade extrema no despir-se de preconceitos, na liberdade de expressão que inexoravelmente sempre toca a mesma monótona melodia. Há um lamento pregresso, um incomodo sentimento com relação a realização. Jay Vaquer de modo infeliz, consciente ou não, desdenha em sua musica, motivos magistrais, como se quisesse substituir a sinfonia da vida pelo desejo de quem não nasceu e nem pertence a si.

Tinha que engravidar, criar, envelhecer
Morrer como todos esperavam
Tinha que renunciar, agradar, obedecer
Vencer como todos desejavam
Como se a menina não quisesse vencer. Como se a vida fosse um mal a ser suportado. Como se fosse EXTERNO (como todos esperavam) a vontade de superar obstáculos e o desejo de respirar. A vontade de viver desdenha da dor. A loucura abraça a morte como solução, quando a vida já não consegue se expressar. Não o contrário.
Há um conteúdo ético que devia ser respeitado, que é consciência da capacidade didática que as imagens possuem. Na velha China, poucos cineastas, décadas sem assistir a filmes estrangeiros, as crianças cresciam assistindo aos velhos filmes de artes marciais, as arriscadas danças e coreografias marcadas pelo ritmo de tambores. Nas histórias de lutas, que na verdade EVOCAM parábolas à platéia chinesa (recurso aparentemente desconhecido de nossos aspirantes a diretores e roteiristas) certa feita, resolveram contar a história de um samurai que lutava com um braço só. E era invencível. Essa pequena historieta inverossímil, absurda aos olhos ocidentais ficou marcada numa geração de chineses. Quando vinham as adversidades, alguns se lembravam do samurai aleijado e diziam para si mesmo que se ele venceu com um só braço, porque eles que tinham dois, iriam desistir?

Fica aqui o início de um movimento, para a purificação do cinema nacional, para que haja filmes com melhores motivos, para a adequação da linguagem, pelo resgate da poesia, para que os que hoje contam histórias através de imagens em movimento parem de fazer figuras obscenas com as sombras de suas mãos projetadas no fundo branco. Para que sua criatividade supere sua incredulidade, para que a imaginação seja engrandecida e que os feitos sejam contados sem a banalização dos personagens por absoluta grosseria dos seus idealizadores. Pela qualidade do cinema nacional, com liberdade para a fantasia, para que a violência seja sugerida e não manifesta em braços arrancados, para que o corpo humano e cada relacionamento sejam retratados com a dignidade com que as gerações passadas tiveram a desgraçada sina de menosprezar.
Por um cinema melhor, onde haja um clamor por justiça, que não seja subjugado pela perversão sexual, que não seja sublevado por conteúdos impróprios para a finalidade que se destinam. Para que parem de chamar de estragar idéias, de jogar no chão enredos, de cuspir em roteiros que tinham tudo para poderem ser exibidos em qualquer lugar a qualquer hora, mas não o são pela babaquice de cineastas que não se contém em mostrar uma cena que não tem nada, absolutamente nada a ver. Para que nossos cineastas e roteiristas sejam cuidadosos. Sejam coerentes, saibam exercer a arte
da dramaturgia sem desmerecê-la.

Por um cinema brasileiro mais honroso. Ou pelo menos mais honrado.


Welington Corporation http://www.wellcorp.blogspot.com/
01
Nov07

Sobre a tal da Salvação Incondicional

wellcorp





E G S.

Essa tua alma Batista é indisfarçável. Você bem que tenta, mas esse teu sotaque te denuncia. Por anos você resiste a toda sorte de heresias postuladas pela poderosa Welington Corporation. Isso é inexplicável, já era pra você ter se desviado pra essa minha desvirtuação portenha (evangelho made in Buenos Aires querida) - quase ‘evangelho da prosperidade’ – Mas, como diriam os mulçulmanos , Allah que tudo vê, percebe as não tão sutis diferenças. Que os presbiterianos e os assembleianos me tenham em boa conta. Cracatua. Isso só pode confirmar minhas suspeitas de que a raiz Batista desenvolvida nos copinhos d´água da época em que eras broto de feijão lá em Madureira, é mais poderosa que a minha capacidade de abstração. Não que isso me intimide ou impeça que eu venha a apelar e jogando sujo, abra UM DIA os temíveis "livros negros do conhecimento" enclausurados nos abismos do porão da gloriosa organização. Mas nem mesmo eu... tenho coragem de abrir os tenebrosos "livros negros do conhecimento" da Wellcorp, guardados no porão, depois do calabouço, após o fosso, além da ponte sobre o abismo, depois dos monstros, após o rio, no mais profundo de minha Faculdade de Teologia e Coisas Afins. Mas saiba que um dia desses, eu vou com meus setecentos teólogos até lá e com os sobreviventes vou abrir os livros.


1 - Uma vez salvo, salvo para sempre? Ou é possível que eu , você e os nossos irmãos, enquanto vivos aqui na Terra, venhamos a cair , pecar e se perder?






Vou responder com uma pergunta que é semelhante a essa: E se José não OBEDECESSE ao sonho de ir para o Egito na noite em que o teve. Jesus teria sido salvo? E se Ester não tivesse intercedido ao rei. Jesus teria nascido?

O grupo que baseia a sua segurança de salvação, na impossibilidade da perda da salvação, passa de largo por todas as situações exemplos da ESCRITURA que estão ali JUSTAMENTE para demonstrar o resultado de ações, de posturas, de atitudes, no que diz respeito a vida e a morte. A segurança de nossa salvação não é fundamentada ou estaqueada, porque não possamos (haja o que houver, aconteça o que acontecer) perdê-la, e sim porque as misericórdias se renovam a cada dia. Não é o pecado que pode nos separar de Deus. É a perda da fé no amor contínuo. Na graça abundante. Não recebemos um bilhete premiado escrito "salvo para todo sempre" recebemos o direito continuo de abraçarmos aquele que é poderoso para nos salvar.®Todos os direitos desta declaração magistral pertencem a Welington Corporation A salvação está em Cristo, nunca esteve e nunca estará fora dele. E nunca haverá um dia que a porta se feche para que não tenhamos acesso a ele. A argumentação sobre e exarcebação de hermenêutica “grega” sobre a impossibilidade de perder a salvação é fruto de uma teologia que perdeu a fé na fé. Ela é um sofisma, PARECE fortalecer sua confiança e fé nas Escrituras, mas na verdade é fruto do medo. A pessoa que abraça o uma vez salvo, salvo para sempre é geralmente o mesmo que abraça a predestinação absoluta, que antes de nascermos Deus já separou os que viverão na glória e os que padecerão no inferno, eternamente. É o mesmo que crê que TUDO que ocorreu, ocorre, e acontecerá já foi ESCRITO um dia.
Entretanto... Tá muito doce essa minha resposta...essa racionalidade insana, essa aparente postura elegante... arg!

Eu vi tropa de Elite. Vamos subir a ladeira, Eduardo...

Ezequiel 23 fala de duas prostitutas:

A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
Filho do homem: era uma vez duas mulheres, filhas de uma mesma mãe.
Elas se prostituíram no Egito e se desonraram ainda jovens. Lá foram apertados os seus peitos, lá foi apalpado o seu seio virginal.
A mais velha chamava-se Oolá, e sua irmã Ooliba; pertenceram a mim, e me deram filhos e filhas. (Seus nomes: Oolá é Samaria; Ooliba, Jerusalém.)
Oolá foi infiel e tornou-se louca de amores por seus amantes: os assírios, vizinhos dela,
vestidos de púrpura, governadores e chefes, jovens sedutores, cavaleiros montados.
Ela prodigalizou seus encantos a essa elite dos assírios, e, junto de todos esses por quem se achava seduzida, maculou-se com seus ídolos.

Samaria e Jerusalém são “centros de aperfeiçoamento de idolatria” e com MBA, Pós-graduações, Doutorado e escolas técnicas diversas, comparativamente, exportaram know-how para contaminação de todo Israel. Tudo se corrompeu a partir de dois pólos ou de duas “faculdades de teologia do AT” que se estabelecem a partir de dois santuários: O de Jerusalém e o de Samaria. Eles gerariam a posterior o judaísmo, Jesus se encontraria com os mestres das duas escolas, Saduceus e Fariseus. Atualmente o judaísmo é baseado em dois Talmudes. Um compilado em Samaria e o outro em Jerusalém.

O que destruiu o povo de Israel? O que havia, além da idolatria, no pensamento israelita que foi o veneno que deu origem ao quase-apocalipse-judaico?

Miquéias:


Ouvi agora isto, vós, chefes da casa de Jacó, e príncipes da casa de Israel, que abominais o juízo e perverteis tudo o que é direito,
10
Edificando a Sião com sangue, e a Jerusalém com iniqüidade.
11
Os seus chefes dão as sentenças por suborno, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao SENHOR, dizendo: Não está o SENHOR no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá.


Oola e Oolibá geraram filhas. Duas filhas gentias. A salvação INCONDICIONAL é irmã de uma ordinária, dessa outra PROSTITUTA denominada PREDESTINAÇÃO ABSOLUTA. Essas duas visões são duas prostitutas, duas safadas, duas bandidonas, duas sem-vergonhas, bastardas, e tem a mesma mãe. A mentira. Elas nasceram praticamente juntas, se entregaram a orgia com os teólogos europeus, fizeram festas fetichistas com os ingleses, em noites que lembram Hallowen, ainda adolescentes, lá pelas bandas de Westminster. Alguns conhecedores e comentaristas gregos se apaixonaram pelas duas vadias. Já jovens caminharam em busca de outros amantes junto a teólogos do novo mundo. Foram ovacionadas de pé por muitas denominações. Hoje, já estão na meia-idade. Essas prostitutas.


A doutrina da eterna e incondicional salvação é a versão moderna da confiança de Israel em sua eleição. Somos povo escolhido, nenhum mal nos sobrevirá. E veio a Assíria. Somos a nação separada. Somos povo de Deus. E veio a Babilônia. Somos salvos para sempre. Lacrados, selados, regenerados, texturizados, caramelizados, arrendados, lavados, remidos, redimidos, recadastrados, remasterizados, remixados, glorificados, cardealizados, mumificados, divinizados, personificados, aparentados, familiarizados, escolhidos, eleitos, santificados, canonizados, beatificados, iluminados, agraciados, potencializados, especificados, etc.
Licença para matar, pra se suicidar, mesmo suicídio com requintes de crueldade. Deus dará o jeito dele. Nem que para isso tenha que DINAMITAR o livre arbítrio humano e dominar minha mente e assumir os direitos autorais de minhas obras, já não mais como co-autor, mas já como redator, roteirista, diretor e ator principal. Ele irá me salvar ainda que a individualidade seja escravizada, a vontade eliminada, o desejo invalidado e mesmo que da minha parte haja AUSENCIA ABSOLUTA de fé no que ele determinou. É claro que posso imaginar numa versão indireta para tal, já sem essa intimidade toda com minha personalidade, no qual o universo, numa espiral cósmica sem precedentes, será usado a cada instante para que a fé adormecida em meu interior resolva despertar, QUERENDO EU OU NÃO. Ou seja, crerei nem que seja na base da tortura, tipo jogos mortais VI, ou se para isso Deus necessite manifestar-se pessoalmente em toda sua inenarrável glória.


Não é necessário impossibilidade de perder a salvação, para que eu tenha certeza de salvação. Deus não abre mão do princípio chamado fé para obtenção de suas promessas. Certeza das coisas que se esperam. CRER. A certeza da salvação nasce da fé. O JUSTO VIVERÁ pela fé. Ponto final. E a salvação é uma PROMESSA.

A fé para salvação é aquela que se baseia em crer em Cristo, em amá-lo, em adorá-lo.

A injustiça, Eduardo, não é aceita nem para os filhos do reino. Não há salvação para o crente que sabendo das promessas, consciente do propósito para o qual foi criado, voluntariamente escolher viver na escuridão. Mesmo porque Deus não pode abrir mãos de seus critérios para nos justificar.
Não está escrito:

34
E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas;
35
Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo.

E Deus não abre mão disso. O regenerado não está em situação melhor no que diz respeito a salvação do que qualquer pessoa que em qualquer nação o teme e faz o que é justo.

Assim como o Novo Testamento não anula o caráter profético do Velho. A Lei se cumpre em Cristo. Mas e a PROFECIA do Velho? Se cumpre em nós. Lendo os profetas nos vemos em seus ministérios retratados. Porque? Porque falam de nós. É para nós, assim como para suas gerações, que profetizaram.

A justiça do crente é exercida pela fé, a santificação é diária, a comunhão é o que concede a vida espiritual aos nossos corações. Se um crente viver defraudando e maltratando seus irmãos, mentir continuamente para satisfação de sua torpeza, viver de modo indigno com relação a ceia, não terá direito. Ficarão de fora os adúlteros. Então ele deve buscar a reconciliação ou um novo casamento no qual não VIVA em adultério. Ficarão de fora os idólatras. Ficarão de fora os efeminados. Ficarão de fora os ladrões. Ficarão de fora os fornicadores – aqueles que se entregam e vivem em função do desejo sexual, que vivem em função de obter prazer, sem levar em conta a juventude de quem enganam, a necessidade de uma vida em comum daquela que a ele se entregou. O texto de Apocalipse fala de gente que fez do pecado sua vocação, do vício seu destino, que se divorciaram da culpa, que deram carta de divórcio ao desejo de santificação e que por isso pisaram no sangue do Cordeiro, e por suas condutas continuamente torpes expuseram ao vitupério a Cristo pela segunda vez.
O viver sem confissão dos pecados, sem arrependimento é morte espiritual. Não há salvação para quem não se arrepende dos pecados.
Não há salvação para quem não crê mais na DEIDADE de Cristo. A perda da fé é conhecida nas Escrituras como APOSTASIA. A apostasia não ocorre com quem jamais se converteu. Rejeitar a Cristo não é política aceita pela administração celestial. Cristo é o passaporte, o crachá, o visto, a cidadania celestial. Alguns que apostatam, conforme o conhecido texto de hebreus inclusive possuíram os dons espirituais. (Outro problema da teologia que abraça a salvação incondicional é como eles encaram os dons espirituais e sua cessação na época dos apóstolos, para tentar resumir esse texto a uma única época possível na história humana...)

Mas, como regenerado pode se DEGENERAR? Como o SELADO pode ser DES-SELADO? E a tal da natureza divina infundida no interior do crente? E a tal da questão de ser NOVA criação, e a tal da questão de ter NASCIDO DE NOVO?

A grande questão dessas contemporâneas Oolá e Oolibá, ou Salvolá e Predolibá (Salvação e Predestinação) é que elas são INFIÉIS. Elas eram CASADAS! E não estavam nem aí. Elas DESPREZARAM o esposo que era DEUS. Elas DESTRUIRAM seu casamento.
E sabe porque elas foram infiéis?
Elas já não sentiam prazer com ele.
ELAS queriam mais.
Os escribas entre o cativeiro e a época da manifestação de Jesus, geraram suas próprias Escrituras. São a literatura apócrifa, os pseudoepígrafos, os comentários Às Escrituras denonimados Mishnás, os acréscimos aos próprios Escritos bíblicos, como a versão grega de Ester, a rica literatura apocalíptica, da assunção de Moisés ao livro de Enoque, Segundo, Terceiro e Quarto tomos das visões de Ezequiel, etc. Geraram a Cabala e a mística judaica.
O mundo cristão também. Milhares de pseudoepígrafos. Isso na antiguidade. Os Escribas modernos geraram outra tanta literatura. Nossos comentários bíblicos. Nossa visão teológica.
ELES queriam mais.
Porque Oolá e Oolibá sempre geram filhas com o mesmo comportamento. Elas sempre estão insatisfeitas com a perfeição das Escrituras. Elas querem sempre provar a segunda maldição que existe no Novo Testamento:”Maldito aquele que acrescentar palavras a este livro”

Não basta saber que somos filhos? Que temos acesso ao coração do Pai? Não basta saber que ele nos ama de tal modo que entregou o Unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna? Não basta entender que todo aquele que invocar o nome do senhor será salvo, não basta abraçar o fato de que crendo em Jesus, nós e nossa casa, seremos salvos? Não basta ter direito ao Nome, saber que todas as promessas de Deus, contidas nas Escrituras são em Cristo sim? QUE RAIO DE “CERTEZA DE SALVAÇÃO” é essa que necessite mais fundamento do que o amor de DEUS DECLARADO NAS ESCRITURAS, manifesto nos dons, talentos, recursos sobrenaturais a nossa disposição e promessas tais como “eis que estarei convosco todos os ias por todos os séculos?”



Não basta crer nas promessas. Tem que ter algo mais forte,




uma droga que alimente essa nossa necessidade de preservação, uma doutrina, uma segurança adicional. Nem que pra isso a EQUIDADE divina, sua JUSTIÇA ETERNA, sua LEI seja vituperada pelo tipo de vida que elas anseiam viver.



Além do que...O selado…o Regenerado…o Renascido…

O novo nascimento nos tornou aptos para termos comunhão com o Pai. Não nos transformou em deuses. Não nos tornou semelhantes aos anjos. A regeneração mudou nosso espírito, não nossa ALMA. Não nossos sentimentos. Nosso corpo NÃO é CONVERTIDO, REGENERADO, NASCIDO DE NOVO, OU SELADO. Nosso interior o é. Mas, assim como Adão, homem imaculado, CAIU e com ele, TODA A RAÇA HUMANA, assim o NOVO HOMEM que há em nós também pode ser SEDUZIDO NOVAMENTE PELO MUNDO.


Como é que os ANJOS pecaram EDUARDO GOMES? Num mundo sem pecado, antes de existirem demônios, quando Satanás ainda era ASPIRANTE a príncipe das hostes celestiais?
Pois é.
Se eu continuar desse ponto, seria obrigado a abrir o “livro negro do conhecimento” da Welington Corporation©, então vou parar por aqui.
As Escrituras ordenam que eu não possua medo, que eu não tenha receio, que eu não tenha dúvidas. Que eu tenha ousadia, confiança, alegria, que ao cair me lave, que ao ficar de pé, tenha cuidado. Só isso.
A questão do pecado nas nossas vidas, dos que cremos, que lutamos para sermos DIGNOS do mundo vindouro não diz respeito a SALVAÇÂO. Diz respeito ao inferno. O pecado abraçado e vivido, exaltado e celebrado, compartilhado ou institucionalizado é como as ovelhas balindo, quando Samuel chega para averiguar se Saul havia obedecido. Quando nossos pecados começarem a balir, não vamos ouvir coisa boa por parte do profeta. O nosso pecado gera algo que os filhos detestam ouvir. DISCIPLINA. É o caso de DAVI. Natã: Escolhe entre essas três desgraças a que você acha melhor. Jezabel a profeta que se dizia mestre em Apocalipse. Para de fazer isso, ou teus filhos irão adoecer. Pedro; três vezes me negarás. E ele nega. E sente vergonha. Por três anos foi o mais corajoso de todos os homens. Mas, um único olhar de Jesus mostrou que não era tão forte quanto sempre se imaginou.



Há um ‘pé atrás’ de muitos intérpretes quando ouvem falar de ‘legalidade de Satanás’ ou “concessão de direitos ao inferno” relacionados ao pecado. O velho e bom pentecostal chamava isso de “brecha” lembrando o muro fendido em Jerusalém, nas visões de Ezequiel. Mas, sempre no avant-premiere da teologia não tão sistemática assim, sempre um passo a frente de todos os hereges da minha geração, coloco de outro modo. Pecado é antimatéria. É kriptonita.



É pedaço do inferno. É radioativo. É venenoso. É um portal para outra dimensão. O pecado é onde os demônios habitam. O pecado é como um campo eletromagnético. Os demônios como as correntes por ele geradas. O pecado é como o campo eletrostático dos geradores de van der graf. As descargas elétricas, a atuação maligna que pode ocorrer (Só você vai entender esse exemplo).




Inclusive, (essa é forte) o pecado é tão poderoso que matou a Jesus.


CONTUDO, tenho promessas poderosas demais, tenho um sumo-sacerdote a direita do Pai.

Ops....tenho o que a direita de quem? Um sacerdote. Á direita de Deus. Porque um SACERDOTE? Porque um ADVOGADO? A cruz JÁ não foi o suficiente? Mas não está dito - SE confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar...Se há um sacerdócio é porque eu necessito de um.

Bem aventurados os que LAVAM as suas vestiduras no sangue do Cordeiro.


2 - Quando um cristão morre ele vai pra onde?


Pro céu. Num existe mais seio de Abraão. Hoje estarás comigo no paraíso não era uma expressão de consolo pro camarada crucificado. Era promessa.



De onde ele está, ele quereria voltar?
(no filme A Era do Gelo 2 - o esquilo já tava numa boa, cercado por nozes por todos os lados e, aí . . . , alguem o ressuscitou . . . ) sds



E G. S




Eduardo G S. Você realmente quer que eu abra o livro negro do conhecimento. Mas não o farei.
Você possui idéia do que é morrer? Tem idéia de qual é o estado em que você chega na glória?
Incompleto. Sua alma não está mais unida ao seu espírito. Seu corpo não existe mais. Ou já não existe mais para você. Você foi brutalmente separado de sua casa de barro, e não recebe um corpo. Você não chega integral no céu. O corpo humano faz parte de nós, nós não fomos criados para viver sem ele. As Escrituras declaram que só recebemos novos corpos ou os antigos transformados quando ocorrer a primeira ressurreição, na volta do Senhor. O único homem que está integral no céu se chama Cristo. Que já teve seu corpo glorificado. Mesmo porque, quando foi para ele, levou o corpo com ele. Porque o corpo de Jesus é a única coisa do nosso universo que não foi contaminado pelo pecado. Ou que foi purificado de tal modo através da ressurreição que recebeu tal direito. É a única coisa feita de matéria que habita os lugares celestiais, ou foi a única coisa de matéria que habitou, porque já não sei do é feito.
Porque você acha que os degolados durante a grande tribulação ficam reclamando debaixo do altar? Porque, quando cumprir-se o “vingue-nos” que eles exigem, acontece a segunda ressurreição, no qual recebem novos corpos.
Paulo disse: Não sei o QUE ESCOLHO, se devo ficar para edificar a igreja ou ir para estar com Cristo, o que é ainda é muito melhor.
Quando a Igreja ora pela ressurreição de alguém, realidades celestiais desconhecidas estão sendo envolvidas. Você não pode tratar essa questão sobre a ótica de uma decisão pessoal de alguém, ficar ou não ficar. Nós, igreja, não somos tão individualizados assim. Nossas realidades e verdades espirituais se fundem. Nossas vidas não nos pertencem mais, somente a nós. Na igreja se cumpre um mistério de sermos parte uns dos outros, de sermos unidos espiritualmente através de Cristo de um modo que não somos capaz de imaginar. Jesus não estava brincando quando orou para que nós fossemos UM em NELE, assim como ele era UM com o Pai. Não vivemos mais uma vida separada da vida de nossos irmãos em Cristo. Há um mistério que nos envolve, e que envolve nossas orações e nosso destino, algo que nos une através de sonhos, de realidades espirituais, de visitações angelicais e de interações espirituais por nós desconhecidas. Membros uns dos outros. Dependentes uns dos outros. Algumas pessoas recebem unções específicas através dos ministérios de outras. Alguém orou por você no dia em que você foi batizado com Espírito Santo. Além de Deus, havia um agente humano, que fez parte do processo do teu batismo. Alguém orou para que você nascesse de novo. E você nasceu fruto dessa intercessão. Então Eduardo Gomes, há um estado de coisas que envolve a vida de nossos irmãos, que não depende exclusivamente deles. Assim como existem coisas, que não dependem exclusivamente de nós.


Então…não olhe com tanta alegria para as nozes…pois se houver uma IGREJA que sinta tua falta…que tenha recebido um ensino de fé profundo, pode ser que você não tenha tempo para desfrutá-las…

01
Nov07

Sobre a tal da Salvação Incondicional

wellcorp





E G S.

Essa tua alma Batista é indisfarçável. Você bem que tenta, mas esse teu sotaque te denuncia. Por anos você resiste a toda sorte de heresias postuladas pela poderosa Welington Corporation. Isso é inexplicável, já era pra você ter se desviado pra essa minha desvirtuação portenha (evangelho made in Buenos Aires querida) - quase ‘evangelho da prosperidade’ – Mas, como diriam os mulçulmanos , Allah que tudo vê, percebe as não tão sutis diferenças. Que os presbiterianos e os assembleianos me tenham em boa conta. Cracatua. Isso só pode confirmar minhas suspeitas de que a raiz Batista desenvolvida nos copinhos d´água da época em que eras broto de feijão lá em Madureira, é mais poderosa que a minha capacidade de abstração. Não que isso me intimide ou impeça que eu venha a apelar e jogando sujo, abra UM DIA os temíveis "livros negros do conhecimento" enclausurados nos abismos do porão da gloriosa organização. Mas nem mesmo eu... tenho coragem de abrir os tenebrosos "livros negros do conhecimento" da Wellcorp, guardados no porão, depois do calabouço, após o fosso, além da ponte sobre o abismo, depois dos monstros, após o rio, no mais profundo de minha Faculdade de Teologia e Coisas Afins. Mas saiba que um dia desses, eu vou com meus setecentos teólogos até lá e com os sobreviventes vou abrir os livros.


1 - Uma vez salvo, salvo para sempre? Ou é possível que eu , você e os nossos irmãos, enquanto vivos aqui na Terra, venhamos a cair , pecar e se perder?






Vou responder com uma pergunta que é semelhante a essa: E se José não OBEDECESSE ao sonho de ir para o Egito na noite em que o teve. Jesus teria sido salvo? E se Ester não tivesse intercedido ao rei. Jesus teria nascido?

O grupo que baseia a sua segurança de salvação, na impossibilidade da perda da salvação, passa de largo por todas as situações exemplos da ESCRITURA que estão ali JUSTAMENTE para demonstrar o resultado de ações, de posturas, de atitudes, no que diz respeito a vida e a morte. A segurança de nossa salvação não é fundamentada ou estaqueada, porque não possamos (haja o que houver, aconteça o que acontecer) perdê-la, e sim porque as misericórdias se renovam a cada dia. Não é o pecado que pode nos separar de Deus. É a perda da fé no amor contínuo. Na graça abundante. Não recebemos um bilhete premiado escrito "salvo para todo sempre" recebemos o direito continuo de abraçarmos aquele que é poderoso para nos salvar.®Todos os direitos desta declaração magistral pertencem a Welington Corporation A salvação está em Cristo, nunca esteve e nunca estará fora dele. E nunca haverá um dia que a porta se feche para que não tenhamos acesso a ele. A argumentação sobre e exarcebação de hermenêutica “grega” sobre a impossibilidade de perder a salvação é fruto de uma teologia que perdeu a fé na fé. Ela é um sofisma, PARECE fortalecer sua confiança e fé nas Escrituras, mas na verdade é fruto do medo. A pessoa que abraça o uma vez salvo, salvo para sempre é geralmente o mesmo que abraça a predestinação absoluta, que antes de nascermos Deus já separou os que viverão na glória e os que padecerão no inferno, eternamente. É o mesmo que crê que TUDO que ocorreu, ocorre, e acontecerá já foi ESCRITO um dia.
Entretanto... Tá muito doce essa minha resposta...essa racionalidade insana, essa aparente postura elegante... arg!

Eu vi tropa de Elite. Vamos subir a ladeira, Eduardo...

Ezequiel 23 fala de duas prostitutas:

A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos:
Filho do homem: era uma vez duas mulheres, filhas de uma mesma mãe.
Elas se prostituíram no Egito e se desonraram ainda jovens. Lá foram apertados os seus peitos, lá foi apalpado o seu seio virginal.
A mais velha chamava-se Oolá, e sua irmã Ooliba; pertenceram a mim, e me deram filhos e filhas. (Seus nomes: Oolá é Samaria; Ooliba, Jerusalém.)
Oolá foi infiel e tornou-se louca de amores por seus amantes: os assírios, vizinhos dela,
vestidos de púrpura, governadores e chefes, jovens sedutores, cavaleiros montados.
Ela prodigalizou seus encantos a essa elite dos assírios, e, junto de todos esses por quem se achava seduzida, maculou-se com seus ídolos.

Samaria e Jerusalém são “centros de aperfeiçoamento de idolatria” e com MBA, Pós-graduações, Doutorado e escolas técnicas diversas, comparativamente, exportaram know-how para contaminação de todo Israel. Tudo se corrompeu a partir de dois pólos ou de duas “faculdades de teologia do AT” que se estabelecem a partir de dois santuários: O de Jerusalém e o de Samaria. Eles gerariam a posterior o judaísmo, Jesus se encontraria com os mestres das duas escolas, Saduceus e Fariseus. Atualmente o judaísmo é baseado em dois Talmudes. Um compilado em Samaria e o outro em Jerusalém.

O que destruiu o povo de Israel? O que havia, além da idolatria, no pensamento israelita que foi o veneno que deu origem ao quase-apocalipse-judaico?

Miquéias:


Ouvi agora isto, vós, chefes da casa de Jacó, e príncipes da casa de Israel, que abominais o juízo e perverteis tudo o que é direito,
10
Edificando a Sião com sangue, e a Jerusalém com iniqüidade.
11
Os seus chefes dão as sentenças por suborno, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao SENHOR, dizendo: Não está o SENHOR no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá.


Oola e Oolibá geraram filhas. Duas filhas gentias. A salvação INCONDICIONAL é irmã de uma ordinária, dessa outra PROSTITUTA denominada PREDESTINAÇÃO ABSOLUTA. Essas duas visões são duas prostitutas, duas safadas, duas bandidonas, duas sem-vergonhas, bastardas, e tem a mesma mãe. A mentira. Elas nasceram praticamente juntas, se entregaram a orgia com os teólogos europeus, fizeram festas fetichistas com os ingleses, em noites que lembram Hallowen, ainda adolescentes, lá pelas bandas de Westminster. Alguns conhecedores e comentaristas gregos se apaixonaram pelas duas vadias. Já jovens caminharam em busca de outros amantes junto a teólogos do novo mundo. Foram ovacionadas de pé por muitas denominações. Hoje, já estão na meia-idade. Essas prostitutas.


A doutrina da eterna e incondicional salvação é a versão moderna da confiança de Israel em sua eleição. Somos povo escolhido, nenhum mal nos sobrevirá. E veio a Assíria. Somos a nação separada. Somos povo de Deus. E veio a Babilônia. Somos salvos para sempre. Lacrados, selados, regenerados, texturizados, caramelizados, arrendados, lavados, remidos, redimidos, recadastrados, remasterizados, remixados, glorificados, cardealizados, mumificados, divinizados, personificados, aparentados, familiarizados, escolhidos, eleitos, santificados, canonizados, beatificados, iluminados, agraciados, potencializados, especificados, etc.
Licença para matar, pra se suicidar, mesmo suicídio com requintes de crueldade. Deus dará o jeito dele. Nem que para isso tenha que DINAMITAR o livre arbítrio humano e dominar minha mente e assumir os direitos autorais de minhas obras, já não mais como co-autor, mas já como redator, roteirista, diretor e ator principal. Ele irá me salvar ainda que a individualidade seja escravizada, a vontade eliminada, o desejo invalidado e mesmo que da minha parte haja AUSENCIA ABSOLUTA de fé no que ele determinou. É claro que posso imaginar numa versão indireta para tal, já sem essa intimidade toda com minha personalidade, no qual o universo, numa espiral cósmica sem precedentes, será usado a cada instante para que a fé adormecida em meu interior resolva despertar, QUERENDO EU OU NÃO. Ou seja, crerei nem que seja na base da tortura, tipo jogos mortais VI, ou se para isso Deus necessite manifestar-se pessoalmente em toda sua inenarrável glória.


Não é necessário impossibilidade de perder a salvação, para que eu tenha certeza de salvação. Deus não abre mão do princípio chamado fé para obtenção de suas promessas. Certeza das coisas que se esperam. CRER. A certeza da salvação nasce da fé. O JUSTO VIVERÁ pela fé. Ponto final. E a salvação é uma PROMESSA.

A fé para salvação é aquela que se baseia em crer em Cristo, em amá-lo, em adorá-lo.

A injustiça, Eduardo, não é aceita nem para os filhos do reino. Não há salvação para o crente que sabendo das promessas, consciente do propósito para o qual foi criado, voluntariamente escolher viver na escuridão. Mesmo porque Deus não pode abrir mãos de seus critérios para nos justificar.
Não está escrito:

34
E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas;
35
Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo.

E Deus não abre mão disso. O regenerado não está em situação melhor no que diz respeito a salvação do que qualquer pessoa que em qualquer nação o teme e faz o que é justo.

Assim como o Novo Testamento não anula o caráter profético do Velho. A Lei se cumpre em Cristo. Mas e a PROFECIA do Velho? Se cumpre em nós. Lendo os profetas nos vemos em seus ministérios retratados. Porque? Porque falam de nós. É para nós, assim como para suas gerações, que profetizaram.

A justiça do crente é exercida pela fé, a santificação é diária, a comunhão é o que concede a vida espiritual aos nossos corações. Se um crente viver defraudando e maltratando seus irmãos, mentir continuamente para satisfação de sua torpeza, viver de modo indigno com relação a ceia, não terá direito. Ficarão de fora os adúlteros. Então ele deve buscar a reconciliação ou um novo casamento no qual não VIVA em adultério. Ficarão de fora os idólatras. Ficarão de fora os efeminados. Ficarão de fora os ladrões. Ficarão de fora os fornicadores – aqueles que se entregam e vivem em função do desejo sexual, que vivem em função de obter prazer, sem levar em conta a juventude de quem enganam, a necessidade de uma vida em comum daquela que a ele se entregou. O texto de Apocalipse fala de gente que fez do pecado sua vocação, do vício seu destino, que se divorciaram da culpa, que deram carta de divórcio ao desejo de santificação e que por isso pisaram no sangue do Cordeiro, e por suas condutas continuamente torpes expuseram ao vitupério a Cristo pela segunda vez.
O viver sem confissão dos pecados, sem arrependimento é morte espiritual. Não há salvação para quem não se arrepende dos pecados.
Não há salvação para quem não crê mais na DEIDADE de Cristo. A perda da fé é conhecida nas Escrituras como APOSTASIA. A apostasia não ocorre com quem jamais se converteu. Rejeitar a Cristo não é política aceita pela administração celestial. Cristo é o passaporte, o crachá, o visto, a cidadania celestial. Alguns que apostatam, conforme o conhecido texto de hebreus inclusive possuíram os dons espirituais. (Outro problema da teologia que abraça a salvação incondicional é como eles encaram os dons espirituais e sua cessação na época dos apóstolos, para tentar resumir esse texto a uma única época possível na história humana...)

Mas, como regenerado pode se DEGENERAR? Como o SELADO pode ser DES-SELADO? E a tal da natureza divina infundida no interior do crente? E a tal da questão de ser NOVA criação, e a tal da questão de ter NASCIDO DE NOVO?

A grande questão dessas contemporâneas Oolá e Oolibá, ou Salvolá e Predolibá (Salvação e Predestinação) é que elas são INFIÉIS. Elas eram CASADAS! E não estavam nem aí. Elas DESPREZARAM o esposo que era DEUS. Elas DESTRUIRAM seu casamento.
E sabe porque elas foram infiéis?
Elas já não sentiam prazer com ele.
ELAS queriam mais.
Os escribas entre o cativeiro e a época da manifestação de Jesus, geraram suas próprias Escrituras. São a literatura apócrifa, os pseudoepígrafos, os comentários Às Escrituras denonimados Mishnás, os acréscimos aos próprios Escritos bíblicos, como a versão grega de Ester, a rica literatura apocalíptica, da assunção de Moisés ao livro de Enoque, Segundo, Terceiro e Quarto tomos das visões de Ezequiel, etc. Geraram a Cabala e a mística judaica.
O mundo cristão também. Milhares de pseudoepígrafos. Isso na antiguidade. Os Escribas modernos geraram outra tanta literatura. Nossos comentários bíblicos. Nossa visão teológica.
ELES queriam mais.
Porque Oolá e Oolibá sempre geram filhas com o mesmo comportamento. Elas sempre estão insatisfeitas com a perfeição das Escrituras. Elas querem sempre provar a segunda maldição que existe no Novo Testamento:”Maldito aquele que acrescentar palavras a este livro”

Não basta saber que somos filhos? Que temos acesso ao coração do Pai? Não basta saber que ele nos ama de tal modo que entregou o Unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna? Não basta entender que todo aquele que invocar o nome do senhor será salvo, não basta abraçar o fato de que crendo em Jesus, nós e nossa casa, seremos salvos? Não basta ter direito ao Nome, saber que todas as promessas de Deus, contidas nas Escrituras são em Cristo sim? QUE RAIO DE “CERTEZA DE SALVAÇÃO” é essa que necessite mais fundamento do que o amor de DEUS DECLARADO NAS ESCRITURAS, manifesto nos dons, talentos, recursos sobrenaturais a nossa disposição e promessas tais como “eis que estarei convosco todos os ias por todos os séculos?”



Não basta crer nas promessas. Tem que ter algo mais forte,




uma droga que alimente essa nossa necessidade de preservação, uma doutrina, uma segurança adicional. Nem que pra isso a EQUIDADE divina, sua JUSTIÇA ETERNA, sua LEI seja vituperada pelo tipo de vida que elas anseiam viver.



Além do que...O selado…o Regenerado…o Renascido…

O novo nascimento nos tornou aptos para termos comunhão com o Pai. Não nos transformou em deuses. Não nos tornou semelhantes aos anjos. A regeneração mudou nosso espírito, não nossa ALMA. Não nossos sentimentos. Nosso corpo NÃO é CONVERTIDO, REGENERADO, NASCIDO DE NOVO, OU SELADO. Nosso interior o é. Mas, assim como Adão, homem imaculado, CAIU e com ele, TODA A RAÇA HUMANA, assim o NOVO HOMEM que há em nós também pode ser SEDUZIDO NOVAMENTE PELO MUNDO.


Como é que os ANJOS pecaram EDUARDO GOMES? Num mundo sem pecado, antes de existirem demônios, quando Satanás ainda era ASPIRANTE a príncipe das hostes celestiais?
Pois é.
Se eu continuar desse ponto, seria obrigado a abrir o “livro negro do conhecimento” da Welington Corporation©, então vou parar por aqui.
As Escrituras ordenam que eu não possua medo, que eu não tenha receio, que eu não tenha dúvidas. Que eu tenha ousadia, confiança, alegria, que ao cair me lave, que ao ficar de pé, tenha cuidado. Só isso.
A questão do pecado nas nossas vidas, dos que cremos, que lutamos para sermos DIGNOS do mundo vindouro não diz respeito a SALVAÇÂO. Diz respeito ao inferno. O pecado abraçado e vivido, exaltado e celebrado, compartilhado ou institucionalizado é como as ovelhas balindo, quando Samuel chega para averiguar se Saul havia obedecido. Quando nossos pecados começarem a balir, não vamos ouvir coisa boa por parte do profeta. O nosso pecado gera algo que os filhos detestam ouvir. DISCIPLINA. É o caso de DAVI. Natã: Escolhe entre essas três desgraças a que você acha melhor. Jezabel a profeta que se dizia mestre em Apocalipse. Para de fazer isso, ou teus filhos irão adoecer. Pedro; três vezes me negarás. E ele nega. E sente vergonha. Por três anos foi o mais corajoso de todos os homens. Mas, um único olhar de Jesus mostrou que não era tão forte quanto sempre se imaginou.



Há um ‘pé atrás’ de muitos intérpretes quando ouvem falar de ‘legalidade de Satanás’ ou “concessão de direitos ao inferno” relacionados ao pecado. O velho e bom pentecostal chamava isso de “brecha” lembrando o muro fendido em Jerusalém, nas visões de Ezequiel. Mas, sempre no avant-premiere da teologia não tão sistemática assim, sempre um passo a frente de todos os hereges da minha geração, coloco de outro modo. Pecado é antimatéria. É kriptonita.



É pedaço do inferno. É radioativo. É venenoso. É um portal para outra dimensão. O pecado é onde os demônios habitam. O pecado é como um campo eletromagnético. Os demônios como as correntes por ele geradas. O pecado é como o campo eletrostático dos geradores de van der graf. As descargas elétricas, a atuação maligna que pode ocorrer (Só você vai entender esse exemplo).




Inclusive, (essa é forte) o pecado é tão poderoso que matou a Jesus.


CONTUDO, tenho promessas poderosas demais, tenho um sumo-sacerdote a direita do Pai.

Ops....tenho o que a direita de quem? Um sacerdote. Á direita de Deus. Porque um SACERDOTE? Porque um ADVOGADO? A cruz JÁ não foi o suficiente? Mas não está dito - SE confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar...Se há um sacerdócio é porque eu necessito de um.

Bem aventurados os que LAVAM as suas vestiduras no sangue do Cordeiro.


2 - Quando um cristão morre ele vai pra onde?


Pro céu. Num existe mais seio de Abraão. Hoje estarás comigo no paraíso não era uma expressão de consolo pro camarada crucificado. Era promessa.



De onde ele está, ele quereria voltar?
(no filme A Era do Gelo 2 - o esquilo já tava numa boa, cercado por nozes por todos os lados e, aí . . . , alguem o ressuscitou . . . ) sds



E G. S




Eduardo G S. Você realmente quer que eu abra o livro negro do conhecimento. Mas não o farei.
Você possui idéia do que é morrer? Tem idéia de qual é o estado em que você chega na glória?
Incompleto. Sua alma não está mais unida ao seu espírito. Seu corpo não existe mais. Ou já não existe mais para você. Você foi brutalmente separado de sua casa de barro, e não recebe um corpo. Você não chega integral no céu. O corpo humano faz parte de nós, nós não fomos criados para viver sem ele. As Escrituras declaram que só recebemos novos corpos ou os antigos transformados quando ocorrer a primeira ressurreição, na volta do Senhor. O único homem que está integral no céu se chama Cristo. Que já teve seu corpo glorificado. Mesmo porque, quando foi para ele, levou o corpo com ele. Porque o corpo de Jesus é a única coisa do nosso universo que não foi contaminado pelo pecado. Ou que foi purificado de tal modo através da ressurreição que recebeu tal direito. É a única coisa feita de matéria que habita os lugares celestiais, ou foi a única coisa de matéria que habitou, porque já não sei do é feito.
Porque você acha que os degolados durante a grande tribulação ficam reclamando debaixo do altar? Porque, quando cumprir-se o “vingue-nos” que eles exigem, acontece a segunda ressurreição, no qual recebem novos corpos.
Paulo disse: Não sei o QUE ESCOLHO, se devo ficar para edificar a igreja ou ir para estar com Cristo, o que é ainda é muito melhor.
Quando a Igreja ora pela ressurreição de alguém, realidades celestiais desconhecidas estão sendo envolvidas. Você não pode tratar essa questão sobre a ótica de uma decisão pessoal de alguém, ficar ou não ficar. Nós, igreja, não somos tão individualizados assim. Nossas realidades e verdades espirituais se fundem. Nossas vidas não nos pertencem mais, somente a nós. Na igreja se cumpre um mistério de sermos parte uns dos outros, de sermos unidos espiritualmente através de Cristo de um modo que não somos capaz de imaginar. Jesus não estava brincando quando orou para que nós fossemos UM em NELE, assim como ele era UM com o Pai. Não vivemos mais uma vida separada da vida de nossos irmãos em Cristo. Há um mistério que nos envolve, e que envolve nossas orações e nosso destino, algo que nos une através de sonhos, de realidades espirituais, de visitações angelicais e de interações espirituais por nós desconhecidas. Membros uns dos outros. Dependentes uns dos outros. Algumas pessoas recebem unções específicas através dos ministérios de outras. Alguém orou por você no dia em que você foi batizado com Espírito Santo. Além de Deus, havia um agente humano, que fez parte do processo do teu batismo. Alguém orou para que você nascesse de novo. E você nasceu fruto dessa intercessão. Então Eduardo Gomes, há um estado de coisas que envolve a vida de nossos irmãos, que não depende exclusivamente deles. Assim como existem coisas, que não dependem exclusivamente de nós.


Então…não olhe com tanta alegria para as nozes…pois se houver uma IGREJA que sinta tua falta…que tenha recebido um ensino de fé profundo, pode ser que você não tenha tempo para desfrutá-las…

Pág. 4/4

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2009
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2008
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2007
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub